Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!
sábado, dezembro 24, 2005
Faca
Meu pai teve.
Vários tios e tias tiveram e têm.
Por que eu não iria ter?
É isso aí, 2006 começa pra eu já ir entrando na faca.
sexta-feira, dezembro 23, 2005
Finalmente chegou!
Não se engane pela figura acima, eu adoro o natal!Mas parece que sou de um grupo cada vez mais reduzido.
Concordo com todos os argumentos contra a festa: consumismo, hipocrisia pessoal, desvirtuamento do verdadeiro sentido...
Mas, na boa, isso é uma baita expressão de mau –humor!
E daí que as pessoas viveram o resto do ano da mesma forma agressiva e egoísta? Se pensar no próximo vai ser uma das atitudes mais facilmente descartáveis durante todo o resto do ano? Pelo menos, por alguns dias, as coisas funcionam numa maior paz, dias mais leves.
Parem de reclamar!
Gosto do natal, como gosto da ceia do Senhor: lembro de Jesus. No natal especificamente, lembro que foi menino, que brincou, que aprendeu e foi bom filho e irmão. Era já ciente de sua missão, mas soube aproveitar seu tempo aqui, soube ser gente.
E como eu gosto de gente, gosto do natal pela reunião da família, pelos amigos reunidos, pelos que moram longe e aparecem sempre nessa época. Gosto de estar junto, de ver as crianças correndo aqui em casa, meu pai com sua gincana, premiando os netos, enquanto nos deleitamos com a ceia. Ah! A ceia! Um capítulo a parte!
Eu gosto e vou aproveitar o natal, vou também aproveitar estes próximos e últimos dias pra fazer as coisas que estão pendentes, inclusive escrever mais aqui. Tem algumas idéias de 2005 que não quero que passem o ano só na minha cabeça.
Para quem passar por aqui em tempo, feliz natal!
Jonah – parte II
Pensei que de um sonho despertava
Sob a luz do mesmo sol
Uma nova terra me recebia
Sim, ainda a pouco tive desespero
Chorei sempre que pude, pois
Para mim, havia amadurecido bastante
Pra saber o que sentir e fazer
Mas isso foi antes das entranhas,
De ter a escuridão incessante,
O silêncio alucinante
E a sensação de não trilhar meus caminhos
Eu me vi perdido,
Desiludido e fracassado
Mas como dito antes
Foi antes das entranhas
Que, como por um milagre, elas se foram
Nesta nova terra
Vejo claramente novos dias
Vejo que não lutar me fez bem
E confiar recompensa
Meus sonhos não são mais os mesmos
Mas são bonitos também, eu creio
Não precisarei voltar,
Mas chegarei onde Ele quer, partindo daqui
E no final eu vejo
Que só eu que fui tolo
Quando achava que só eu sabia
O que me fazia feliz
Mas Ele não!
Calmamente me mostrou um outro caminho
Bem diferente, eu concordo!
Que me fará feliz e me dará paz
Que bom que Ele não desistiu de mim!
Hoje eu li...
Dois jovens casais, sentados um de frente para o outro, à mesa da Encontros Cariocas, na Lapa. Conversa vai, conversa vem, surge um celular dotado de câmera. Eles imediatamente começam a se fotografar, com naturalidade, como se o aparelho fosse parte tão integrante da refeição quanto a pizza de carne-seca com catupiry ou o chope preto.
Às vésperas do Natal, suplementos jornalísticos e publicitários se dedicam à infinita variedade deste objeto do desejo portátil. Há celulares que fotografam, que filmam, que baixam MP3, que gravam conversas, que acessam a internet, que publicam diretamente nela as fotos, que sintonizam rádio e TV, que têm games, que têm, juro, tons de chamada e alarme compostos pelo Ryuichi Sakamoto. Diz que há até uns que falam e escutam.
O avanço das câmeras digitais e o acoplamento delas a telefones celulares cada vez mais sofisticados transformaram todo mundo em japonês, né ? Aquele comportamento meio cômico que associávamos aos disciplinados grupos de turistas nipônicos, sempre com suas máquinas fotográficas a postos, hoje está disseminado pelo resto do planeta.
Tanto que aquele velho aviso protocolar antes dos shows (“É proibido fotografar o espetáculo, a não ser com prévia autorização da casa e da produção blablablá”) parece querer revogar a Lei da Gravidade. Antes, durante e depois das recentes apresentações de Lulu Santos, il miglior fabbro , no Canecão, por exemplo, meninos e meninas registravam tudo o tempo todo. O palco, eles mesmos, as paquerinhas. Turismo doméstico: “Estive lá.”
A praticidade das câmaras digitais permite mais e melhores fotos. Elas praticamente eliminaram a falta de foco, a má iluminação e a clássica tremida. Um enorme contingente de maus amadores foi promovido pela tecnologia à categoria de fotógrafos razoáveis. Só não há esperança, não ainda, para aqueles que mutilam seus personagens. Daqui a pouco, entretanto, soará um alarme quando a vovó estiver sendo decapitada.
Hoje, é quase impossível alguma coisa acontecer ao redor do mundo, seja na esfera pública, seja na privada, sem que uma imagem seja gerada. Celulares, máquinas e filmadoras digitais, webcams e circuitos de câmeras de segurança garantem um suprimento inesgotável para as revistas de fait divers , os telejornais, as “Videocassetadas” do Faustão, as CPIs ou os pornôs caseiros estrelados pela Pamela Lee Anderson.
O Big Brother vigia e expõe, mas também denuncia. Carrinho de bebê arrastado pelo trem em Seul. Bebê jogado pela janela do apartamento em chamas de Nova York. Refém ocidental decapitado nalgum ponto do Iraque. Prisioneiro humilhado por soldado americano em Abu Ghraib. Passageiros aturdidos nas galerias do metrô depois dos atentados terroristas em Londres. Diretor dos Correios subornado em Brasília.
Voltemos, porém, aos dois casais mais ou menos hipotéticos lá do primeiro parágrafo. Fotografaram-se, comeram, beberam, saíram dali felizes. As imagens da noite estão lá, no celular, prontas para serem passadas para o computador, publicadas na internet ou, dependendo dos pixels da câmera, impressas em papel. Esta última opção tende a ser a mais rara: os álbuns virtuais de fotos estão substituindo os calhamaços de plástico.
Serão casados? Namorados ainda? Apenas bons amigos? Colegas da firma? Terão acabado de se conhecer? Ou nunca mais quererão se ver antes de o galo cantar três vezes? Daqui a algumas horas, dias, alguns meses, anos, aquela noite na Lapa talvez se torne incômoda para alguém na mesa. Aliás, desculpe, mas o pessimismo me obriga a escrever que mais cedo ou mais tarde aquela noite na Lapa se tornará incômoda para alguém.
Um pé-na-bunda aqui, um chifre lá, o tédio em todo lugar. Como a própria virtualidade da imagem a torna mais frágil do que a antiga cópia em papel, basta selecioná-la e deletá-la. O computador vai perguntar: “Tem certeza que deseja enviar ‘joão & maria na lapa’ para a ‘Lixeira’?” Você: “Sim”. Depois é só esvaziá-la. Acabou-se. Aquilo nunca existiu de verdade. Se mais relacionamentos efêmeros são registrados, também não é necessário um grande investimento emocional para apagá-los da memória — do computador.
Rasgar uma fotografia em papel exigia muito mais. Havia todo um simbolismo em des-pe-da-çá-la, como se ela fosse uma bonequinha de vodu. Até vê-la desbotar tinha lá a sua significação dramática, como cantou lindamente o Billy Bragg, comparando um polaróide que esmaece à lembrança de um amor julgado eterno no dia de São Swithin. É preciso desenvolver uma nova poética para nossa relação com a imagem digital.
Texto de http://oglobo.globo.com/jornal/colunas/dapieve.asp
sábado, dezembro 17, 2005
Hoje eu li...
Acho que o Rio não desperta reações neutras. Mesmo quando a gente aponta os problemas, é movido pela paixão e pelo desejo de que as coisas melhorem."
Mauro Ventura, em http://oglobo.globo.com/online/blogs/frontdorio/
quinta-feira, dezembro 15, 2005
JonaH
Que não posso estar certo?
Que os caminhos que planejo não estejam corretos?
Por que após breves dias de sol, o céu escurece?
Por que as nuvens se fecham e o mar se revolta?
Por que esse nó na barriga e esse choro sufocado?
Mais do que esta tempestade que cai
São as minhas lágrimas derramadas
Mais escondido do que meu corpo neste barco
É o meu medo
Não, eu não quero voltar!
Sempre me disseram que contra Ele não se luta
Que Ele sim, está sempre certo
Que Dele são os planos que se concretizam
Que é Nele que reside a calmaria de qualquer tempestade
Com Ele há dias de sol e se anda sobre águas calmas
Na sua presença há festa e um leve fardo
Maior do que o meu coração contrariado
É a onipotência Dele
Mais a mostra que a minha frustração
É a Sua soberania
Não, eu não quero lutar!
segunda-feira, dezembro 12, 2005
Som na caixa, seu mané
Your Love Is The Place Where I Come From - Teenage Fanclub
Your sadness don't lie
Your feelings can't hide
You always know why
But your reasons are sly
You never deny
What you feel inside
I
I Disappear when you're not here
In my life
I can't slip away when I see your face
I lose my confusion
Your Love Is The Place Where I Come From
When I'm on my own I'm lost in space
My freedoms a delusion
Your Love Is The Place Where I Come From
My sadness don't lie
My feelings can't hide
I Just can't deny
What I feel inside
Uma tradução livre pra voar no primeiro comentário.
domingo, dezembro 11, 2005
Tudo Culpa do Menino - Texto de 23/12/2003 (adaptado)
A vista, a prazo, no cartão ou cheque pré, 3 ou 5 vezes sem juros
Bolsas, sacolas, lista, família, ocultos, de véspera, podendo esquecer
Peru, tender, chester, lombinho, bacalhau
Nozes, avelãs, castanhas
Figo, tâmaras, ameixas, pêssegos
Rabanadas, muitas rabanadas
Lembranças, memórias, mensagens
Família, amores, amigos, colegas, até patrões
Cartões, cartas, telefonemas, e-mails ou um abraço e um beijo
Tanto a dizer, sem saber começar
Pensar, pensar... até uma forma encontrar
Rimas pobres, mente preguiçosa
Mas este dia não passará em branco
Tudo culpa do Menino
“Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre seus ombros”.
E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” Isaías 9:6
Bom natal e um 2006 cheio das ricas bênçãos de Deus.
quinta-feira, dezembro 08, 2005
Hoje eu li...
Quando você bateu a porta e saiu, Chet Baker ainda cantava She Was Too Good to Me.
Com você, eu quis. O silencioso fluxo amoroso. Pra você, eu quis dizer as palavras mais belas do mundo, dizer que sou sua, que as nossas noites me emocionavam, que eu poderia dividir os meus dias com você. Eu não só quis dizer como quis ouvir, que era sua.
I would have brought you the sun, making you smile. That was my fun.
- Vai e não volta, por favor.
E você foi, me deixou aqui, acompanhadas pelas gérberas rosa, pelo gato, pela melancolia, garrafa de vinho, pelo Chet, chorando um amor que partiu, derramando lágrimas sobre os meus peitos inchados.
O problema é que eu aprendi a amar grande, errado, fodido.
E você nunca deixou que eu te amasse, inteira. Você sempre soube sair e não voltar, suspendendo o meu afeto, abafando essa história, sucessivamente, até que eu fosse obrigada a me proteger.
- Você é ansiosa.
- São muitos meses.
De uma história que se chama história interrompida, e é cheia de sentimentos frustrados, que foram sendo asfixiados nesse apartamento.
A gente foi se asfixiando nesse apartamento.
***
"As mulheres sempre sentem o impulso irresistível de resgatar os homens deles mesmos", Rosa Monteiro, em "Paixões".
Mas agora, chega.
***
Por outro lado, é realmente milagroso que um homem e uma mulher se encontrem. E fiquem juntos, mesmo na adversidade. E comunguem idéias semelhantes, ou diferentes, mas que interessem a ambos. E que gostem de música, de conversar, de sentir o cheiro da pele um do outro. Ao contrário do que eu disse, nós tivemos muitas coisas sim. Aprendemos a dançar nas noites de bebedeira, a ir desembestados até pararmos em quartinhos imundos no Catete, onde nos perdíamos um no olhar do outro. A gente teve fases, a gente se apaixonou, se desapaixonou, se reapaixonou, se largou pra se juntar de novo na próxima esquina, numa atração, que às vezes, pra mim, parecia irresistível. E sempre rimos juntos, essa é das coisas mais extraordinariamente belas que pode acontecer entre duas pessoas. Rir junto. E trocamos idéias, carinhos, remédios, e fomos musos um do outro. Nos divertimos a valer. Sim, nós fomos do caralho. Chegamos até a compartilhamos a intimidade um do outro, nosso mundo íntimo, delicado e pessoal, belo e trágico, cheio de alegrias e muita, mas muita dor.
É de fato espantoso que duas pessoas, ainda possam se encontrar. E que possam se amar, e que como todo amor, esse seja mais um amor a acabar...
Quando você bateu a porta e saiu, Chet Baker ainda cantava She Was Too Good to Me.
~ Do especial "Cartas, diários e gavetas entreabertas"
quinta-feira, dezembro 01, 2005
Som na caixa, seu mané! Pra ela me entender...
Crown Of Love Lyrics - Arcade Fire
They say it fades if you let it,
love was made to forget it.
I carved your name across my eyelids,
you pray for rain I pray for blindness.
If you still want me, please forgive me,
the crown of love has fallen from me.
If you still want me, please forgive me,
because the spark is not within me.
I snuffed it out before my mom walked in my bedroom.
The only thing that you keep changin'is your name,
my love keeps growin'still the same, just like a cancer,
and you won't give me a straight answer!
If you still want me, please forgive me,
the crown of love has fallen from me.
If you still want me please forgive me
because your hands are not upon me.
I shrugged them off before my mom walked in my bedroom.
The pains of love, and they keep growin',
in my heart there's flowers growin'on the grave of our old love,
since you gave me a straight answer.
If you still want me, please forgive me,
the crown of love is not upon me
If you still want me, please forgive me,
cause this crown is not within me.
it's not within me, it's not within me.
You gotta be the one,
you gotta be the way,
your name is the only word that I can say
A música é dramática, mas é boa e isso importa. Tá traduzida lá no primeiro comentário.
sábado, novembro 26, 2005
Netconstrutivismo para imbecis I
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Algo
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
Nada
sexta-feira, novembro 25, 2005
quinta-feira, novembro 24, 2005
Velhos tempos...
No passado, ao ir embora, sempre que me vistavam aqui em casa, surgia um assunto quente na calçada, que era pretexto pra mais umas duas horas de conversa ali mesmo (no mínimo!).
Desta vez não foi diferente, o assunto surgiu e foi um pouco longe, uns quarenta minutos. Foi quando Z disse.
- Pois é, a tradição das conversas na calçada de Te não se perdeu.
-Mas agora os tempos são outros, duas da matina, temos que ir. Respondi.
A nossa cara de "suspiro preso", a cara de (mais) bobo do noivo do ano e os segundos de silêncio que se seguiram falaram muito alto.
Bons tempos!!!! Obrigado, Senhor, pelo privilégio de tê-los vividos!
quarta-feira, novembro 23, 2005
Som na caixa, seu mané! Pra febre ir embora.
Socorro, não estou sentindo Nada
Nem medo, nem calor, nem fogo,
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir
Socorro, alguma alma, mesmo
Que penada, Me empreste suas penas
Já não sinto amor nem dor,
Já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um Coração,
Que esse já não bate nem apanha
Por favor, uma emoção pequena,
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta,
Tem tantos sentimentos,
deve terAlgum que sirva
Socorro, alguma rua que me Dê sentido,
Em qualquer cruzamento,
Acostamento,Encruzilhada,
Socorro, eu já não sinto nada
Porque essa febre desde quinta e o desânimo que ela causa coroaram minhas maravilhosas férias.
terça-feira, novembro 22, 2005
segunda-feira, novembro 21, 2005
Carta aberta ao Sr. Obina.
Por todo um campeonato presenciei sua contribuição ao meu time. Sei, que com alguns pequenos atrasos, milhares de reais foram depositados em sua conta todo esse tempo, lhe dando boa vida e mesa farta (muito bem aproveitada, posso ver). E o que vi em troca da sua parte?
Sua rotunda presença caindo ao menor esforço de marcação.
Uma velocidade compatível a uma tartaruga (aleijada).
Um sem número de gols incríveis... perdidos!
Uma grande contribuição para que meu time quase fosse rebaixado, como o seu antigo time foi (e foi de novo este ano!!!).
Agora o senhor faz um gol e querem lhe transformar em salvador da pátria?!!
No way!!!!
Minha alegria era lhe ver sequer relacionado no banco em vários jogos, tive o prazer de lhe vaiar quando entrava, mesmo para ganhar tempo no fim de jogo. Lhe digo, faria de novo, com todo o ar dos meus pulmões.
Você pode até dizer que como todo baiano, como dizem, fez apenas o necessário para tirar o meu time do buraco. Mas o flamengo sempre foi um time de se fazer mais do que o necessário. Por exemplo, conhece a história de um jogador chamado Zico e de sua via crucis para voltar a jogar? Ou de um lateral chamado Júnior, que atrasou sua aposentadoria para dar um título nacional ao meu time?
Nos meus desejos para 2006, inclue-se a sua partida para bem longe, para junto de malas do passado como Dimba, Palhinha, Caio, Gaúcho...
E que volte o bom futebol!
quinta-feira, novembro 17, 2005
Som na caixa, seu mané
Não recebo em dólar
O que a vida tem pra me dar
Mas eu pago bastante
Pago pra não me incomodar
Não cultivo rancores
Mesmo decepcionado
O perfume é o que vejo nas flores
Tristeza, ficou no passado
Sim, sou um homem correto
desconheço a tirania
se a raiva brota do concreto
me defendo com alegria
e amor
Não recebo em dólar
O que a vida tem pra me dar
Mas eu pago bastante
Pago pra não me incomodar
Não espero milagres
Das pessoas na selva de pedra
Mas ainda acredito
No dedo de Deus
Nos seres humanos
Não recebo em dólar
quarta-feira, novembro 16, 2005
Who watches the watchmen?

Quem vigia as sentinelas?
O moto da série de HQ Watchmen, de Allan Moore, trata de uma realidade da guerra fria, onde super – heróis eram armas de destruição em massa, grandes poderes destinados a manter a ordem, mas, que na verdade, causavam um medo ainda maior por serem incontroláveis pelo poder que possuíam.
Manter a ordem, hoje e sempre tem sido uma necessidade social, o que me espanta é a evidência dos mecanismos criados para este fim, verdadeiras sentinelas: CPIs, auditorias, imprensa, comissões de ética...
De maneira nenhuma sou contra a existência destes, mas quem garante o limite entre a denúncia fundamentada e a leviana? Quem é capaz de distinguir entre investigação e denuncismo? Quem vigia a sentinela em tempos em que a população / platéia está tão “ávida por sangue”, por anos e anos de injustiça e corrupção generalizada, ou por um moralismo hipócrita, em que alguns valores são apaixonadamente defendidos enquanto outros, tão importantes quanto, são solenemente postos de lado?
Quem são os vigilantes? São sempre pessoas idôneas e imparciais? Possuem sempre o distanciamento ético necessário ao tratar de assuntos pertinentes?
Muitas vezes não.
O que observo hoje é o exercício da vigilância baseado no antagonismo (dentre estes a oposição política), no sensacionalismo visando à publicidade e, é claro, nos rancores que se originam sabe lá o porquê.
Que bom que temos as sentinelas! Antes, aqui no Brasil, sequer as tínhamos, mas agora, quem prepara e escolhe as sentinelas? E ainda, quem vigia as sentinelas?
Será que chegou o tempo em que, todos nós, teremos medos das sentinelas?
quarta-feira, novembro 09, 2005
Terceiro reencontro – oito meses
Mas o que importa é que eles se reencontraram e um reencontro cheio de surpresas esse está sendo. A distância, menor, ainda vai existir por algum tempo.
Mas vai valer a pena!
Segundo reencontro – dez anos
O local não poderia ser pior, uma churrascaria, ou seja, quase não teria como me mover pra conversar com o maior número possível.
Mas dez anos mudam as pessoas. Cabelos brancos, quando estão na cabeça, filhos, barriguinhas proeminentes...
Foi uma tarde agradável demais, vi a saudade sincera dos amigos, olhei a minha direita e vi “no baixo bebê” uma nova geração que vai crescer já amiga. Pouco lembramos do passado, o presente tava muito legal pra ser descartado.
Ah sim! Como my Dearest muito bem ressaltou, todas as meninas estão ótimas! A gravidez lhes caiu muito bem!
Primeiro reencontro – nove anos
Empolgadamente falaram do que acontece hoje, das bênçãos, das conquistas, mas a conversa descambou pro passado, quando a vida destes e de mais uma centena de adolescentes foi confiada a mim. Tempos bons, quando a vida era muito mais simples e prazerosa.
Ao final da conversa, trava-se o diálogo.
E – Te, quero te dizer algo.
Te – Fala.
E – Cara, eu quero te agradecer por tudo que você fez pela gente, a gente chegou aqui hoje porque começou com você.
Em seguida me abraçou. Segurando as lágrimas, só pude dizer.
Te – E, não precisa me agradecer, apenas ore por mim.
Corujisse
Amizade
Amizade é tudo
Amor, alegria, felicidade e companhia
Sem amizade não dá pra viver
E isso a gente nunca aprende na TV
Poesia
Poesia é magia, com tristeza, com alegria
se não existisse a poesia
Não existiria a alegria
Alegria é amor
Alegria é pureza
Alegria é felicidade
Alegria não é tristeza
Pra que complicar, não é mesmo?
Olá, sr banco!
Como? Sim, ainda namoro ela sim.
Até por isso que eu tô aqui, pois é, fazem 4 meses exatamente hoje, estamos muito bem. Passamos por bons momentos, tentaram nos derrubar, mas ficamos ainda mais fortes.
Hoje posso dizer que não tem mais muita coisa pra gente descobrir um do outro, mas nem isso fez a vida ficar mais chata. Ainda é muito bom conversar com ela todo dia, ficar deitado do lado dela, despreocupado da vida, olhando na imensidão daqueles olhos negros.
Sim, uma vida bem tranqüila, na verdade, isso é o que me faz mais feliz na nossa relação, temos algo que muitos procuram, mas poucos têm: a paz. Espero que seja pra sempre!
Bom, é isso, senhor banco, qualquer dia a gente se esbarra.
quarta-feira, novembro 02, 2005
terça-feira, novembro 01, 2005
Tolerância
Apesar destes tempos de vigilância aqui no blog, a conversa não girou em torno de mim, mas de pessoas amadas, muito doídas por coisas que ocorreram faz tempo. E aí é que está o problema.
Pra ser mais específico, me incomodou o erro alheio gerar um erro de quem me importo. Mesmo um comentário impensado, duro e doído, mas impensado mesmo assim, traz conseqüências, pois além de eu ouvir, Ele ouviu e Ele sempre ouve e lamenta.
A conversa correu na linha “um erro não justifica um outro”, contra “omissão é cumplicidade”, até que meu pai, que lavava a louça, vem à sala e pede que leiamos o seguinte texto.
II Coríntios 11
1 Quisera eu me suportásseis um pouco mais na minha loucura. Suportai-me, pois.
2 Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo.
3 Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo.
4 Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se aceitais espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não tendes abraçado, a esse, de boa mente, o tolerais.
5 Porque suponho em nada ter sido inferior a esses tais apóstolos.
6 E, embora seja falto no falar, não o sou no conhecimento; mas, em tudo e por todos os modos, vos temos feito conhecer isto.
7 Cometi eu, porventura, algum pecado pelo fato de viver humildemente, para que fôsseis vós exaltados, visto que gratuitamente vos anunciei o evangelho de Deus?
8 Despojei outras igrejas, recebendo salário, para vos poder servir,
9 e, estando entre vós, ao passar privações, não me fiz pesado a ninguém; pois os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram o que me faltava; e, em tudo, me guardei e me guardarei de vos ser pesado.
10 A verdade de Cristo está em mim; por isso, não me será tirada esta glória nas regiões da Acaia.
11 Por que razão? É porque não vos amo? Deus o sabe.
12 Mas o que faço e farei é para cortar ocasião àqueles que a buscam com o intuito de serem considerados iguais a nós, naquilo em que se gloriam.
13 Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo.
14 E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz.
15 Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras.
16 Outra vez digo: ninguém me considere insensato; todavia, se o pensais, recebei-me como insensato, para que também me glorie um pouco.
17 O que falo, não o falo segundo o Senhor, e sim como por loucura, nesta confiança de gloriar-me.
18 E, posto que muitos se gloriam segundo a carne, também eu me gloriarei.
19 Porque, sendo vós sensatos, de boa mente tolerais os insensatos.
20 Tolerais quem vos escravize, quem vos devore, quem vos detenha, quem se exalte, quem vos esbofeteie no rosto.
21 Ingloriamente o confesso, como se fôramos fracos. Mas, naquilo em que qualquer tem ousadia (com insensatez o afirmo), também eu a tenho.
22 São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São da descendência de Abraão? Também eu.
23 São ministros de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes.
24 Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um;
25 fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar;
26 em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos;
27 em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez.
28 Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas.
29 Quem enfraquece, que também eu não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu não me inflame?
30 Se tenho de gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza.
31 O Deus e Pai do Senhor Jesus, que é eternamente bendito, sabe que não minto.
32 Em Damasco, o governador preposto do rei Aretas montou guarda na cidade dos damascenos, para me prender;
33 mas, num grande cesto, me desceram por uma janela da muralha abaixo, e assim me livrei das suas mãos.
Meu principal debatedor se prendeu ao meio do texto, eu nas pontas, quando Paulo desenvolve o conceito da tolerância.
É a tolerância que não nos deixa confundir desvios de caráter com mal – caratismo, doença com má fé, acidentes com premeditação, atitudes com a pessoa. Em suma, nos faz pensar, não reagir, apesar da dor e da revolta, apesar do senso de justiça.
Mais tarde, falo com meu pai.
- Muito bom aquele texto que o senhor indicou, resolveu a discussão.
-É mesmo? Depois eu leio pra ver.
-Como assim?!! O senhor não conhecia o texto?
-Não. Deus me mandou falar pra vocês lerem enquanto eu lavava a louça e vocês discutiam.
-Caramba, pai! Vai ler agora o texto!!!
Deus é muito bom!
segunda-feira, outubro 31, 2005
Cisne
Cabeça focada, corpo tenso, nunca deixou furo, fez o que lhe pediam.
Outros chegaram, talvez menos dedicados.
Causou-lhe espanto a atenção não ter sido dividida, mas devidamente retirada de si.
Os anos se passaram, todos cresceram e ele ficou ali, fazendo sua parte.
Cabeça focada, corpo tenso, nunca deixando furo.
Hoje, ao fim de todos esses anos, vê que seu sangue doado não teve tanto valor.
A inteligência e a saliva dos outros foi mais eficiente.
“Imorais”, exclamou! “Fui eu que estive aqui todos estes dias.”
Esqueceu-se, que nestes anos todos, voaram apenas aqueles que sonharam.
Enquanto estava ali, fazendo sua parte.
Cabeça focada, corpo tenso, nunca deixando furo.
Pano rápido.
Ele? Ele poderia ter sido taxado de várias coisas: louco, rebelde, grosso, infantil.
Ela? Ela era mais uma, se fosse notada.
Decidiram mudar, não pelos outros, mas pela própria felicidade.
Na mudança se encontraram.
Hoje, ele é taxado de autêntico, esquentado, mas preocupado e responsável.
Ela? Ela tem todo seu charme reconhecido, mesmo sendo de pouco falar.
Voaram em direção contrárias até se encontrar. Hoje voam juntos.
Antes sonharam e fizeram mais que a sua parte. Cabeça relaxada e corpo solto.
domingo, outubro 30, 2005
Hoje eu li...
"A humildade nada mais é que um verdadeiro conhecimento e sentimento da personalidade de um homem como ele é. Qualquer homem que consegue ver e sentir a si mesmo como ele realmente é precisa de fato ser humilde."
sexta-feira, outubro 28, 2005
terça-feira, outubro 25, 2005
Hoje, dez e meia da manhã.
16 Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.
17 E acautelai-vos dos homens; porque vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas;
18 por minha causa sereis levados à presença de governadores e de reis, para lhes servir de testemunho, a eles e aos gentios.
19 E, quando vos entregarem, não cuideis em como ou o que haveis de falar, porque, naquela hora, vos será concedido o que haveis de dizer,
20 visto que não sois vós os que falais, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós.
21 Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai, ao filho; filhos haverá que se levantarão contra os progenitores e os matarão.
22 Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo.
23 Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel, até que venha o Filho do Homem.
24 O discípulo não está acima do seu mestre, nem o servo, acima do seu senhor.
25 Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor. Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos?
26 Portanto, não os temais; pois nada há encoberto, que não venha a ser revelado; nem oculto, que não venha a ser conhecido.
27 O que vos digo às escuras, dizei-o a plena luz; e o que se vos diz ao ouvido, proclamai-o dos eirados.
28 Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.
29 Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai.
30 E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados.
31 Não temais, pois! Bem mais valeis vós do que muitos pardais.
32 Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus;
33 mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.
34 Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.
35 Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra.
36 Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa.
37 Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim;
38 e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim.
39 Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á.
Porque eu bem sei porque passo pelo que estou passando.
Hoje eu li...
De Nelson Botter.
Semana passada mataram uma vizinha de rua na frente do prédio dela. Um ladrão pediu a bolsa, ela se assustou e esboçou um movimento defensivo. O cara, armado, não esperou pra ver o que ela ia fazer. Bang! Na cabeça. Morte instantânea, a calçada cheia de sangue, o ladrão correndo e as pessoas apavoradas na rua. Sim, foi em plena luz do dia, mais precisamente às 17 horas, ou seja, tinham várias testemunhas de olhos arregalados, boquiabertas com tal selvageria. Aquela arma não era uma AR-15, nem uma bazuca, era apenas um revólver como os que todos continuarão comprando após o resultado do referendo. Arma legal ou fria, é arma. Aí eu me pergunto: e se ela estivesse armada? Teria ela sacado e atirado? Teria ela exercido o direito de se defender? O tiro foi rápido e cruel, sem chance alguma de reação. Um simples movimento fez com que o ladrão, na dúvida do que ela poderia fazer, atirasse sem hesitação. Só há uma certeza nessa história: além da bolsa, o ladrão teria ganho mais uma arma.
O cidadão de bem no domingo deu uma resposta aos governos estaduais e federais. Disse que não está contente com a política de segurança pública e que quer continuar com o direito de poder se armar. Motivos para isso não faltam, aliás, muito bem explorados pelos profissionais que produziram a campanha do "não". Um 'case' fantástico para a publicidade brasileira. Reverteu-se um quadro de 76% do "sim" no início da pseudo-discussão. A virada foi incontestável, baseada nos argumentos mais fortes e mais bem explorados da campanha do "não". Quem bancou, leiam fábricantes de armas, deve estar rindo até agora. Talvez se a campanha do "sim" fosse mais eficiente, manteria a larga vantagem do início, mas isso não ocorreu.
Agora, existe o outro lado da moeda, pois o mesmo cidadão de bem que votou pelo não desarmamento votou pela manutenção dessa sociedade caótica de hoje, em que uma mulher é executada num assalto sem ter feito nada. O desarmamento não daria solução para isso, eu sei, só se combate a violência com punições rigorosas, educação e equivalência social. Entretanto, o fato de haver menos armas seria um primeiro passo para acabar com toda uma cadeia de acontecimentos que faz com que o bandido fique cada vez mais armado. "O desarmamento era uma forma de deixar o povo desprotegido contra os bandidos", dizia a campanha do "não". Mas a pergunta que eu faço é: e ela hoje está protegida?
Levou-se muito em consideração essa coisa "bandidos x sociedade", mas e a "sociedade x sociedade"? Falando sério, é um perigo deixar um monte de louco poder andar armado por aí. E não são bandidos não, estou falando do tal cidadão de bem. Comprar uma arma legal é difícil, precisa até de teste psicológico, mas arma fria tem em qualquer esquina. Com a proibição, a arma fria seria mais crime ainda. Ajudaria a diminuir esse comércio ilegal. Meu vizinho pode ser louco e ter uma arma. Um dia posso discutir com ele e tomar um tiro. A sociedade é doente e o referendo apenas evidenciou isso. Espero ter escrito um monte de bobagem, espero estar muito errado, caso contrário... salve-se quem puder.
Bom quando fazem coro com a gente!
No velho oeste ele cresceu

Quer dizer que possuir armas é um dos mais nobres direitos do cidadão?
Quer dizer que possuir uma arma ajuda a promover a segurança pública?
Quer dizer que não possuir uma arma em casa a torna vulnerável?
Quer dizer que foi dada uma resposta ao governo pelo NÃO?
Aham!
Então me expliquem.
Por que ladrões roubam lugares "desprotegidos" como bancos e carros fortes?
Por que uma derrota num referendo decidido antes da posse do atual governo e apoiado por todos os presidenciáveis é uma resposta à corrupção?
Você que votou não, vai comprar uma arma? Você se sente preparado pra usar uma?
As pessoas em geral, na sua opinião, estão preparadas pra usar armas?
Vamos dar armas de fogo de presente nesse natal?
Meus dois centavos então.
A campanha foi mal focada pelo SIM e o NÃO fez a festa. Proibir o comércio não diminui o crime, tampouco o aumenta. Armas para o cidadão comum causam um mal sim, como este artigo bem demonstra, mas é uma demonstração de civilidade e progresso o entendimento social de que uma arma é uma ferramenta para uma profissão especializada: a de agente de segurança, seja um guarda ou um soldado. Você paciente, compra um estetoscópio pra usar? Você sabe usar? Você foi preparado pra usar?
Um policial ou um soldado é preparado e avaliado psicologicamente antes de pegar uma arma. Se não for capaz, dá-se baixa nele antes que bote as mãos em uma. Muito bom saber que a população quer esse direito também, mas sem o devido preparo. Ou seja, passionalmente, toma-se uma “atitude não-civilizada” que acaba sempre com duas vidas: a de quem recebeu e a de quem deu o tiro.
Não, mas claro, a arma de fogo é um instrumento de justiça social!
O atendimento nos hospitais públicos é precário?
Sem problema! Fogo neles!
Seu filho vai mal na escola?
Faça ele passar à bala!
Sua esposa(o) te irrita?
Volte aos velhos tempos! Faça com que dance... ao som de tiros nos pés!
Votou mal?
Marque um duelo com seu candidato ao por-do-sol!
Certo estava o Marechal Charles de Gaule...
“O Brasil não é um país sério!”
segunda-feira, outubro 24, 2005
Terræstranhæ na selva de pedra - parte II
Chegamos ao palco principal, ou poderíamos dizer, frigorífico principal, colocados sentados na mesa 19R. A vendedora disse que era uma das últimas das mesas de frente. De frente pro banheiro, isso sim! O movimento frenético ao nosso redor, no chão de compensado fez com que passasse boa parte da noite sob 4.5 graus na escala Richter.
No mais, o de sempre, gente pra ver, muito mais gente pra ser e querendo ser vista. De Deborah Falabella à Arthur Dapieve, passando por Paulinho Moska, naquela platéia hype (blergh!) o casal combalido de véspera se aventurou.
TelevisionPrimeira constatação: como Tom Verlaine tá acabado!
Bom, conheço pouquíssimo da banda, fui pra ser apresentado mesmo. Conheço duas músicas: “Marquee Moon” e “Call Mr Lee”, está última eu adoro e me fez ter uma boa expectativa guitarrística da banda.
E que banda! Tom e Richard Lloyd são excelentes guitarristas, da linha slow soloists. Em português claro, é como se Eric Clapton e Mark Knopfler tocassem na mesma banda, sendo que a dupla do Television é muito mais criativa!
A maior virtude da banda é também seu maior defeito, pois, por serem ambos geniais, os dois tem que solar a cada música. Pra quem gosta como eu, foi um delírio, mas pro público em geral foi apenas um show de abertura chato, com músicas intermináveis. A cabeça de my Dearest, virando com frequência para a entrada do banheiro confirmava minha suposição.
Elvis CostelloPresença de palco é tudo!
Contrastando com o ar Blasé de Tom Verlaine, um indefectível e carismático Elvis Costello entrou no palco, com um alinhado terno mangueirense. Pouco falou, pouco parou. E precisava?
Já no primeiro solo, sinalizou com as mãos e quem ainda tava sentado se pôs pra frente do palco. Impressionante esse homem! Segurou no vocal e na guitarra (e como toca!) mais de 2 horas de boa música desfilando praticamente todos os seus sucessos. Para ser um show perfeito, só faltou “Verônica”, parceria sua com Paul McCartney. Ao final, estava tão alinhado como no início, não me surpreenderia se sequer tivesse suado!
Saca aquele expressão: “uma aula de rock’n roll”? Então...

Dois dias, 7 shows, todos bons. Pra se ter uma classificação de impacto, lá vai meu ranking.
1. Elvis Costello
2. Arcade Fire
3. Wilco
4. Strokes
5. Kings of Leon
6. Television
7. Lado B Stereo (só pra constar, ok? É covardia comparar!)
Sendo que do 3 ao 6 dou empate técnico.
O que não gostei, pela ordem dos acontecimentos.
· Falta de refrigeração no armazém 5. Já fui em festa lá que se deu um jeito.
· Gente sem noção, que quer dançar sem espaço e com copo de cerveja na mão.
· Gente que vai só para aparecer.
· Aplaudir o anúncio da última música do Lado B Stereo.
· Mesas no show.
· Gente que não para quieta durante o show, dançando entre as mesas e indo demais ao banheiro ou circulando.
Muita reclamação. É... tô jurássico mesmo!
domingo, outubro 23, 2005
Terræstranhæ na selva de pedra
Por causa dos ingressos esgotados, eu e my Dearest nos metemos numa maratona de 5 shows em 2 locais diferentes. Transportados por mr L, detentor do 1.0 mais rápido da cidade, nos lançamos na empreitada.
Primeira parada: armazém 5, cais do porto.
Seriam os shows hypes, com a galera hype. Média de 20 anos, muito cigarro, pouca educação. Som abafado e calor insuportável. Logo na chegada, encontro A e seus amigos, lamentamos muito C estar doente (melhoras, menina!) e partimos pro show.

Kings of Leon
Foi a razão pra eu ter ido, porque não iria só pelos strokes. O KOL é pra mim a síntese do rock americano de hoje: blues, folk, country, numa atitude punk. O som não é retrô, é atemporal, regional, feitos por caras que você poderia encontrar por trás de um balcão do Burger King ou Best Buy, numa mecânica ou fazenda, que se encontram e fazem um som digno, sujo e bem executado. Gostei muito.

Strokes
Grande atração do festival e maior hype dos últimos anos. Nunca consegui ver neles tudo isso que se fala, mas ter ido ao show ajudou muito. Certamente o Strokes é atitude, mas também são bons músicos, porém entendi o apelo excessivo aos teens que estavam ali. É que há uma identificação entre a vida dos jovens bem abastados de Nova York e os da Zona Sul e Barra, a temática Strokes é o que vivem / gostariam de viver.
Não consegui deixar de me sentir num concurso de bandas de escola, com os meninos do Strokes arrebanhando uma massa histérica por sua popularidade, beleza e atitude.
Mas as pessoas amadurecem e eu gostei muito do material novo deles. Uma sensação me veio a mente: hard rock dos anos 70, e da melhor qualidade.
Interlúdio: encontramos Mr L e partimos pro MAM, um sanduíche de carne assada com provolone (do Belmonte) depois, entrávamos pra ver mais 3 shows.
Lado B stereo
Dupla de Terezina, que poderia definir como White Strypes tupiniquim. Experimentam com samba-rock, xote, thrash e outras cositas mas que serviram pra galera não se empolgar. Me estatelei com my Dearest no tablado, descansando da sauna 5.
O público do TIM lab era mais diverso, mais velho também. De Caetano à Michel Melamed, de Mariana Ximenes a Luís Thunderbird, muita gente pra ver, ser vista e apreciar boa música.
Foi aí que tudo mudou.

Arcade Fire
Não é um show, é uma performance, uma festa. Uma celebração de alegria e prazer pela música. Nove “nerds de conservatório”, como bem disse my Dearest, que se revezam por todos os instrumentos, pulando, dançando, batucando no palco, no retorno, em capacetes, sempre rindo, cantando. O estilo musical do AF ajuda, músicas sempre num crescendo, cadência rápida. No único momento calmo, cantaram “Aquarela do Brasil”, parte do setlist da maioria dos shows que fazem.
Foi muito legal ver a mudança da platéia. Inicialmente contidos e desconfiados, todos estavam dançando e rindo ao fim. Não foi um show, foi uma terapia de grupo.
A platéia em estado de graça e mais um show por vir: Wilco. O que você faria no lugar destes? Como ganhar a platéia já ganha?
Antes de responder estas perguntas, vale dizer que Wilco é uma banda difícil. Gosto deles, mas sei que somos poucos. Eu, por exemplo, tenho umas 10 músicas que gosto, e só.
Então, o que se faz?

Se toca alto, muito alto. O som só foi bom pra eles, então eles usaram isso a seu favor. Wilco é uma p... banda! Mas as suas (dês)construções musicais cansaram uma platéia combalida, lá pelas 3 da matina. Eu gostei muito, mas sei que sou minoria. Se tivessem tocado “I’m always in love”, teria ouvido todas as minhas prediletas.
Bom, daqui a pouco, me lanço pra mais uma desbravada na selva. Elvis Costello e Television me chamam. Mr L também.
quinta-feira, outubro 20, 2005
Hoje eu li...

O EX QUE LIGA SÁBADO
Aí você está linda e loura - ou morena, ou mulata - numa festa de arromba, em pleno sábado... e seu celular, no vibracall, faz sua bolsinha de mão parecer o Paquistão abalado pelo terremoto. Treme, treme, treme... derrubando as tacinhas de champanhe servidas na mesa pelo garçom. Você enxerga o abalo sísmico, sai da pista de dança correndo para lá, curiosa para ver quem ligou. Afinal de contas, é sábado, né? E você, embora felicíssima e evoluindo na pista... está solteira.
Seis chamadas perdidas, nossa! Todas do seu ex.
Aconteceu isso recentemente com uma amiga minha e, devo dizer, fiquei muito mais revoltada do que ela. Ex que liga para marcar presença é irritante sempre porque, se ele decidiu ser ex, é melhor que assuma logo este passado. Mas há algo nos homens que beira o instinto animal, né, meninos? Basta verem que a gente ganhou asas, que a gente está bem pra caramba e lá vêm vocês, fazendo xixi no antigo poste, para assegurar que aquele território ainda lhes pertence.
Ex que ressurge do mundo dos mortos, como um assustador Freddy Kruger, é muito irritante. Mas um Freddy Kruger sábado à noite é para ter medo de dormir - com o próprio - pelo resto da vida. Porque a ligação para a ex, no sábado à noite, só tem perdão se for pedido de perdão, pedido de arrego ou - a melhor das hipóteses - uma baita declaração de amor.
No caso da minha amiga não foi nada disso: o sujeito queria "conversar". E ele é reincidente, sempre quer "conversar" no sábado à noite, dia institucional dos solteiros-que-podem-virar-casados. Sim, sim, sim: o medo do cara, é claro, é que minha amiga, uma pessoa inteligente, bonita e bacana demais, deixe de ser solteira e, silenciosa para ele para sempre, vire mulher com um namorado - e depois marido, quem sabe - muito melhor do que ele foi. No sábado, as chances de isso acontecer - ou estar acontecendo, num gerúndio que apavora os homens mais do que o usado pelas atendentes de telemarketing - são maiores. Estamos de folga, no domingo acordamos tarde... e podemos acordar acompanhadas, certo?
Aí o cara vai lá e... liga para "conversar". Seria apenas engraçado, se muitas mulheres não caíssem nessa. Continua sendo engraçado, visto de longe. Mas também é trágico: de um lado porque, se ainda ama a ex, o cara que liga sábado não está sabendo, como é típico dos homens, assumir isso. A "conversa", na maior parte dos casos, vai manter tudo como está e só vai trazer mais sofrimento.
Encontrar o ex só vale a pena quando é reencontro: quando os dois lados são corajosos o suficiente para assumir que a vida fica mais completa se aquela outra pessoa estiver nela. Mas para isso é preciso coragem, porque houve um término -portanto é preciso, saber, também, que aquela pessoa tão necessária não é perfeita, pode ser bem diferente de você... e vocês dois vão ter que ter trabalho para aparar arestas. Ufa.
Outra possibilidade de encontro muito prazeroso com seu ex é quando ele já é ex há tanto tempo que já deixou de ser ex para ser seu amigo.
O outro lado trágico da história é que, quando responde ao ex que liga sábado, a moça acaba lembrando das vezes em que viveu um amor louco com o cara que liga sábado, esquece das vezes em que sua vida foi um terror... e acaba esquecendo, também, do cara lindo que estava dançando ao lado dela antes de a bolsa de mão trepidar como o terremoto que abalou o Paquistão. E que não era passado, mas podia ser promessa de um ótimo futuro.
O retorno àquelas seis ligações perdidas é uma aposta na incerteza. É como se perguntar se ainda há sobreviventes nos encombros do Paquistão cinco dias depois de os edifícios desabarem. Milagres acontecem, para quem acredita neles. Mas são raros...
Retirado de http://oglobo.globo.com/online/blogs/garota/
Deixando de lado o maniqueísmo da diferença entre homens e mulheres, cada vez mais batido, deve se registrar a existência DA ex, tão complicada quanto.
quarta-feira, outubro 19, 2005
Radio TED Summer songs II - ELE
O melhor lugar do mundo é aqui,
E agora
Aqui onde indefinido
Agora que é quase quando
Quando ser leve ou pesado
Deixa de fazer sentido
Aqui de onde o olho mira
Agora que ouvido escuta
O tempo que a voz não fala
Mas que o coração tributa
O melhor lugar do mundo é aqui,
E agora
Aqui onde a cor é clara
Agora que é tudo escuro
Viver em Guadalajara
Dentro de um figo maduro
Aqui longe em Nova Deli
Agora sete, oito ou nove
Sentir é questão de pele
Amor é tudo que move
O melhor lugar do mundo é aqui,
E agora
Aqui perto passa um rio
Agora eu vi um lagarto
Morrer deve ser tão frio
Quanto na hora do parto
Aqui fora de perigo
Agora dentro de instantes
Depois de tudo que eu digo
Muito embora muito antes
O melhor lugar do mundo é aqui,
E agora
Radio TED Summer songs I - ELA
Ela me encontrou
Eu tava por aí
Num estado emocional tão ruim
Me sentindo muito mal
Perdido, sozinho
Errando de bar em bar
Procurando não achar
Ela demonstrou tanto prazer
De estar em minha companhia
Eu experimentei uma sensação
Que até então não conhecia
De se querer bem
De se querer quem se tem
E ela me faz tão bem
Ela me faz tão bem
Que eu também quero
Fazer isso por ela
Som na caixa, seu mané
As coisas não precisam de você
Quem disse que eu tinha que precisar
As luzes brilham no Vidigal
E não precisam de você
Os dois irmãos também não ..... precisam
O hotel Marina quando acende
Não é por nós dois
Nem lembra o nosso amor
Os inocentes do Leblon
Esses nem sabem de você (Não sabem de você, nem vão querer saber)
E o farol da ilha só gira agora (E o farol da ilha procura agora)
Por outros olhos e armadilhas
Outros olhos e armadilhas
Eu disse! Outros olhos (e armadilhas)....
As coisas não precisam de você
Hoje eu li...
domingo, outubro 16, 2005
Você pode não se dar conta, mas é 100% verdade.
1. Há pelo menos duas pessoas nesse mundo por quem você morreria.
2. Pelo menos 15 pessoas nesse mundo amam você de algum jeito.
3. A única razão pela qual alguém lhe odiaria é porque ela quer ser exatamente igual a você.
4. Um sorriso seu pode trazer alegria a qualquer um, mesmo se esse alguém não gostar de você.
5. Toda noite, ALGUÉM pensa em você antes de dormir.
6. Você é o mundo para alguém.
7. Você é especial e único.
8. Alguém que você nem sabe que existe ama você.
9. Quando você comete o pior erro que pode existir, você sempre aprende algo de bom.
10. Quando você pensa que o mundo virou as costas a você, olhe melhor.
11. Sempre se lembre dos elogios que recebe.
Obrigado E, pela mensagem e por ser a amiga linda que é.
sábado, outubro 15, 2005
Um milagre
Este exercício, o de crer contra os fatos e a realidade, é um dos mais difíceis da vida cristã e é interessante ver como a nossa timidez e racionalidade nos impedem de fazer a nossa parte no milagre: pedir.
Certamente espero esse milagre, porque creio num Deus imutável, que deu fecundidade à estéril e nova vida a quem tinha morrido. O que há em comum entre todos estes milagres que vemos escritos? Todos eles serviram para glorificar a Deus.
Esse tem que ser o nosso desejo: glorificar a Deus, mais do que queremos um milagre.
sexta-feira, outubro 14, 2005
Mark Twain
"Não há nada mais chato do que duas pessoas que continuam falando quando você está interrompendo."
"Primeiro apure os fatos. Depois, pode distorcê-los à vontade."
"A única maneira de conservar a saúde é comer o que não se quer, beber o que não se gosta e fazer aquilo que se preferiria não fazer."
"Há duas ocasiões na vida de um homem em que ele não deve especular; quando não tem dinheiro para isso e quando tem."
"Recolha um cão na rua, dê-lhe de comer e ele não lhe morderá: eis a diferença fundamental entre o cão e o homem."
"Um homem que não lê bons livros não leva vantagem alguma sobre o homem que não sabe lê-los."
"Coragem é resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo."
"Os rumores sobre a minha morte são exagerados."
"Tudo que você precisa nessa vida é ignorância e confiança, e então o sucesso é certo."
“O problema com muitos de nós é que sabemos demasiado sobre coisas que afinal não são bem assim.”
Hoje eu li...
quinta-feira, outubro 13, 2005
Onde nunca estive antes
sim, todos os dias estava lá.
Cativado por uma conversa surpreendente e original,
muitas vezes estive lá.
Feliz por ter uma companheira,
estive lá como em um balneário, de férias!
Emocionado por ter alguém que me ame,
estive lá vezes suficientes pra saber o quanto isto é belo.
Enfrentar problemas junto à companheira,
já percorri muito a trilha deste local insólito.
Desejar viver uma vida inteira junto a alguém,
é uma viagem árdua mas valeu a pena ao menos ter chegado lá.
Mas hoje eu estou em um lugar, um lugar que nunca estive antes.
Um lugar que lembra a todos estes, mas é de todos diferentes, particular.
É um lugar onde apenas dois chegam e ficam.
É o amar, sendo amado; é o desejo, desejado.
É o dia de hoje, pensando no sempre.
É onde te vi, mesmo rosto, de forma diferente.
É onde estamos e onde queremos ficar.
Dor
Não sei o que dizer, mas sinto claramente uma tristeza profunda no meu peito.
Palavras, mais uma vez, não significarão nada hoje.
D e R, hoje eu choro com vocês e chorarei quantas vezes forem necessárias.
Até que venhamos, um dia, a sorrir.
Não desistam, Ele não desistiu.
Reencontro
Aliás, este dia, o da pedra, foi um dia especial, de aniversário, e eu e my Dearest passamos um dia maravilhoso: fomos à praia que considero a mais linda que já fui na vida, vimos o por do sol mais cinematográfico que já presenciei e fechamos o dia com um jantar, literalmente, dos sonhos! Foi um dia como estes devem ser, como aqueles que marcam novas etapas, mais profundas e fundamentadas, do nosso relacionamento.
O reencontro com a realidade foi o esperado, nada mudou. Aqui no blog, as coisas evoluem como o esperado, como já visto antes, mas qual foi a minha surpresa em saber que os dias passados seriam uma capacitação pra ser suporte de uma dor que sequer vislumbrei: a da morte e dos sonhos interrompidos. Deus me dê forças pra noite que se aproxima!
sexta-feira, outubro 07, 2005
quarta-feira, outubro 05, 2005
Hoje eu li...
domingo, outubro 02, 2005
Alma

Não, ela não é minha alma gêmea.
Temos tanto em comum, mas somos tão diferentes!
Ela me diz que sou muito do que ela pediu a Deus.
E ela é tão diferente do que eu achava que era o ideal pra mim!
Mas quando nos olhamos, pra valer, lá no fundo da alma.
Vemos algo de bom um no outro, algo admirável.
Vemos a busca pelo novo, admirando o que já existe.
Vemos a quebra dos paradigmas, firmados nas verdades absolutas.
Vemos a busca da santidade, sabendo que somos apenas pessoas.
Ela é minha irmã
Ela é minha amiga
Ela é minha irmã de dores (e não é a que você causa, vigilante)
Ela é meu amor
Pra vocês, ela é apenas D
Pra mim, my Dearest
Que eu amo tanto!
Menos que a Cristo, mas mais do que tudo.
Chega outubro e com ele a esperança
Nesse momento em que não devo falar, é melhor que Ele fale, através deste texto que tanto marca a minha vida.
Lamentações de Jeremias 3
1 Eu sou o homem que viu a aflição pela vara do furor de Deus.
2 Ele me levou e me fez andar em trevas e não na luz.
3 Deveras ele volveu contra mim a mão, de contínuo, todo o dia.
4 Fez envelhecer a minha carne e a minha pele, despedaçou os meus ossos.
5 Edificou contra mim e me cercou de veneno e de dor.
6 Fez-me habitar em lugares tenebrosos, como os que estão mortos para sempre.
7 Cercou-me de um muro, e já não posso sair; agravou-me com grilhões de bronze.
8 Ainda quando clamo e grito, ele não admite a minha oração.
9 Fechou os meus caminhos com pedras lavradas, fez tortuosas as minhas veredas.
10 Fez-se-me como urso à espreita, um leão de emboscada.
11 Desviou os meus caminhos e me fez em pedaços; deixou-me assolado.
12 Entesou o seu arco e me pôs como alvo à flecha.
13 Fez que me entrassem no coração as flechas da sua aljava.
14 Fui feito objeto de escárnio para todo o meu povo e a sua canção, todo o dia.
15 Fartou-me de amarguras, saciou-me de absinto.
16 Fez-me quebrar com pedrinhas de areia os meus dentes, cobriu-me de cinza.
17 Afastou a paz de minha alma; esqueci-me do bem.
18 Então, disse eu: já pereceu a minha glória, como também a minha esperança no SENHOR.
19 Lembra-te da minha aflição e do meu pranto, do absinto e do veneno.
20 Minha alma, continuamente, os recorda e se abate dentro de mim.
21 Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.
22 As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;
23 renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.
24 A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele.
25 Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca.
26 Bom é aguardar a salvação do SENHOR, e isso, em silêncio.
27 Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade.
28 Assente-se solitário e fique em silêncio; porquanto esse jugo Deus pôs sobre ele;
29 ponha a boca no pó; talvez ainda haja esperança.
30 Dê a face ao que o fere; farte-se de afronta.
31 O Senhor não rejeitará para sempre;
32 pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias;
33 porque não aflige, nem entristece de bom grado os filhos dos homens.
34 Pisar debaixo dos pés a todos os presos da terra,
35 perverter o direito do homem perante o Altíssimo,
36 subverter ao homem no seu pleito, não o veria o Senhor?
37 Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande?
38 Acaso, não procede do Altíssimo tanto o mal como o bem?
39 Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados.
40 Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o SENHOR.
41 Levantemos o coração, juntamente com as mãos, para Deus nos céus, dizendo:
42 Nós prevaricamos e fomos rebeldes, e tu não nos perdoaste.
43 Cobriste-nos de ira e nos perseguiste; e sem piedade nos mataste.
44 De nuvens te encobriste para que não passe a nossa oração.
45 Como cisco e refugo nos puseste no meio dos povos.
46 Todos os nossos inimigos abriram contra nós a boca.
47 Sobre nós vieram o temor e a cova, a assolação e a ruína.
48 Dos meus olhos se derramam torrentes de águas, por causa da destruição da filha do meu povo.
49 Os meus olhos choram, não cessam, e não há descanso,
50 até que o SENHOR atenda e veja lá do céu.
51 Os meus olhos entristecem a minha alma, por causa de todas as filhas da minha cidade.
52 Caçaram-me, como se eu fosse ave, os que sem motivo são meus inimigos.
53 Para me destruírem, lançaram-me na cova e atiraram pedras sobre mim.
54 Águas correram sobre a minha cabeça; então, disse: estou perdido!
55 Da mais profunda cova, SENHOR, invoquei o teu nome.
56 Ouviste a minha voz; não escondas o ouvido aos meus lamentos, ao meu clamor.
57 De mim te aproximaste no dia em que te invoquei; disseste: Não temas.
58 Pleiteaste, Senhor, a causa da minha alma, remiste a minha vida.
59 Viste, SENHOR, a injustiça que me fizeram; julga a minha causa.
60 Viste a sua vingança toda, todos os seus pensamentos contra mim.
61 Ouviste as suas afrontas, SENHOR, todos os seus pensamentos contra mim;
62 as acusações dos meus adversários e o seu murmurar contra mim, o dia todo.
63 Observa-os quando se assentam e quando se levantam; eu sou objeto da sua canção.
64 Tu lhes darás a paga, SENHOR, segundo a obra das suas mãos.
65 Tu lhes darás cegueira de coração, a tua maldição imporás sobre eles.
66 Na tua ira, os perseguirás, e eles serão eliminados de debaixo dos céus do SENHOR.









