Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Desejando aos meus amigos um 2007 abençoado por Deus, deixo a todos as belas palavras da canção do Paulinho Moska.

Tudo novo de novo

Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou

E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Coloquei esta música pra você baixar. Ela está aqui.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Notícia chata.

25/12/2006 - 09h22
Cantor James Brown morre aos 73 anos

ATLANTA (Reuters) - O cantor James Brown morreu nesta segunda-feira aos 73 anos, informou seu empresário.

Brown morreu no Emory Crawford Long Hospital, em Atlanta, após dar entrada no sábado para tratar uma forte pneumonia, acrescentou Frank Copsidas.

(Matthew Big)

domingo, dezembro 24, 2006


sábado, dezembro 23, 2006

Divirta-se.

Os 50 melhores cartoons votados por toda indústria da animação nos idos de 1994. Na sua maioria, são desenhos da warner.

1. What's Opera, Doc? (1957)
2. Duck Amuck (1953)
3. The Band Concert (1935)
4. Duck Dodgers in the 24½th Century (1953)
5. One Froggy Evening (1956)
6. Gertie the Dinosaur (1914)
7. Red Hot Riding Hood (1943)
8. Porky in Wackyland (1938)
9. Gerald McBoing-Boing (1951)
10. King Size Canary (1947)
11. Three Little Pigs (1933)
12. Rabbit of Seville (1950)
13. Steamboat Willie (1928)
14. The Old Mill (1937)
15. Bad Luck Blackie (1949)
16. The Great Piggy Bank Robbery (1946)
17. Popeye the Sailor Meets Sinbad the Sailor (1936)
18. The Skeleton Dance (1929)
19. Snow White (1933)
20. Minnie the Moocher (1932)
21. Coal Black and de Sebben Dwarfs (1943)
22. Der Fuehrer's Face (1943)
23. Little Rural Riding Hood (1949)
24. The Tell-Tale Heart (1953)
25. The Big Snit (1985)
26. Brave Little Tailor (1938)
27. Clock Cleaners (1937)
28. Northwest Hounded Police (1946)
29. Toot, Whistle, Plunk and Boom (1953)
30. Rabbit Seasoning (1952)
31. The Scarlet Pumpernickel (1950)
32. The Cat Came Back (1988)
33. Superman (1941)
34. You Ought to Be in Pictures (1940)
35. Ali Baba Bunny (1957)
36. Feed the Kitty (1952)
37. Bimbo's Initiation (1931)
38. Bambi Meets Godzilla (1969)
39. Little Red Riding Rabbit (1941)
40. Peace on Earth (1939)
41. Rooty Toot Toot (1952)
42. The Cat Concerto (1947)
43. The Barber of Seville (1944)
44. The Man Who Planted Trees (1987)
45. Book Revue (1946)
46. Quasi at the Quackadero (1975)
47. Corny Concerto (1943)
48. The Unicorn in the Garden (1953)
49. The Dover Boys (1942)
50. Felix in Hollywood (1923)

fonte.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

É natal, época de você receber muitas mensagens.


Eu fiquei dias pensando em escrever algo de diferente pra essa data... mas nada! Pode ser falta de inspiração, mas me ocorre que tudo que se deveria dizer sobre o natal foi dito antes mesmo do nascimento de Jesus.


Então, ao invés de criar algo novo, eu preferi relembrar junto a você o porquê do natal. Que tal tirar alguns minutos para tanto?


Isaias 9


O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e sobre os que habitavam na terra de profunda escuridão resplandeceu a luz. (verso 2)


Tu multiplicaste este povo, a alegria lhe aumentaste; todos se alegrarão perante ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando se repartem os despojos. (verso 3)


Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz. (verso 6)


Um feliz natal pra você, sua família e todos a quem ama!

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Explosão blog!

E a quantidade de blogs amigos continua a aumentar. É uma profusão de posts das mais diversas formas, nas mais diversas formatações e estilos, mas sempre de gente querida que sempre tem algo a dizer, e diz!

O mais novo é esse aqui. Visitem e favoritem à vontade, confiram também aqueles outros que estão no canto direito da tela.

terça-feira, dezembro 12, 2006

Atlas


Injustiça.


Sim, injustiça.


Sei que não sou inocente, que da minha boca saiu engano, que meu coração é cheio de malícia, como a dos homens, bem como de seu orgulho e insolência. Pois eu que deveria ser o exemplo, pago o preço do meu desejo, dos conflitos que causei, de querer ser maior do que me permitiram ser.


Hoje, todo o peso do firmamento está sobre meus ombros, este mundo que desprezo, tão inferior em qualidade é este meu fardo de cada dia.


Por isso mesmo, tão injusto.


Olho para os homens e vejo tanta maldade que, mesmo tendo cometido meus crimes, tremo ao observá-los. Tenho a vontade de largar esta esfera, deixar que ela espatife-se pelo seu descaso, pelas obras desses homens que nunca saciam pela vantagem, pela corrupção, pelo conflito, pela guerra.


Tolos! Se ao menos vissem o meu exemplo! De como busco redenção sendo servo ao suportar seus fardos, os fardos de todo esse mundo que odeio! A cada dia ouço os conselhos das minhas dores, os nós em minhas costas me ensinam constantemente. Por que estes pequeninos não desejam aprender e esquecem das lições aprendidas?


Por que tamanha pequenez pesa tanto em minhas costas?


Injustiça, tamanha injustiça!



Não entendeu nada? Olhe aqui.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Desde ontem a Terra é um planeta melhor. A morte de Augusto Pinochet elimina do planeta talvez o maior bárbaro da história contemporânea, depois de Adolph Hitler.

A se lamentar que em toda a sua vida nunca sentou no banco dos réus, nem mesmo pela ação das justiças inglesa e espanhola. Mas o julgamento divino, esse fiel e justo, o sr. Augusto irá certamente responder.

A contrariar a postura de vários cidadãos chilenos que tinham no velho general um herói nacional, marcado pelo desenvolvimento nacional. Nada , mas nada mesmo, justifica a tortura e a barbárie cometida sob seu comando.

Falando de heróis e terminando com uma nota feliz, leiam essa notícia.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Som na caixa, seu mané!

Respect - Aretha Franklin

(oo) What you want
(oo) Baby, I got
(oo) What you need
(oo) Do you know I got it?
(oo) All I'm askin'
(oo) Is for a little respect when you come home (just a little bit)
Hey baby (just a little bit) when you get home
(just a little bit) mister (just a little bit)

I ain't gonna do you wrong while you're gone
Ain't gonna do you wrong (oo) 'cause I don't wanna (oo)
All I'm askin' (oo)
Is for a little respect when you come home (just a little bit)
Baby (just a little bit) when you get home (just a little bit)
Yeah (just a little bit)

I'm about to give you all of my money
And all I'm askin' in return, honey
Is to give me my profits
When you get home (just a, just a, just a, just a)
Yeah baby (just a, just a, just a, just a)
When you get home (just a little bit)
Yeah (just a little bit)

------ instrumental break ------

Ooo, your kisses (oo)
Sweeter than honey (oo)
And guess what? (oo)
So is my money (oo)
All I want you to do (oo) for me
Is give it to me when you get home (re, re, re ,re)
Yeah baby (re, re, re ,re)
Whip it to me (respect, just a little bit)
When you get home, now (just a little bit)

R-E-S-P-E-C-T
Find out what it means to me
R-E-S-P-E-C-T
Take care, TCB

Oh (sock it to me, sock it to me,
sock it to me, sock it to me)
A little respect (sock it to me, sock it to me,
sock it to me, sock it to me)
Whoa, babe (just a little bit)
A little respect (just a little bit)
I get tired (just a little bit)
Keep on tryin' (just a little bit)
You're runnin' out of foolin' (just a little bit)
And I ain't lyin' (just a little bit)
(re, re, re, re) 'spect
When you come home (re, re, re ,re)
Or you might walk in (respect, just a little bit)
And find out I'm gone (just a little bit)
I got to have (just a little bit)
A little respect (just a little bit)

segunda-feira, dezembro 04, 2006

The Luckiest shot!

Desde o início do blog, tenho procurado colocar aqui fotos que me marcam pela história a ela atrelada e à sua beleza. São os chamados Lucky shots.

Agora qualquer um poderá rever vários que foram colocados aqui e muitos outros neste endereço.

Aconselho que vejam na forma de slide show, será uma experiência agradável.

quarta-feira, novembro 29, 2006

Voluntariamente presos

Hoje, a partir da reflexão sobre o texto bíblico que se encontra em Atos 12: 1- 9 – prisão e soltura miraculosa do apóstolo Pedro, fui levado a pensar sobre como sendo fundamentalmente livre, o homem, por muitas vezes, coloca-se novamente na condição de prisioneiro.


Atribuiu-se como a principal razão a esta condição a perda da perspectiva de longo prazo da nossa vida. Esquecemos de quem éramos, do que nos tornamos e, principalmente, de quem poderemos e desejamos ser. Desprezamos valores e condutas que trazem valor e credibilidade de longo prazo em troca de prazeres fugazes, cujo gosto final é invariavelmente o gosto amargo da prisão.


O resultado é que, por muitas vezes, somos participantes do patético espetáculo de desmoralização do gênero humano, cuja mediocridade (de médio, mediano) não parece contribuir com um fio de esperança sobre o futuro do planeta.


Na verdade, espera-se uma tomada de atitude, espera-se uma fuga desse sistema, um novo olhar, de maior alcance, que pense além do dia a dia, que pense num legado, não limitado a quem fica quando partimos, mas um legado que plantamos para nós mesmos no futuro, um (bom) auto-investimento pessoal.


Um olhar que, pobremente interpretado, pode parecer puritano e conservador, mas na verdade busca ser nobre e valorizador (embora não seja soberbo), acompanhado de atitudes que possam parecer estranhas, incomuns, esquisitas até, mas que na verdade são autênticas e são reflexos de se pensar fora da caixa, fora do senso comum. De ser alguém que não se vende, nem se corrompe pelo pouco que este mundo oferece.


Na verdade, um grande desafio a uma identidade real, valorosa e concreta. Só mesmo com a ajuda de Deus!

terça-feira, novembro 28, 2006

Eu tenho aprendido que todo amor possui sua cota de sacrifícios. Pelo simples fato de que se amar o outro, junto com suas imprevisibilidades, traz sua cota de surpresas, algumas vezes não tão agradáveis assim.


Eu não entendo o amor que não se doa, que não busca o bem de quem se ama, mas também não consigo entender quando existe abuso nesse relacionamento amoroso, quando apenas um se sacrifica, ou se doa muito mais que o outro.


Admito, eu já fui daqueles que colocava a quem amava em primeiro lugar, sem se importar com algo que é tão fundamental num relacionamento: a reciprocidade. Por várias vezes fui chamado de bobo e, após um relacionamento, ter a lista dos meus erros citada por meus melhores amigos. Sim, porque foi através destes que eu comecei a enxergar essa minha atitude.


Hoje, eu não entendo assim. E se nada vier, com força, me provar que estou errado, eu acredito que o amor ao outro começa na sua própria valorização, respeito e amor próprio. “Como a ti mesmo”, Ele já dizia.


Mas existe um truque aí, uma pequena sutileza, das pessoas que se amam e se valorizam tanto, que esperam apenas dos outros à parte do faça alguma coisa, afinal, essa é a palavra de ordem dos dias de hoje: ser bem servido. Esta faceta do amor próprio, para mim, existe apenas para impedir uma relação de abuso em qualquer relacionamento, onde apenas um se sacrifica e serve, para uma situação mais próxima do ideal, onde existe um equilíbrio entre o servir/ser servido de ambas as partes, onde há reciprocidade.

sábado, novembro 25, 2006

Certas épocas, certas pessoas.

Ao que parece certas épocas de sua vida têm como finalidade mostrar quão frágil esta é. Pois baseamos nossas vidas sobre pessoas e circunstâncias que, gostaríamos, nunca mudariam.

Mas aí vêm tempos que, de maneira intempestiva até, trazem mais mudanças do que nossas carcaças mortais parecem suportar. Através de ações pontuais, parece que Deus vai mostrando que é hora de escolhas, de mudanças, de maiores responsabilidades e de aprimoramentos, mesmo que você nem pensasse que necessitasse destes.

Engraçado também é quando nessas fases você acaba encontrando pessoas que fazem você olhar pros seus conceitos, suas experiências de vida, lhe desafiando a cogitar até que certas conclusões que lhe eram certas, talvez não sejam inabaláveis assim. Nesse aspecto, sou uma pessoa fortunada, cercada de pessoas inteligentíssimas, que por coincidência são meus amigos, que me tem feito pensar, pensar muito a respeito da minha vida, mesmo aqueles que não sabem. Não ainda.

De certa forma, esta é uma fase complicada, do peso das decisões nos ombros, da “bola que agora está contigo”, de não ter pressa, de encasular-se nos próprios pensamentos e encarar seu maior inimigo, que chamaria, a propósito da época que se aproxima, de “espírito do natal passado”.

Não, as duas músicas abaixo não estão ali por acaso.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Som na caixa, seu mané!

Joga - Bjork

All these accidents,
That happen,
Follow the dot,
Coincidence,
Makes sense,
Only with you,
You don't have to speak,
I feel.

Emotional landscapes,
They puzzle me,
Then the riddle gets solved,
And you push me up to this

State of emergency,
How beautiful to be,
State of emergency,
Is where I want to be.

All that no-one sees,
You see,
Whats inside of me,
Every nerve that hurts,
You heal,
Deep inside of me, oo-oohh,
You don't have to speak,
I feel.


Uma singela confissão de fé!

Tradução nos comentários.

terça-feira, novembro 21, 2006

Som na caixa, seu mané!

Changes - David Bowie

Still don't know what I was waiting for
And my time was running wild
A million dead-end streets and
Every time I thought I'd got it made
It seemed the taste was not so sweet
So I turned myself to face me
But I've never caught a glimpse
Of how the others must see the faker
I'm much too fast to take that test

Ch-ch-ch-ch-Changes
Turn and face the strange
(Ch-ch-Changes)
Don't want to be a richer man
Ch-ch-ch-ch-Changes
Turn and face the strange
(Ch-ch-Changes)
Just gonna have to be a different man
Time may change me
But I can't trace time

I watch the ripples change their size
But never leave the stream
Of warm impermanence
So the days float through my eyes
But stil the days seem the same
And these children that you spit on
As they try to change their worlds
Are immune to your consultations
They're quite aware of what they're going through

Ch-ch-ch-ch-Changes
Turn and face the strange
(Ch-ch-Changes)
Don't tell them to grow up and out of it
Ch-ch-ch-ch-Changes
Turn and face the stranger
(Ch-ch-Changes)
Where's your shame
You've left us up to our necks in it
Time may change me
But you can't trace time

Strange fascination, fascinating me
Ah changes are taking the pace I'm going through

Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strange)
Ch-ch-Changes
Oh, look out you rock 'n rollers
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strange)
Ch-ch-Changes
Pretty soon now you're gonna get older
Time may change me
But I can't trace time
I said that time may change me
But I can't trace time

Tradução nos comentários

terça-feira, novembro 14, 2006

Ficção real

Manifestantes da Fundação "Nós Somos o Povo" se reúnem fantasiados como personagem do filme "V de Vingança" durante protesto diante do Departamento de Justiça de Washington, EUA

Do UOL - últimas notícias

Blog dialoging...

You bet!

Lucky shot!



Indo para a Ilha do Calabouço - Caravelas, BA

Foto tirada por mim, originalmente em preto e branco.
Clique nela para vê-la maior.

Acordou com aquele sentimento raro no peito: saudade.

Tinha se negado a sentir saudade na vida, aprendera a não ser saudosista e fazer do hoje e do agora o melhor tempo.

Mas a sucessão de músicas lentas, mas nem sempre tristes, a chuva que caia e as dores no corpo cansado o levaram àquele estado.

Sentia saudade dos que partiram, mas também dos que não haviam chegado, de gente querida que abraçara no passado, gente de bom papo, mas não o papo frio de hoje em dia, conversas de calorosas gargalhadas, daquelas que você se renova ao dá-las.

Sentia saudade de amizades que tão tardiamente surgiram, quando muitas barreiras conspiravam contra, quando estar próximo nunca deixara de fazer parte dos desejos.

sábado, novembro 11, 2006

Link legal!

Todo mundo já ouviu falar de como o Photoshop transforma qualquer mulher em uma beldade, mas a maioria talvez não saiba como.


Essa animação em flash mostra o passo-a-passo do processo. Link cortesia deste blog.

quinta-feira, novembro 09, 2006

Tudo vai bem no meu paraíso. E no seu?

Sabe o que desejo quando ouço tudo o que você me diz?


Te escutar. Isso mesmo, apenas te escutar.


Mas não essas versões formais, públicas e lacônicas do seu discurso. Não - quero ouvir tudo o que tem a dizer - tudo mesmo - seu desabafo, sem restrições, censuras, sem eira nem beira, botando pra fora essa tonelada que aperta o seu peito.


Contrariando tudo o que sou, anularia minha impulsividade e nada diria, nada mesmo. Até quando falasse coisas que me provocassem qualquer tipo de reação da minha parte, me calaria, porque não seria a hora.


E quando você não tivesse nada mais a dizer e ao cansar-se até me perguntasse: “satisfeito?” Eu faria mais perguntas a você. E se tivesse sorte, acabaria fazendo as perguntas que você tem tanto medo de se fazer, que você tanto evita. Só perguntas.


Nenhum conselho, nenhum ensino, experiência ou dica. Essas de nada servem com quem não escuta, como você. Minha última esperança é que com as minhas perguntas, ao responder, você encontre as respostas que tanto deseja.


Embora tenha tanto medo de satisfazer seus desejos!





Carapuça mode is on for anybody, anywhere, anytime.

quarta-feira, novembro 08, 2006

Som na caixa, seu mané!

Formulae - JJ72

Things go wrong when I trust them
In my naive way I love them
Like you told me to love them
I abide by man made rules
And am a picture of all fools
I have a border of white clues

I use the formulae of everyday
In the floods I stay and get washed away

People talk in nothing
With a reverence in a something
And my heart beats on with indifference
To the lessons of attrition
I am a picture of all fools
I have a border of white clues

I use the formulae of everyday
In the floods I stay and get washed away

formulae of everyday
In the floods I stay and get washed away




Tradução da letra nos comentários

terça-feira, novembro 07, 2006

Fio de prosa

Ando cada vez menos propenso a postar aqui, por um motivo muito simples: não querer soar repetitivo.


Talvez seja um mal dos nossos dias, nesses tempos em que tanta informação é disponibilizada, que a gente não se surpreenda mais com qualquer coisa, ou que talvez, numa(s) certa(s) fase(s) da sua vida, os conceitos sejam tão estabelecidos pra você, que qualquer ponderação não passe da mais pura repetição, chover no molhado, no caso do blog, no próprio molhado.


O que, da minha parte, pode parecer uma grande de uma pretensão, afinal, não sei de tudo, aliás, não sei de nada, apenas tenho idéias sobre tudo que me cerca, mas ser a “metamorfose” de conceitos também é um objeto do meu desejo, da minha preferência.


Há de se ressaltar a preguiça e a falta de disciplina, sim, essas duas. Porque escrever requer disciplina. Quantas vezes surgem na minha cabeça posts fantásticos que se perdem até que eu chegue ao computador e, quando chego, em muito perdem o seu frescor e brilho.


Daí talvez, alguém como eu, desemboque na síntese do que é escrever: para mim, escrever é reagir. Ou seja, a rapidez com que escrevo aqui está diretamente ligada com o impacto com que certo assunto me atingiu e pronto. Sendo assunto igual a informação, esse fio de prosa se amarra ao segundo parágrafo e cá estamos, eu a não escrever e vocês(?) a querer(!!!) ler.


Um dia a gente desata esse nó.


P.s. falando em escrever como reação, segue uma frase de Messenger, onde a reação tem que ser rápida. Eu gostei.


“Olha... o que é a fé senão a realização das utopias em Deus?”

segunda-feira, novembro 06, 2006

Hoje eu li...

Várias frases sobre futebol, cortesia do blog do Juca.

terça-feira, outubro 31, 2006

Carta aberta ao presidente Lula

Tá, eu sei que ele nunca vai ler isso aqui, mas o blog é meu e eu posso ao menos escrever, tá certo?



Sr. Presidente.


Vossa excelência acaba de ser reeleito. Minhas felicitações por ter sido contemplado neste processo democrático.


Como cidadão brasileiro gostaria de lhe pedir um favor: lembre. Sim, apenas isso, lembre. Um pedido muito simples.


Lembre que existiu um segundo turno porque vossa excelência foi incapaz de chamar seu partido à ética e à moralidade, porque não o lembrou de que ele, o PT, incubiu-se, quando oposição, de ser um contraponto a todas as práticas escusas dos 300 picaretas denunciados no passado por vossa excelência.


Vossa excelência pode muito bem ser inocente e ter sido ignorante de toda a corrupção que ocorreu nas salas próximas da sua, mas de forma nenhuma poderá lamentar os “amigos” perdidos e perseguidos nas investigações. Estes não são seus amigos, vossa excelência não pode associar-se senão com aqueles acima de qualquer suspeita, estes foram traidores de sua amizade e do seu sonho de construir um país melhor.


Da mesma forma não poderá nunca se esquecer do peso de sua palavra e da sua história. Senhor presidente, vossa excelência tem a obrigação de exigir dos seus correligionários a lisura e a honestidade plenas. Essa é a sua obrigação.


Lembre-se também, senhor presidente, de quem o senhor foi. Sim, lembre-se que vossa excelência foi para São Paulo em um pau-de-arara que partiu de Caetés, que perdeu uma esposa em um hospital público e um dedo em uma fábrica. Lembre-se que já foi um sapo barbudo antes de ser paz e amor.


Lembre-se de que, se confiamos em vossa excelência é porque entendemos que seu conhecimento do que é o povo brasileiro não é teórico, mas prático. Acreditamos quando vossa excelência diz que passou fome, que não conhece bem as letras, até achamos os erros de português de vossa excelência simpáticos, toleramos os palavrões constantes e até a bebida, porque fazem de vossa excelência alguém mais humano, mais povo. Alguém que poderíamos ter conhecido alguma vez na vida, com quem nos identificaríamos e poderíamos conversar de igual para igual.


Lembre-se de quem o senhor foi para que aquele que irá se tornar seja correto. Vossa excelência, não se deslumbre! Não se iluda!


Até porque, vossa excelência, lembre-se da memória do povo. Lembre-se que é este mesmo povo que lhe deu o voto de confiança por mais quatro anos que saberá lhe cobrar e até protestar contra vossa excelência. Acima de tudo, é este povo que saberá lhe dar o devido lugar na história, como estadista, ou como vergonha nacional.


Sem mais, despeço-me.

segunda-feira, outubro 30, 2006

A classe de 86

Eu fui um calouro da classe de 86.


Quando entrei naquela respeitosa instituição (embora eu não soubesse), não pude deixar de me assustar. Tantas pessoas ali a produzir e interagir! Talvez fosse eu, na época, alguém acostumado aos pequenos grupos, aos pequenos feitos, ou talvez fosse alguém tão egocêntrico que estranhei não estar mais no centro e a ser mais um.


A classe de 86 era talentosíssima: músicos, atores, humoristas, cantores, jornalistas, lindas mulheres, rapazes cativantes... onde um jovem rapaz do “exterior” como eu não era digno de nota.


Com o passar dos anos, movido pelo mais puro instinto de sobrevivência e de propósito, consegui fazer a minha pequena parte na classe de 86. Se hoje tenho algum valor e talento, sem dúvida é porque vivi num ambiente de altíssimo padrão de criatividade como aquele.


Dois dias atrás a classe de 86 se reuniu novamente, bom, pelo menos parte dela. Pais e mães, profissionais, professores, menos cabelos, mais barrigas, crianças e as meninas, ah! As meninas! O tempo as tratou muito bem, pois todos ali ainda suspirávamos por elas.


Por elas e por todos nós, presentes ou não. Pelos bons tempos, tempos de intensa criação, realizações, de descobertas, de uma vida simples, marcadas por um espírito livre, um espírito transgressor que por algumas horas voltou a reinar.


O espírito da classe de 86.

Terræstranhæ na selva de pedra - TIM festival 2006

Esse ano o Tim festival foi considerado o mais fraco de atrações, o que eu concordo. Ano passado foi bem melhor. Por isso até não me esforcei pra comprar cedo meus ingressos pro único dia que me interessei. E o que aconteceu? Esgotaram-se quando estava saindo da letargia.

Mas não é que Papai sempre nos surpreende? Lá estávamos eu e My Dearest na Marina da Glória, devidamente credenciados com livre acesso a todos os shows, backstage e até o palco. Cortesia da minha querida paciente BP, afinal, quem não chora não mama.

Não gostei muito da casa nova do festival, que não explorou a vista da Baia da Guanabara, achei que o MAM deixava a galera mais unida, mas o esquema de vans associadas a pontos de estacionamento rotativo funcionou muito bem. Seguro e prático.

Sem papo furado, aos shows que vi.



Bonde do Role.

Funk carioca (Miami Bass) feito por indies paranaenses. Saem as popozudas, entra a pançuda, sai a melanina e entram os branquelos. Musicalmente mostra o quanto esse funk é um estilo sem desafios, o bonde só agrada a quem o vê como uma zoação e nada mais. Um puro objeto de observação antropológica e nada mais. A convidada Deise Tigrona disse que era o “novo funk”, para mim tão ignorável quanto o velho.

Mas, o que é o hype! Não é mesmo!



TV on the Radio.


A razão que me fez querer ir neste dia. O TVOTR é a fusão de todos os sons que compõem o rock até hoje. E o rock, se você não sabe, é negro. Poderia dizer que o TVOTR é o “Radiohead negro” no sentido em que é experimental, quase progressivo, porém totalmente impregnado no gospel, no soul e até no reggae. Nenhuma música é, sequer estrtuturalmente, igual a outra, a regra é não seguir regras.

A casa estava sendo colocada abaixo quando o vocalista (que colocaria junto a Corey Glover – do Living Colour – no seleto grupo dos novos grandes cantores negros de rock) diz que ao instrumentos foram extraviados (cortesia da American Airlines) e que usavam instrumentos recém comprados ou emprestados. O que me fez pensar: imagina se fosse com os deles?

Peso, harmonia, dissonâncias, som cabeça – TVOTR é para poucos, mas é fenomenal!



Thievery Corporation.




O grupo francês que fechou a noite e, portanto, o mais aguardado, foi responsável por seu “bailão lounge fumacê” que agrada durante a meia hora inicial, mas se torna chato demais na sua segunda metade.

Simplesmente porque TC não ousa, é tudo muito certinho, certinho até demais. Parece banda de festa que agita, mas é descartável.

Uma idéia que parece ser legal, só parece, é o rodízio de seis vocalistas da banda. Uma francesa, uma de origem árabe, dois MCs de ragamuffim, o percucionista e uma brasileira sem noção se revezavam de acordo com o estilo da música a ser tocada.

O TC é uma banda de bons músicos, seu baixista é excepcional, pena que com tanto recursos não ouse nem um pouco.



Outros pontos positivos do Tim festival.

O público, muito mais ligado na música do que em shows recentes.

Os palcos, maiores, feitos para não ficarem entupidos.

A vaia quando anunciaram o show intruso de Caetano.

Pontos negativos.

Não é o MAM.

A marina não foi bem explorada.

O som, ruim até pro headliner.

Frase do dia.

"Até um relógio quebrado acerta duas vezes por dia."

- Reginald Hudlin

segunda-feira, outubro 23, 2006

Lucky shot!


Caravelas, BA
Clique na foto para vê-la maior.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Link legal

Cansado da sua vida? Quer que tudo mude e mude agora?

Seus problemas acabaram, a internet tá aqui pra isso. Esse é o endereço da sua nova vida.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Forjando a união



Este post se relaciona diretamente com este aqui e mais este.

Jean-Paul Sartre cunhou a frase “o inferno são os outros” como o somatório de todo conflito interpessoal que marca as nossas vidas. São as diferenças individuais, aliadas ao estímulo aos relacionamentos descartáveis que fazem com que hoje as pessoas sejam mais fiéis ao seu time de coração do que às causas nobres, família e amigos.



Em contrapartida, no feriado passado pude ser testemunha ocular de como laços eternos podem ser forjados entre pessoas diferentes, de como unidade, coesão e coordenação podem existir em meio a toda essa diversidade social e pessoal.




Pude participar com um outro grupo de jovens de um trabalho na rodovia da fome, sim, foi o meu retorno, porém, mais do que interessados em números, o foco da viagem estava no impacto e na capacitação que a experiência poderia trazer aos participantes.




Talvez pelo fato da realidade do local não ser mais uma novidade para mim, embora seja sempre marcante, o que me inspira a escrever foi ter visto a transformação daqueles que estavam comigo, de como um grupo de apenas conhecidos se tornou um grupo coeso que voltou se amando e realmente unido.




Do que observei, a união começa a ser forjada pelos sentimentos, não necessariamente aqueles que nutrimos uns pelos outros, mas aqueles que temos em comum: paixões, preocupações e satisfações. No caso do grupo onde estive foi a dor em ver o sofrimento alheio e a consciência de que tinham um papel a cumprir em nome de Quem acreditam.




A união forja-se pela liderança, não apenas aquela formalmente estabelecida, mas também pela que surge momentânea e instantaneamente, sabendo-se de antemão que liderar não é mandar, mas criar condições para que as coisas aconteçam, sendo exemplo e estando envolvido. Para tanto, aprender a ouvir e saber sempre o que é prioritário é essencial para aqueles que lideram.




A interdependência talvez seja a característica mais difícil no forjar da união, mas também a mais recompensadora. Saber que o inesperado ocorre, que as coisas fogem ao seu controle e nesta hora aquele que está ao seu lado vai lhe ajudar, é rumar contra a corrente individualista dos tempos atuais e é ótimo.



A união só é possível quando o foco sai do “eu” e vai para o “outro”, ou o próximo, para ser mais bíblico. Ela só te satisfaz plenamente quando a alegria alheia existe, principalmente quando gerada por você, quando seus próprios atos de amor superam qualquer satisfação própria, afastando assim qualquer suspeita de egoísmo, egocentrismo, quando seus atos tornam-se, acima de tudo, mais humanos, mais dentro do propósito para o qual você existe.



Mas o melhor de tudo é que a união sempre desejará reforço em sua fundição, quando sempre descobriremos que estarmos juntos, da maneira correta, está longe de ser o inferno, mas um local aconchegante, perto do que pode ser o céu.






Todas as fotos deste post foram tiradas por mim na viagem à região de Teixeira de Freitas e Caravelas, BA, junto com os jovens da Primeira Igreja Batista do Recreio dos Bandeirantes, RJ. As pessoas que aparecem participaram ou foram assistidas por esta viagem.

Mais fotos da viagem aqui.

quarta-feira, outubro 11, 2006

De vez em quando as coisas tomam um rumo diferente


Na verdade é só pretexto pra homenagear o falecido Ed Bendict, criador de grande parte dos personagens da Hanna-Barbera, falecido em agosto.

Lucky shot


Porque amanhã volto pra lá e nos próximos 3 dias estarei feliz pensando e agindo em pró de quem precisa.
Conto com o seu suporte.

terça-feira, outubro 10, 2006

Plug in legal


Você que escuta seus mp3s no pc, não seria legal ter as letras das músicas no momento que você ouve?


Então vá aqui e baixe este plug in, serve pro windows media player e pro winamp também. Me pareceu ser leve e usável até em conexão discada. Tem até letras em português.


sexta-feira, outubro 06, 2006

Os dezoito anos da constituinte e o voto estranho do brasileiro

Seria difícil para toda uma geração brasileira imaginar um tempo em que votar seria algo apenas protocolar. Mas o período de ditadura era marcado justamente por uma imagem de exercício democrático, quando a população não podia votar no presidente, governador e nem em prefeitos das capitais. A eleição parlamentar, embora sempre realizada, era sempre limitada pelo poder de veto do governo executivo militar.

Como parte do processo de redemocratização do Brasil, a constituinte de 1988 (exatos dezoito anos atrás) foi marcada pela reação a tudo que o regime militar decretava. A partir desta o voto direto obrigatório para todos os cargos e um maior peso e necessidade de quorum legislativo surgiram como instrumentos democráticos anti-ditatoriais, buscando na descentralização decisória um eco do que seria a participação democrática popular.

É interessante notar que a constituinte foi marcada pelo contexto histórico de sua época e cuidou de criar instrumentos políticos para a democracia, talvez o erro, e não seria justo atribuir esta culpa aos políticos em 1988, tenha sido a ausência de instrumentos capazes de criar uma cultura política para este Brasil redemocratizado, ou a ausência de conhecimento do que seria essa cultura, se é que ela existia.

Afinal, qual seria a maior fonte de corrupção política no Brasil atual, senão o afã da conquista da maioria parlamentar?

Põem-se de lado as ideologias, a coerência filosófico-partidária (se é que ela existe) por um preço, uma emenda ou um cargo político. Chegamos a um ponto em que se ter uma ideologia política fechada (PSOL) é taxado como ridículo ou xiita, ou em que um partido outrora chamado comunista (PPS) desavergonhadamente se associa a candidatos de direita. Com a queda do PT, caiu também, infelizmente, o último bastião de coerência (pelo menos aparente) de um partido com a sua filosofia e integridade.

Mas nós fazemos a nossa parte também: votamos (digo como povo, portanto impossível não generalizar) muito mais pela aparência do que pelo conteúdo. Afinal, como justificar as reeleições de Collor e Maluf? Aliás, que belo exemplo termos no principal estado brasileiro o voto mais conservador, consagrando até mesmo Clodovil, o bom filho (da mãe dos outros, claro! – afinal as senhoras conservadoras paulistas não têm filhos bixas), como deputado. E o que a gente diz quando descobre que a surra do carlismo baiano não é bem assim como contam?

O voto se faz ouvir sim – muito baixo, o voto pune – poucos – mas pune, como puniu tanto mensaleiros, sanguessugas, como aqueles que os investigaram nas CPIs (seria a impunidade?). Os instrumentos de 1988 estão aí, presentes, atuantes e poderia até dizer – prontos pra provar sua ação anti-ditatorial (de qualquer forma de ditadura), mas o problema é mais embaixo, é na motivação de quem concorre... e de quem vota!

quarta-feira, outubro 04, 2006

O decálogo das pessoas boas

Quando crianças, somos ensinados por nossos pais a acreditar e classificar pessoas sob o conceito maniqueísta de bondade e maldade. Entendemos desde então, que as pessoas boas não são somente aquelas incapazes de nos fazer mal, mas também aquelas que trazem em si qualidades, que enriquecem aqueles ao redor, de estirpe.

Ao amadurecermos, temos na destruição desse conceito uma das mais duras lições da vida. Através das decepções com os outros e até mesmo o fascínio pelo proibido, entendemos que, na essência, a bondade não é uma qualidade, mas um exercício e que sim, as pessoas são predispostas a atos bons e maus a fim de serem bem sucedidas. O próprio Jesus, quando chamado pelo chamado “jovem de qualidade” de “bom mestre”, se exime dessa alcunha, dizendo que apenas Deus era bom.

Fica claro que o que leva uma pessoa a ser reconhecida como boa - e não má – é a influência direta do caráter, valores e interesses de cada um. Mas por que não exercitar na forma de um decálogo as características de uma boa pessoa boa? Seria um bom ponto de partida para reconhecermos e tornarmo-nos uma.

Valor – pessoas boas se importam com o que as cerca. Pessoas, coisas, situações, tudo é alvo da preocupação destas. Pessoas boas não sofrem de apatia, não tem medo de sentir, nem de seus sentimentos, mesmo da ira. Possuem valores das quais não abrem mão, pois foram arduamente construídos e não aceitos passivamente. São bem-sucedidas em áreas da vida pela simples prática destes valores.

Humildade – pessoas boas estão bem próximas da compreensão do seu exato papel no mundo e portam-se como tal, nem a mais nem a menos. Sabem do valor do aprendizado nesta vida e admitem seus erros e os erros alheios (dentro do seu sistema de valores), acolhendo ao que erra, embora aponte o erro, pois é assim que gostariam de ser tratados.

Ternura – pessoas boas sabem expressar seus sentimentos, sabem do valor do carinho, do estar ao lado, de somar. Mesmo em momentos cruciais, em decisões ou palavras duras não existe o mecanicismo, o formalismo ou o simples ativismo perante as pessoas ao redor.

Justiça – pessoas boas sobrepujam propósitos corretos à boas atitudes. Mesmo que haja prejuízo próprio e marcas, o bem maior sempre fala mais alto.

Submissão – pessoas boas sabem quando não devem ser o centro das atenções, sabem ouvir e seguir, mesmo quando sabe que certos caminhos podem dar errados (como um recurso extremo e sem confrontar seus valores), afinal, sabe que quem lidera ao erro, aprenderá com eles, como aprenderam com os seus.

Visão – pessoas boas conseguem enxergar sob pontos diferentes de vista, principalmente aqueles que não são os seus. Conseguem aliar medidas de curto prazo a repercussões de longo prazo (mesmo que instintivamente), procuram enxergar sutilezas e subjetividades no que o cerca sem em momento algum se sentirem mais sábios ou perseguidos por isto, é apenas o sucesso de um exercício de compreensão.

Perda – pessoas boas aceitam o preço a pagar para alcançar o que querem, que sempre será igual ao que acreditam.

Esperança – pessoas boas trazem em si sempre a boa expectativa, a visão otimista, às vezes até salutarmente irresponsável, em relação às pessoas e ao mundo. Sabem diferenciar os sonhos entre palpáveis, desafios e escapismos, reconhecendo que para alcançá-los, antes de mais nada, deve existir a base, o fundamento da maioria dos conceitos acima.

Post baseado na vida de EL, que aniversariou há 15 dias, em cuja vida fica claro constante exercício em ser uma pessoa boa, tornando tão fácil a confecção deste decálogo.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Mais uma

Uma velha/nova amiga, de muito perto, mas a grande distância, que quase nunca vejo, mas muito presente começou a blogar. Tá aqui, bem no iniciozinho.

Tenham paciência com ela, porque vocês sabem que até pegar o jeito a gente leva um tempo.

F, que bom que mais uma pessoa com algo a dizer está por aqui. Sou grato a Deus por estarmos mais próximos e por poder ter mais razões pra te admirar e lhe querer muito bem.

Boas postagens!

terça-feira, setembro 26, 2006

Hoje eu li...

"A ciência é fundamentalmente agnóstica, porém esta não impõe o agnosticismo até mesmo aos que pesquisam."

Trecho de um brilhante editorial sobre ciência e religião, em inglês, que você lê na íntegra aqui.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Franz Ferdinand - Do you want to (live in Rio 14.09.2006)

Uma música inteira na perspectiva da platéia.

quinta-feira, setembro 21, 2006

Terræstranhæ na selva de pedra - tudo pegando fogo!

O post abaixo (editado) foi publicado na revista digital paradoxo.

A Segunda vez é muito melhor com Franz Ferdinand

“This fire is out of control
I’m going to burn this city
Burn this city” – Franz Ferdinand, This fire

Franz Ferdinand é uma banda escocesa (Alex Kapranos – vocal,guitarra e teclados; Nick Mccarthy – vocal, guitarra e teclados; Bob Hardy – baixo e Paul Thomson – bateria e guitarra) da geração 00 britânica. Uma resposta ao novo rock americano, capitaneado por Strokes e White Stripes. Seu som é um mix dançante de quase tudo que o rock britânico já produziu, se encontrando facilmente influências dos Beatles, do punk e do glam rock. Seus integrantes se preocuparam em associar à banda minimalismos e o que existe de mais descolado em termo de arte, imagem e tendências, começando pelo nome: um personagem histórico com uma bem sacada jogada fonética. Uma banda simples, mas moderna.

Em 2005 havia a enorme expectativa apresentada pelos fãs e mídia quanto ao seu segundo disco, afinal, o primeiro, homônimo (2004), tinha sido um sucesso estrondoso, capitaneado pelo sucesso “Take me out”. Pois bem, “You Could Have It So Much Better” superou as expectativas, trazendo mais uma série de hits que cabem tão bem numa setlist roqueira, quanto numa pista de dança.

O desafio da segunda vez voltou a assombrar o FF semana passada. Desta vez seria o desafio de superar o mítico show de fevereiro deste ano no Circo Voador (2000 lugares), Rio de Janeiro, voltando a mesma cidade para o segundo show em sete meses, no rastro do festival Motomix em SP. Algumas razões eram dadas para já justificar que o show, agora na vizinha Fundição Progresso (6000 lugares), não seria tão bom: local maior, a falta da gana que existiu na época de finalmente tocar para o seu público, após duas frias aberturas para o U2 e o público destes em São Paulo e o fato do FF estar voltando no fim da sua maratona de três anos de shows.

Mas, mais uma vez, a segunda vez se mostrou boa para o Franz Ferdinand.

O show do FF é marcado pela alegria. Antes do show é legal ver, já no palco, todos os integrantes se abraçando, como amigos a desejar carinhosamente boa sorte antes de algo que já deveria ser rotineiro. O minimalismo está presente no palco e nas roupas pautadas pelo uso do vermelho e preto, estrategicamente quebrado pelo simpático verde e amarelo dos tênis de Alex.

O primeiro acorde foi acompanhado por uma alegria festeira vinda do público carioca, uma vibração das mais positivas que vai até o fim e fica em você por várias horas. Mesmo a interrupção após a segunda música, “Come on home”, pro reforço da grade de frente pro palco com caixas foi curtida numa boa pelo público e bem aproveitada depois para aproximar os incansáveis Alex e Nick ainda mais do público. Aliás, estes são as estrelas do FF: alternam vocais, solos de guitarra e, principalmente posições no palco, fazendo com que Nick até escalasse a torre de iluminação com guitarra a tiracolo, enquanto Alex mantinha o pique guitarrístico.

O baixista Bob me fez lembrar o finado John Entwistle, do The Who, que ficava impassível enquanto a casa vinha abaixo, sem derramar uma gota de suor durante todo o show. Bob, despejando todo o peso de seu baixo, se limitava a andar calmamente da frente do palco para a bateria, num engraçado contraponto.

O batera Paul estava em estado de graça, afinal era o seu aniversário e estava no Rio. Parecia uma criança que recebera seu presente sob seis mil vozes a cantar “parabéns pra você”. Tocou guitarra, algumas vezes cantou com a sua voz bêbada: “Riooooooooooo!, Riooooooooo!”. Mas por todo o show tirava de seu set básico de bateria o som de umas três baterias juntas. Um dos pontos altos, já no final é na música “Outsiders” quando, como de costume, a bateria é tocada por várias pessoas. Desta vez, além de Paul, o quinto FF (que toca de tudo em várias músicas) e um roadie da banda tiveram essa incubência.

Era esperado que tocassem uma das possíveis músicas do terceiro álbum, possivelmente intitulada “Ghost in Rio”, mas foi a nova “Lindsay Wells” que apareceu, bem como a desconhecida “Can’t stop feeling”, presente em um single que precede o primeiro álbum. Foram os pontos menos empolgantes (mas nunca caídos) do show em alta velocidade do FF, que atingiu a máxima quando da execução das consagradas “Take me out”, “Do you want to”, “Michael” e o grand finale com “This fire”, citada na epígrafe.

Expectativa criada, promessa feita, promessa cumprida. Alex joga seus tênis da boa vizinhança e a galera volta pra casa feliz da vida. Fumegando, mas felizes.

Pílulas cariocas.
-As compras do FF: uma viola caipira e um vinil dos Stones (Alex), discos de Jorge Benjor, Tropicália, Mutantes, Caetano, Gil, Secos & Molhados, pandeiro e tamborim (Paul).
-Cerca de quatro músicas do novo álbum do FF começaram a ser gravadas no Brasil em fevereiro, com direito a naipe de metais made in Brasil.
-Quer saber a pizza pedida por Alex? A receita da pizza Kaprano é: espinafre, azeitona, salame e um ovo por cima. Vai encarar?

Pílulas paulistas.
-O show teve duas músicas a menos que o do Rio.
-Em “Outsiders”, várias pessoas tocaram bateria: integrantes do Art Brut, Radio 4, a cantora norueguesa Annie (todos participantes do Motomix) e o fã Altair Ferreira, que conseguiu o feito com um cartaz e muita disposição na frente do palco.
-A bateria foi destruída depois do show, o teclado arremessado em direção à platéia.
-Alex mais uma vez acabou o show sem os tênis... e sem camisa. O guitarrista Nick ficará mais alguns dias em SP a passeio.

terça-feira, setembro 19, 2006

Livin' comics


Quem anda comigo sabe o quanto isso é comum.

quarta-feira, setembro 13, 2006

Eu aderi

terça-feira, setembro 12, 2006

“Sejes Homi” - Um poema insone

E que cada palavra pese nos teus ombros,
Que cada olhar atravesse teu coração,
Que cada lembrança te tire o sono,
Que a realidade corrobore as tuas,
Mais terríveis dúvidas

Pois tua, somente tua
É a responsabilidade de teus atos
Quando arvorou-te um dia
Te considerares um homem

Do rancor dos que te chamaram frouxo
Do ódio que tens dos fracos
Buscou fazer a tua identidade
Num arremedo de imagem
De quem se diz: "homem forte"

Então vai lá, vá agora
Toma este mundo nas mãos
Coloca o mitológico peso nas costas
E tentas sorrir à patuléia

Vai, entendes então o porquê
Das noites sem sono
Do olhar carrancudo
Da face sempre tensa

Entendes que mais que dureza
É o teu medo ao entender que,
Por mais que tenhas vivido
Nada aprendeste sobre a vida

segunda-feira, setembro 11, 2006

Próximo e pessoal...

Como poucas vezes esse blog é, eu peço a você que vem por aqui que ore e torça por esse que lhe escreve. A partir desta semana estarei participando de certas situações que podem definir alguns dos rumos da minha vida.

Tudo correndo bem, os amigos saberão pelos meios convencionais de comunicação que existem. Nada de blog.

Tá dado o toque.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Pra quem tá curioso - Uma amostra do Tortoise



E mais: 30 minutos de um show dos caras, pra você sentir qual é.

quarta-feira, setembro 06, 2006

Um recado pra quem o pediu

(Pode parecer que você já leu essa história antes, mas ela é nova.)



Começou a olhar as nuvens por diversão, como a maioria olha. Enxergou formas simples, quase desenhos infantis.

Com o passar do tempo aguçou seu olhar e, das nuvens, cada ruga, floco e curva desembocava numa forma cada vez mais complexa e rica.

Passou a ver faces conhecidas, locais por onde passara e passaria, e mais: passou a entender que as nuvens contavam sua vida, seu passado e seu futuro.

Da ansiedade passou a necessitar ver as nuvens, não havia segurança pra se viver sem o sinal dos céus de cada dia. A cada dificuldade, a cada decisão, a cada passo, dirigia seu olhar para o céu e se via, bem ali, no meio das nuvens.

Foi quando ao se levantar certo dia, que olhou para o céu e viu nuvens tão negras que era impossível vislumbrar algo ali. Das poucas coisas que conseguia ver, eram a morte, a dor, a tragédia que via. Principalmente quando iluminada pelos relâmpagos que repetidamente caiam.

Encolheu-se debaixo dos lençóis e não ousou sair. Deu o fim por certo e esperou.

Acordou num outro dia e olhou o céu azul e totalmente limpo. Nada a ser dito pelos céus, apenas a vida continuava.

Afinal, o que dizem as nuvens? Uma mensagem simples: se vai chover ou não. Aqueles que as conhecem bem sabem, ao olhar as nuvens, como será o tempo de amanhã. Ao olhar as nuvens, sabe-se também por quanto tempo elas se porão abaixo do sol, trazendo frescor ao dia. Ao se contemplar os primeiros dias da estação das chuvas, sabe-se se é cedo, se está na hora, ou se é tarde demais pra plantar.

As nuvens não dialogam com os homens, nem querem, elas dialogam com a terra. Apenas bisbilhotamos esta conversa alheia. Se existe algo escrito nas nuvens, apenas a elas importa, é assunto das nuvens e que importância pode ter? As nuvens são apenas as nuvens.

Nada mais.

Terræstranhæ na selva de pedra 2007 – Capítulo I – Tortoise (ou como sofri nas mãos do Leprechaum)


O segundo semestre desse ano já tem sido celebrado como um dos melhores da década em termos de shows, não só pela quantidade, mas pela qualidade de quem vem e falta de defasagem em relação ao que tem feito sucesso lá fora.

Dia primeiro deste mês, seguimos, eu e My Dearest, ao Circo Voador para assistirmos ao show de Los Sebosos Postizos, abrindo para a minha banda favorita de Pós-rock: Tortoise.

Ao chegar, circo vazio, sinal do que eu já pensava: por ser pouco conhecida ia dar pra ver o show numa boa, curtir o som cercado apenas pelos fãs. Ledo engano. Com 3 horas de atraso (!!!) Começa o show dos Sebosos com a casa lotada, mas não entupida.

Decididos curtir o show com mais calma, resolvemos subir à galeria pra curtir sentados o show, foi aí que a saga começa, pois sentamos perto de um cara, circa 50 anos, decidido a curtir um show como na década de 70/80, ou seja, movido(como um amigo meu apelidou) a “x-tudo”. Completamente aditivado e devidamente batizado pela galera de Leprechaum, por causa do mal ajambrado gorro de crochê que usava.

Você podia dizer, saísse dali, mas para onde, cara pálida? O lugar era ótimo e eram os últimos disponíveis no circo.

Bom, mas rolava o show dos Sebosos, que seriam um “cool mangue beat”, que eu pretendo conferir melhor. Tinha uma galera que conhecia a música deles, cujos integrantes eram de outras boas bandas como Mombojó e Nação Zumbi, mas o que seriam deles sem Jorge Bem, de quem tiraram metade do repertório do show.

Durante o morno show, Leprechaum começou a se indignar com os caras e começar a gritar palavrões, palavras de ordem e clamar pela próxima banda:
- Tótosi!
- Tótoooooooooooooooosi!

Durante um vocal de uma das músicas, ele manda a famosa “frase titânica”:
- Lá lá lá é o c...!!!

E eu a pensar: “esse aí não deve nem saber do que se trata”, tava certíssimo.

Eis que chegam os caras. Antes de falar do show, deixa eu tentar explicar o que é pós-rock: imagine jazz tocado por roqueiros, ou rock tocado por jazzistas. Músicas (no caso instrumentais) tocadas fora do esquema estrofe-refrão-estrofe-(ponte)-refrão que marcam o rock, os famosos 3 acordes. Passando longe do que era o rock progressivo, as músicas podem ter trechos muito pesados intercalados com minimalismos, numa variação melódica interessantíssima.

A própria estrutura do show do Tortoise é incomum: duas baterias na frente do palco, mas uma de frente pra outra, ou seja, de lado para a platéia. Teclados do lado de uma das baterias, dois xilofones, mais 2 teclados associados a um laptop. Os músicos se movimentam o tempo todo, a troca de instrumentos é intensa. Momentos de peso com duas guitarras e baixo e duas baterias, ou dois baixos e uma guitarra e duas baterias, se intercalam com períodos etéreos de dois xilofones (um tocado a quatro mãos) com teclados na base. Coisa incomum de se ver e nada que se diga popular.

Foi aí que Leprechaum começou a se indignar. Nada de letra, nada de melodia fácil e ele tentando identificar alguma música que tava tocando. Indas e vindas pra comprar cerveja (que derrubava metade na galera que tava nos degraus baixos da galeria, por onde tinha que subir), numa dessas, senta do meu lado e canta, melhor, berra no meu ouvido:
- Eu não nasci pra trabalho!
Tortoise tocando.
- Eu não nasci pra sofrer!
Tortoise tocando pesado.
- Já possui automóveis!
Tortoise em virtuose plena.
- Já consumi capital!
Tortoise leva a galera ao delírio.
-Não vai pagar! Não vai pagar! Não vai pagar!Não vai pagaaaaaaaaaaaaaaaaaaar!

O cara de trás é um nanosegundo mais rápido que eu, dá-lhe um pedala e manda ele calar a boca. Leprechaum vai comprar mais uma cerveja.

Apesar da figura, o show foi ótimo. Tinha uma galera que conhecia bem o trabalho dos caras e a empolgação foi tanta que até 2 bizes houve. Pra continuar com o peso do dia, arrematamos um frango à cubana às cinco da matina.

Agora, por que ainda existe uma galera, que não é pequena, que se mete em tudo que é show, sem conhecer nada a fundo, só pra zoar, se embebedare atrapalhar quem curte? Leprechaum foi folclórico, mas ta longe de ser o único da espécie (meu Deus!!!).

Bom, agora é até o dia 14 e Franz Ferdinand!

terça-feira, setembro 05, 2006

Coração Musak

E o coração a bater do mesmo jeito
tum tum tum tum
Um mesmo compasso marcando a vida
tum tum tum tum

Fazia tempo que algo chacoalhara seu peito
Nenhum susto, nenhuma surpresa, nada
Nada que fizesse um som diferente
Nenhuma batida forte pra alegrar o dia: TUM!

Lembrou do passado
Quando às vezes por um motivo bobo até
O coração se alegrava a tocar
TUM! TUM! TUM! TUM!

Coisa doida era aquela! Pensou
Mas doideira boa, daquelas que faz perder o ar
E o peito tão disparado, batendo tão forte: TUM!
Que com medo de morrer fazia dizer: calma!

Calma, coração! Tenha calma!
Calma, muita calma!
Calma!

Calma!

Calma!

Não só o coração, mas tudo mais acalmou-se
Numa mesma vida, mesma rotina
Mesmo emprego, mesmo salário
Mesmos caminhos, mesma ida e mesma volta

Mesmo amor e o mesmo coração a bater sossegado
tum tum tum tum
tum tum tum tum
tum tum tum tum
tum tum tum...

sábado, setembro 02, 2006

.

quinta-feira, agosto 31, 2006

E agora mais essa!








A proposta do blog day é popularizar estes sites, através de indicação dos blogs preferidos do dono do blog. Por falta de tempo, não linkarei os meus agora, mas os visitantes tem a área de comentários pra fazerem suas indicações, ok?

Ah sim! Parabéns para nós, blogueiros de todas as estirpes e idades!

Sem tempo pra escrever? Então, tome poesia!

Todas as Cartas de Amor são Ridículas - Álvaro de Campos

Todas as cartas de amor são Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras, Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor É que são Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente Ridículas.)

sábado, agosto 26, 2006

Frase do dia, quer dizer, da noite

Uma frase velha conhecida minha voltou a povoar minha mente nesta noite.

"Pode-se enganar algumas pessoas por algum tempo, mas não se pode enganar todas as pessoas por todo o tempo."

Abraham Lincoln

quarta-feira, agosto 16, 2006

Hoje eu li...

Pesquisa revela alto grau de desconhecimento cultural em americanos

Uma pesquisa encomendada pela AOL e conduzida nos Estados Unidos pela Zogby International, por uma das mais reputadas firmas neste segmento, revelou uma realidade constrangedora para aquele país: a descartável chamada cultura pop tem aparentemente mais penetração na sociedade americana do que a real cultura.

Por exemplo, mais americanos demonstram ter conhecimento a respeito de Harry Potter (57%), o menino mago personagem de JK Rowling, do que Tony Blair (49%), o primeiro ministro britânico. Os americanos tem mais cultura sobre o seriado "Os Simpsons" (64% sabem sabem, por exemplo que Bart é o nome do filho de Homer) do que sobre literatura clássica (neste caso, só 20% conhecem a obra de Homero). Com relação ao nosso sistema solar, só 37% sabem que Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol. Em contrapartida, quando se fala do planeta natal do Super-Homem, 60% responderam corretamente que este se chama Kripton. Talvez o resultado mais estarrecedor foi o fato de 74% dos americanos saberem de cor o nome dos personagens dos "Três Patetas" (Larry, Curly and Moe) e apenas 42% responderem com precisão os três poderes do governo, Executivo, Legislativo e Judiciário.

Já se desconfiava há tempos de um certo descaso por parte do americano mediano em relação ao resto do mundo e suas diversas culturas (por exemplo, aquele clássico "A capital do Brasil é Buenos Aires"), mas na verdade não é o que espera do um país que detém a hegemonia mundial, supremacia econômica e militar.

Os americanos se defendem. "Estes resultados não medem o quanto os americanos são idiotas ('dumb', em inglês), mas servem para entender a penetração efetiva da cultura pop -- justifica o professor Robert Thompson, do Bleier Centre for Television and Popular Culture em Syracuse, Nova York, que serviu de consultor para os pesquisadores da Zogby nesta pesquisa.

- Será?

Para quem tiver curiosidade, anexei o resultado do relatório de pesquisa divulgado pela Zogbi International.

Link da matéria: http://oglobo.globo.com/blogs/paralelos/

segunda-feira, agosto 14, 2006

Link legal




www.pandora.com

Já pensou em uma rádio online especialmente criada para o seu gosto musical? Pois bem, este site é exatamente isso e muito fácil de usar.

Indique a banda que você mais goste, ou cujo gênero você quer ouvir e ele cria uma rádio respeitando as características musicais deste artista. O melhor é que ela diz porque tal artista está na playlist e você pode interagir, elogiando e descartando a escolha da rádio, o que pode fazer com que determinado artista apareça mais ou menos vezes.

Depois de algumas músicas, ela pede que você registre, coisa mole, mas ela pede seu ZIP code, pois só funciona pros EUA, use o código 00000, que tudo funciona tranquilo. Outra coisa, há duas opções de rádio: com comerciais, mas gratúita pra você e sem comerciais, sob uma assinatura. Em banda larga tá funcionando que é uma beleza.

Post escrito ao som da Jeff Buckley radio.

sexta-feira, agosto 11, 2006

O tempo passa...

quarta-feira, agosto 09, 2006

"Minha mãe me falava de alguém que fazia essa oração:

"Deus abençoe àqueles a quem eu amo e àqueles a quem ninguém ama, mas só Tu amas"."


História contada por um paciente meu esta tarde, num dos bons momentos da minha profissão.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Orgulho besta

Você tanto fez/Que me chamou a atenção

Nem precisava gritar/nunca te ignorei

Pra que tanto barulho?/pra que tanto esforço e empenho?/pra me deixar triste?

É!/triste sim!/como muitas vezes fiquei com você

Como muitas vezes reclamei/gritei/até judiei de você/pra ver se aprendia

E eu/triste!/triste!/triste!/só fiz lamentar pela tua vida/esses anos todos

Ontem/você me pediu pra te ver/e acabou

Que meu olhar foi mais fundo/do que queria

Olha só!/até quem não te gosta/tenta te entender

Pode até não ser as certas/mas você tem respostas

Mas por que descontar Nele?/qué que Ele te fez?

Que passo é esse?/contrário ao da fé?

Pra que/me chamar/se agora/eu só posso é ver

É por que/nesta altura do campeonato/você descobriu

Que agora/só lamento/quando olho/pra você?

segunda-feira, julho 31, 2006

Hoje eu li...

Rio tem o céu mais azul do mundo.

Apesar do dia cinzento, de chuva e frio, uma excelente notícia pra esse fim de julho.

segunda-feira, julho 24, 2006

Superman: o messias?

Esse post trata do filme Superman: o retorno, ainda em cartaz. Se você ainda não viu, vai aproveitar muito mais o post depois de vê-lo, porque eu vou estragar abaixo várias das surpresas do filme.

A tarefa proposta ao diretor Bryan Singer não era das mais fáceis: continuar a saga do Superman no cinema, a partir dos filmes que realmente importaram e definiram o personagem pra telona – Superman, o filme e Superman II – dirigidos respectivamente por Richard Donner e Richard Lester.

Para a época, esses dois filmes apresentaram um salto enorme em torno dos efeitos especiais, quando se prometia que “acreditaríamos que um homem pode voar”. Afinal, todos conhecem o super, sabem da sua quase onipotência, um ser particamente sem defeitos a serviço da Terra. Mais do que tornar tal personagem interessante, mostrar por quais métodos ele consegue tais feitos era, na época, um tremendo desafio.

Mas você deve ter visto, no mínimo nas antigas sessões da tarde que Donner, bem acompanhado por Brando, Hackman e principalmente Reeves, foram bem sucedidos na empreitada. Na abordagem dos filmes, Superman nunca deixa, apesar de ser criado na Terra, de ser um alienígena. Apesar de amar e sentir sensações como a maioria de nós sente, sabia que o legado que seu pai kriptoniano lhe deixara era justamente de ser a força motriz para a proteção e o bom desenvolvimento da nossa raça, chegando, quem sabe, a reproduzir aqui o paraíso que era Kripton.

É também a partir deste conceito de ser um alienígena que “Superman, o retorno” trabalha, agora voltado ao fato deste se ser a menor das minorias, ser – ironicamente - um solitário, um marginalizado, característica esta que todos viveram nem que seja uma vez na vida. Gays (como o diretor), negros, muçulmanos, cristãos (dependendo da localização geográfica), gordinhos, feinhos, ou até os mais perfeitos, no caso, até o mais perfeito.

Singer parte da lembrança do pai de Kal-El, Jor-El: de que ele, o Superman seria diferente e, portanto solitário, mas que lembrasse sempre que sua vida é a continuidade daqueles que viveram antes dele. A frase: “o pai torna-se o filho, e o filho torna-se o pai” remonta claramente a afirmativa que, se existe alguém que lhe entende, é aquele que lhe criou, que lhe viu crescer, que sabe de onde vem e para onde provavelmente irá, pois de alguma forma está do seu lado.

Mas o que difere muito mais “Superman, o retorno”, de um típico filme de ação, é que roteiro e direção conseguem transmitir, além desse libelo sobre a solidão, uma forte imagem messiânica associada ao personagem.

Esta característica não é nova. Os criadores do Superman: Jerry Siegel e Joe Shuster, judeus, abertamente associam à imagem do herói ao messias hebraico, ainda por vir segundo a fé que praticavam. Um indivíduo maior que leis, governos e até da moral, em prol do bem maior, dos oprimidos. É um herói muito pouco misericordioso, mas extremamente justo.

Como na evolução bíblica do velho para o novo testamento, do Deus justo para o Deus misericordioso, do messias governante para o sacrificial, ou seja, cristão, a imagem messiânica ligada ao Superman também transformou-se com o tempo. O que me deixou curioso é a quantidade de relações com a figura de Jesus presentes no filme. Coincidência ou não, vamos a elas, sempre “linkando” com as passagens bíblicas correspondentes.

A própria frase: “o pai torna-se o filho, e o filho torna-se o pai”, ganha um sentido messiânico no contexto da trindade divina (Deus Pai, o filho e o Espírito Santo são um) e da intensidade da comunhão que existia entre Jesus e Deus.

A batalha final com Luthor possui várias semelhanças com a via crucis.

O local da batalha é a ilha formada pelos cristais de Kripton, onde estava a presença de seu pai. O martírio de Jesus se dá em Jerusalém, local do templo judaico, onde residia a presença de Deus, seu Pai. Quando Jesus vai a Jerusalém na sua última e fatídica viagem, não faz nenhuma demonstração pública de seu poder, pelo contrário, passa por um momento de grande angústia no Jardim do Getsemani. Ao chegar a ilha, Superman se sente debilitado, o que proporciona seu espancamento, parte comum do martírio dos dois.

Ao final do espancamento, Luthor desfere seu golpe de misericórdia: crava um pedaço de kriptonita no Superman. O detalhe é o local onde ela é cravada, no lado do corpo, como se tem o cuidado de ser relatado até pelos médicos mais tarde no filme.

Superman é jogado no mar, o que remete à figura do batismo, que na cultura da época de Jesus era realmente um mergulho nas águas e não a sua aspersão como, por exemplo, a igreja católica o pratica. Batismo simplesmente significa mergulho em grego. A figura do batismo tem seu significado: quando mergulha-se, morre-se para o mundo, quando emerge-se, nasce para Deus. O detalhe é que Superman não emerge por conta própria, ele é retirado por Lois Lane, ou seja, seus feitos a partir dali estão ligados à sua “morte”.

Com o pouco de força que lhe resta, Superman se dirige ao sol (figura divina de muitas religiões), sua fonte de energia. É hora de um último sacrifício: remover toda a ilha, formada pelos cristais de Kripton, do nosso mundo, como se crê que, somente em sua morte, Jesus trouxe o perdão para todos os pecados, tomando-os sobre si como uma punição imerecida. Ao fim da tarefa, ele jaz na estratosfera, na "coincidente" posição da cruz.

Sendo inteligentes para não chegar ao ponto de serem chamados de hereges por parte dos fanáticos com tantas coincidências, os roteiristas fazem com que Superman se recobre do coma em dois dias (o médico faz questão de dizer a Lois que ele está ali há um dia), ao contrário de Jesus, que ressuscita três dias após a Sua morte. Mas mesmo ali há uma coincidência: seu quarto é guardado por guardas, mas é uma mulher (a enfermeira) que descobre que o quarto está vazio.

A maioria das coincidências é sutil, acredito que muitas nem são propositais e de forma alguma tiram o valor do filme, pelo contrário, aproximam o Superman da figura mais querida da história humana e mostra o forte lado sacrificial e, portanto, solitário do herói ou do messias.

Afinal, ser responsável, por um mundo todo que sequer lhe conhece realmente e para com o qual é impossível de fato conviver é, acima de tudo, um ato de amor. E é essa a “coincidência” mais preciosa entre a história do Superman, o retorno e a de Jesus: são duas histórias de amor – pela vida, pelo mundo, por mim e por você.

O Caminho da Fé


Certos posts te botam contra a parede para serem escritos.

Explico: no fim do ano passado presenciei uma situação que chegou a me inspirar a escrever o post que agora escrevo. Não o escrevi pela mais pura preguiça, pois para mim seria complexo colocar um tema tão abstrato como a fé em letras. Só que ontem eu soube da mesma situação que ocorrera no passado e me vi de novo impelido a escrever. Bom, hoje estou tentando.

Como você lida com seus problemas? Claro, claro, você busca solucioná-los. Mas, deixe-me fazer outra pergunta: que tipo de solução você procura? Sim, porque há problemas que apresentam várias soluções: práticas ou complexas, rápidas ou demoradas, cômodas ou trabalhosas...

Considere que você tenha um problema grave, não “de vida ou morte” grave, mas grave pra você, pois enquanto não o resolve, sabe que não dá pra descansar, pra ter paz, que sua vida não está completa ate então, muitas vezes isto te domina, passa a ser o seu assunto em voga, aquele que toma o tempo das conversas com os amigos, psicólogo, pai, mãe, cachorro...

Quando da primeira vez que quis escrever sobre a fé, no fim de 2005, o que me inspirara era justamente a história de duas pessoas que lidaram de forma diferente perante o mesmíssimo problema. Uma resolveu da forma mais prática possível e acabou descobrindo que a solução tornou-se um novo problema, talvez ainda maior. A outra, descartou a solução fácil, sofrendo por mais um tempo com os custos pessoais e até sociais de continuar tendo o problema. Preferiu continuar com este até que, pela fé, a solução ideal surgisse.

E ela surgiu, e hoje, a solução é apenas uma solução, mas que diferença ela faz! É fonte de alegria e paz.

Quando se quer falar de fé, teólogos, filósofos e analistas estendem-se a tentar conceituá-la. O cabedal de informações sobre a fé é extenso, justamente porque, ao que parece, quanto mais se a estuda, mais humanamente estranha ela parece.

A fé surge quando não há lógica presente, quando não existem sequer indícios, quanto menos provas de que algo pode acontecer. Para muitos a fé é sacrificial, quando na verdade é desafiadora. Em primeiro lugar, ela te desafia a acreditar, depois te desafia a preparar-se para a solução ou a bênção. O que põe por terra o conceito de que a fé é algo passivo, algo intrínseco, relegado à solidão dos quartos ou práticas religiosas. Se você tem fé que a solução ideal vem, deve já viver como uma pessoa capacitada para desfrutá-la, o que muitas vezes implicará em mudanças pessoais. Ou seja, a fé implica em aperfeiçoamento. Você pode até sofrer no exercício desta, mas já sai uma pessoa melhor durante este processo.

Jesus utilizou-se da parábola dos caminhos/portas estreito e largo como imagem desta dualidade da fé. O estreito é mais desgastante, sem dúvida, mas é aquele que é recompensador no final, apesar de no início ser o menos convidativo. Enquanto o largo, o mais fácil de ser percorrido, não tem em seu fim um destino dos mais agradáveis. Uma coerente alegoria do exercício da fé.

Mas sem sombra de dúvida, a fé é um canal. Mais importante que tê-la é saber onde depositá-la. Por muitas vezes depositamos a nossa fé em pessoas ou instituições que muitas vezes falham. São estas desilusões advindas de experiências como estas que nos impedem de aceitar os novos desafios da fé. Quando a solução definitiva seja mais do que talvez voltar a praticar a fé, seja direcioná-la corretamente.

Foto tirada por My Dearest

E mais: o que o faz feliz?