Porque faz tempo que não posto música aqui.
Porque gosto de pop sim.
Porque essa música não sai da minha cabeça.
E porque a letra tem tudo a ver.
Crazy - Gnarls Barkley
I remember when,
I remember, I remember when I lost my mind
There was something so pleasant about that place.
Even your emotions had an echo
In so much space
And when you're out there
Without care,
Yeah, I was out of touch
But it wasn't because I didn't know enough
I just knew too much
Does that make me crazy
Does that make me crazy
Does that make me crazy
Probably
And I hope that you are having the time of your life
But think twice, that's my only advice
Come on now, who do you, who do you, who do you, who do you think you are,
Ha ha ha bless your soul
You really think you're in control
Well, I think you're crazy
I think you're crazy
I think you're crazy
Just like me
My heroes had the heart to Lose their lives out on a limb
And all I remember is thinking, I want to be like them
Ever since I was little, ever since I was little it looked like fun
And it's no coincidence I've come
And I can die when I'm done
Maybe I'm crazy
Maybe you're crazy
Maybe we're crazy
Probably
Tradução no primeiro comentário.
Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!
sexta-feira, junho 30, 2006
quinta-feira, junho 22, 2006
Pensamentos dispersos em cadeia
Períodos raros como esse, em que tenho algum tempo e até assunto pra postar, estão cada vez mais raros. Curioso é que me tem faltado é vontade mesmo. Nem com a proximidade do primeiro aniversário do blog surge em mim alguma empolgação pra retomar essa empreitada com a força que tinha antes.
Mas isso não significa que o fim do blog está próximo, na verdade, como este não é um blog profissional e não recebo pra escrever, tenho que ter uma boa motivação pra escrever, pra vencer obstáculos como a rotina estafante ou o oposto (que é o caso), um desejo pelo mais puro ócio.
E talvez até pra tentar ir conceituando enquanto verbalizo, que escrevo. Dessa vez na mais clara curiosidade, tentando entender o que me bloqueia, se é sempre a mesma coisa (e se atinge a todos), ou coisas específicas, uma particularidade do momento.
...........................................................................................................
Momento este que vivo na expectativa de que algumas coisas transcorram para o seu fim: pendências, empecilhos, obstáculos a serem superados. Até por serem prioritários, fica difícil pensar em outras coisas que vão ocupando cada vez mais espaço em sua mente, quando teu senso de prioridades te aponta pra coisas tão específicas, infelizmente tão lentas pra serem resolvidas.
Assim vou levando, esperando que tal fase passe, buscando clareza de mente, buscando isenção pra não tomar posições e decisões que venho desejando pelo calor, indignação, pressão ou desconforto. Acho que já foi o tempo que pensava mais em atitudes do que em conseqüências.
...........................................................................................................
O chato é que numa situação dessas, você consegue parar de pensar, pensar nas coisas como deveriam ser, sobre seu passado e seu futuro (nunca no seu presente), nas coisas idealizadas, romanceadas, sem defeitos e, quando estas deveriam te inspirar, em contraste com a dura realidade, só te dão nostalgia, dor e uma vontade enorme.
De não fazer rigorosamente nada.
Mas isso não significa que o fim do blog está próximo, na verdade, como este não é um blog profissional e não recebo pra escrever, tenho que ter uma boa motivação pra escrever, pra vencer obstáculos como a rotina estafante ou o oposto (que é o caso), um desejo pelo mais puro ócio.
E talvez até pra tentar ir conceituando enquanto verbalizo, que escrevo. Dessa vez na mais clara curiosidade, tentando entender o que me bloqueia, se é sempre a mesma coisa (e se atinge a todos), ou coisas específicas, uma particularidade do momento.
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Momento este que vivo na expectativa de que algumas coisas transcorram para o seu fim: pendências, empecilhos, obstáculos a serem superados. Até por serem prioritários, fica difícil pensar em outras coisas que vão ocupando cada vez mais espaço em sua mente, quando teu senso de prioridades te aponta pra coisas tão específicas, infelizmente tão lentas pra serem resolvidas.
Assim vou levando, esperando que tal fase passe, buscando clareza de mente, buscando isenção pra não tomar posições e decisões que venho desejando pelo calor, indignação, pressão ou desconforto. Acho que já foi o tempo que pensava mais em atitudes do que em conseqüências.
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O chato é que numa situação dessas, você consegue parar de pensar, pensar nas coisas como deveriam ser, sobre seu passado e seu futuro (nunca no seu presente), nas coisas idealizadas, romanceadas, sem defeitos e, quando estas deveriam te inspirar, em contraste com a dura realidade, só te dão nostalgia, dor e uma vontade enorme.
De não fazer rigorosamente nada.
terça-feira, junho 20, 2006
domingo, junho 11, 2006
Som na caixa, seu mané!
Porque depois de um dia duro, ouvir esta música no carro acaba com qualquer mau-humor.
Piruetas - Chico Buarque (e os Trapalhões, pra ficar nota dez!)
Uma pirueta
Duas piruetas
Bravo, bravo
Superpiruetas
Ultrapiruetas
Bravo, bravo
Salta sobre
A arquibancada
E tomba de nariz
Que a moçada
Vai pedir bis
Que a moçada
Vai pedir bis
Quatro cambalhotas
Cinco cambalhotas
Bravo, bravo
Arquicambalhotas
Hipercambalhotas
Bravo, bravo
Rompe a lona
Beija as nuvens
Tomba de nariz
Que os jovens
Vão pedir bis
Que os jovens
Vão pedir bis
No intervalo
Tem cheirim de macarrão
E a barriga ronca
Mais do que um trovão
Quero um prato
Cê tá louco
Quero um pouco
Cê tá chato
Só um pedaço
Cê tá gordo
Eu te mordo
Seu palhaço
Olha o público
Cansado de esperar
O espetáculo não
Pode parar
Vinte piruetas
Trinta piruetas
Bravo, bravo
Polipiruetas
Maxipiruetas
Bravo, bravo
Sobe ao céu
Fura a calota
E tomba de bumbum
Que a patota
Grita mais um
Que a patota
Grita mais um
Dez mil cambalhotas
Cem mil cambalhotas
Bravo, bravo
Maxicambalhotas
Extracambalhotas
Bravo, bravo
Salta além
Da extratosfera
E cai onde cair
Que a galera
Morre de rir
Que a galera
Morre de rir
Ai, minhas costelas
Já tô vendo estrelas
Bravo, bravo
Ai, minha cachola
Não tô bom da bola
Bravo, bravo
Lona... nuvens
Tomba no hospital
Uma pirueta
Uma cabriola
Uma cambalhota
Não tô bom da bola
E o pessoal
Delira...
Maxipirulito...
Ultravioleta...
Bravo, bravo!
Piruetas - Chico Buarque (e os Trapalhões, pra ficar nota dez!)
Uma pirueta
Duas piruetas
Bravo, bravo
Superpiruetas
Ultrapiruetas
Bravo, bravo
Salta sobre
A arquibancada
E tomba de nariz
Que a moçada
Vai pedir bis
Que a moçada
Vai pedir bis
Quatro cambalhotas
Cinco cambalhotas
Bravo, bravo
Arquicambalhotas
Hipercambalhotas
Bravo, bravo
Rompe a lona
Beija as nuvens
Tomba de nariz
Que os jovens
Vão pedir bis
Que os jovens
Vão pedir bis
No intervalo
Tem cheirim de macarrão
E a barriga ronca
Mais do que um trovão
Quero um prato
Cê tá louco
Quero um pouco
Cê tá chato
Só um pedaço
Cê tá gordo
Eu te mordo
Seu palhaço
Olha o público
Cansado de esperar
O espetáculo não
Pode parar
Vinte piruetas
Trinta piruetas
Bravo, bravo
Polipiruetas
Maxipiruetas
Bravo, bravo
Sobe ao céu
Fura a calota
E tomba de bumbum
Que a patota
Grita mais um
Que a patota
Grita mais um
Dez mil cambalhotas
Cem mil cambalhotas
Bravo, bravo
Maxicambalhotas
Extracambalhotas
Bravo, bravo
Salta além
Da extratosfera
E cai onde cair
Que a galera
Morre de rir
Que a galera
Morre de rir
Ai, minhas costelas
Já tô vendo estrelas
Bravo, bravo
Ai, minha cachola
Não tô bom da bola
Bravo, bravo
Lona... nuvens
Tomba no hospital
Uma pirueta
Uma cabriola
Uma cambalhota
Não tô bom da bola
E o pessoal
Delira...
Maxipirulito...
Ultravioleta...
Bravo, bravo!
quarta-feira, junho 07, 2006

Foi quando se deu conta do quanto estava mal. Mesmo sob longo jejum, a idéia de comer lhe dava ânsias, além da certeza de que qualquer coisa na sua boca seria igualmente insossa.
Ali, na ponta daquela mesa, a mesma que compartilhara o riso das crianças e as confidências dos adultos, era agora longuíssima e solitária. As pessoas à sua volta, antes a viver o charme que apenas uma vida cotidiana pode ter, a olhar para baixo, como a procurar algum consolo como algo de valor naquele chão. As paredes de cores claras a refletir insistentes penumbras, que duravam dias e dias.
Um luto presente na casa onde ninguém morreu, uma tristeza cortante mesmo com tanta vitória lá fora. Tudo aparentemente tão normal, mas tão sem brilho e prazer.
Recolocou o garfo na mesa, empurrou o prato para longe de si e decidiu voltar. Voltar pro mesmo quarto escuro, pra mesma cama desarrumada, pra mesma cabeça estrategicamente vazia, pro mesmo corpo convenientemente cansado.
Foi quando se deu conta do quanto estava mal.
segunda-feira, junho 05, 2006
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