Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!

quinta-feira, março 30, 2006

quarta-feira, março 29, 2006

Radio TED - retorno






Imagine a cena: um dia de fortes emoções, muito chão, força e cansaço. Já tarde da noite, numa estrada reta. Ele olha pra ela e a vê linda como sempre, embora cansada como nunca.

É quando toca uma música. Uma música que lembra um dia de fortes emoções, muito chão, força e cansaço. Já tarde da noite, numa estrada reta.

De repente a vida perde o contorno de realidade e se torna, nostalgicamente, um filme, já visto ou não, que pouco importa. É o poder da música. O que ela dizia? Só agora eu sei, mas precisava saber? É esta aqui abaixo.

Thinking About You - Radiohead

Been thinking about you
Your records are here
Your eyes are on my wall
Your teeth are over there
But I'm still no one
And you're my star
What do you care?

Been thinking about you
And there's no rest
Should I still love you
Still see you in bed
But I'm playing with myself
What do you care?
When the other men are far far better

All the things you've got
All the things you need
Who bought you cigarettes
Who bribed the company to come and see you honey?

I've been thinking about you
So how can you sleep
These people aren't your friends
They're paid to kiss your feet
They don't know what I know
And why should you care
When I'm not there

Been thinking about you
And there's no rest
Should I still love you
Still see you in bed
But I'm playing with myself
What do you care?
When I'm not there.

All the things you've got
She'll never need
All the things you've got
I've bled and I'd bleed to please you

Been thinking about you..

Mais tarde uma tradução livre nos comentários.

Impotência

Não existe nada mais frustrante do que a impossibilidade de agir contra as forças que surgem mais fortes do que a nossa capacidade.

Sejam as surpresas (boas ou más), doenças, traições, mortes... a grande lista de fatos da vida que nos fazem sentir impotentes para reagir, para resolver e lutar contra até.

Chato é quando você fica impotente diante da prepotência do outro, do abuso de poder exercido por quem não tem maturidade emocional pra ter poder decisório nas mãos.

E qual o resultado?

Três anos de capacitação e diferenciação de profissionais jogados fora.
Interrupção de um trabalho de ponta, desenvolvendo pesquisa junto com a prestação de serviço.

Porque pessoas olharam pra estatísticas, não gostaram, não tiveram a “brilhante idéia” de conversar com quem estava dentro, rotularam, pré – julgaram e agora... vão começar tudo de novo.

Três anos jogados fora.

O quê? Pensava que era outro assunto? HAHAHHAHAHAHA

terça-feira, março 28, 2006

“Deus é tão bom que me assusta”

E eu me peguei me falando essa frase, aos prantos e sem pensar, em pleno enterro, para P, uma dos vários amigos que, graças a Deus estavam lá. Pra situar, isto se refere ao post abaixo.

Mas como bom, se era uma história com doença, dor, separação e, no fim, morte?

Por duas coisas.

Primeiro, porque era o clímax da história de duas vidas com um sentido claro pra vida, coisa que faz muita gente boa se questionar e gastar horas a fio em psicanálise, igrejas, botecos e tal. Quando você sabe exatamente porque você vive e como fazer pra responder estes porquês, a vida fica assim, feliz e boa, porque finalmente faz sentido.

Segundo. Bom, antes do segundo, um parêntese.

É claro que os que vêm aqui, os que me conhecem, sabem da minha fé. Sabem que eu creio que apenas Jesus, ninguém mais, é capaz de dar o céu à alguém. Não creio em merecimento, não creio em justiça divina. Pelo contrário, creio na soberania de um Deus cheio de graça, misericórdia e amor, que veio a este mundo na forma de um homem que, Ele sim, poderia pagar os meus pecados. Jesus.

Nunca usei este espaço pra pregar a minha fé. Se a minha vida aqui exposta não é capaz disso, melhor não falar nada. Fé não se conclui, se experimenta, é um passo, nada racional às vezes, mas fundamental, quando posta na Pessoa certa, para trazer a certeza de uma vida eterna na presença de Deus.

E é esta, sim, esta, a segunda coisa. Porque a história não acabou, ela continuará lá perto de Deus, ela terá seus dias, anos e séculos, numa intensidade e integralidade que o tempo não irá importar, pois assim é a eternidade.

E daí eu leio isso...

“Outra coisa...
Se o C ficasse vivo, íamos sempre ter algo além do amor que iria nos prender. Ele por agradecimento por eu ter ficado ao lado dele durante o tempo da doença, e eu porque passei por tudo isso e depois que ele se curasse, não o largaria.
Isso sempre me preocupou enquanto ele era vivo.
É uma parada muito delicada. se formos pensar, entrei no namoro sabendo da doença e logo ja começamos a luta. Quando ele me disse que tinha cancer pelo msn, eu nem o conhecia, e naquele momento eu senti algo diferente (Espirito Santo) mandando eu falar de Deus para aquele menino que eu nem sabia que ja conhecia a Jesus.
E no fim, quem estaria sendo salva era eu mesma.
Você não tem noção de como a morte dele tem sido aceita por mim. Eu penso nele morto, e me vem uma paz em saber que ele está bem, ao lado de Deus, e que eu fiquei aqui bem também, com os cuidados do mesmo Deus.”

Dá pra entender por que Deus é tão bom que assusta?

Não? Muitas vezes nem eu entendo, apenas O louvo.

segunda-feira, março 27, 2006

Sobre porque eu acredito em anjos

Ele?
Ele na teve medo de viver
Mesmo sabendo que a vida é dura
E não nos poupa de ferir

Ele?
Ele não teve medo de sorrir
Mesmo não tendo motivos,
Desafiou a dor com a alegria

Ele?
Ele não teve medo de amar
Nem que fosse por um segundo,
Pois era seu direito

Ela?
Ela não teve medo de mudar
Mesmo estando confortável,
Sabia que precisava crescer

Ela?
Ela não teve medo reparar
Cada erro que cometeu,
Sabia que precisava ser reta

Ela?
Ela não teve medo da morte,
Pois soube cada dia que viria
E hoje, quando se olha, ela o vê

E eu?
Eu não tenho medo de dizer
Que foi lindo enquanto durou
E o reencontro é breve, nos céus

Para C, o amigo que eu iria ter e FG, a amiga que eu voltei a ter, que teve ao seu lado, por um ano, uma pessoa tão amada por Deus, que Ele resolveu chamá-lo depressa. Isso é honra para poucos!

sexta-feira, março 24, 2006

Lucky shot!


Piraí - RJ
Clique na foto para vê-la maior, essa vale a pena!

quinta-feira, março 23, 2006

Eu sei o que vocês estão fazendo no outono presente.

Não! Não! Não!

Não quero crer que o abuso e o descaramento chegaram a este ponto!
Não quero crer que sejam tão burros, ou que achem que eu seja tão burro!
Não quero crer que não acham que eu já não saiba exatamente quando a nova tática passou a ser usada.
Não quero crer que vocês acham que eu não sei que a mesma coisa aconteceu a pessoas próximas de mim.

Vem cá!

Não tá tudo muito bom?
Não tá tudo dando certo?
Não tem tanto amor no ar daí?

Então por que isso?

Não conseguem nada, só se queimam e fazem papel de ridículos.
Não há mais nada pra vocês aqui.

No mais, uma última palavra:

FORA!

quarta-feira, março 22, 2006

Som na caixa, seu mané!

Outono no Rio - Ed Motta

Composição: Ed Motta e Ronaldo Bastos

Me dê a mão
Vai amanhecer
Juntos pela madrugada
Luz, contra-luz
Sobre os Dois Irmãos
Pra mim

Há um lugar para ser feliz
Além de abril em Paris
Outono, outono no Rio

No seu olhar
Já se fez manhã
Vamos logo a Guanabara
Vai se fechar
Vou levar você
Pra mim

Há um lugar para ser feliz
Além de abril em Paris
Outono, outono no Rio

Para celebrar a chegada da minha estação preferida.

quarta-feira, março 15, 2006

Candinha moderna

Uma nova versão do velho hábito de fuçar a vida alheia ganhou um nome atualizado para os que fazem essa fofoca moderna nas páginas de amigos, ex e atuais namorados no Orkut. Ficar rastreando o que o outro conversa e fiscalizar seu álbum de fotos é um ato de “psicopatizar”.

Tirado daqui.

segunda-feira, março 13, 2006

Sonho de consumo pra este exato momento.





Este "sistema de repouso" desenvolvido pela empresa israelense Animi Causa é feito de 120 bolas móveis bem macias, cobertas com tecido elástico. Elas mudam a forma do objeto, segundo seus criadores, conforme o "estado emocional" de seu corpo. Inspirada na estrutura das moléculas, o Feel Seating System pode ter um número quase infinito de posições - dobrado como uma cadeira, deitado como uma cama ou simplesmente cobrindo você. Que forma tomará quando a pessoa está irritada?

Tirado daqui.

Brokebacking

Na esteira da queda do favorito do Oscar e da polêmica do outdoor do beijo gay, a temática da discriminação tem vindo à tona em março.

O interessante é que tenho visto na mídia uma abordagem mais humana daqueles que são discriminados, mas que seria interessante ser estendida a quem discrimina também, porque, ao que parece, existe uma estranheza em se admitir que quem toma atitudes “extremas”, como uma relação homossexual ou, movido por um censo do que é correto/melhor, torna-se um genocida são, como eu e você, apenas humanos.

Acho até, que dadas as devidas oportunidades, todos teriam potencial para se tornarem discriminadores ativos e contumazes.

E o que te impede então? Ter sido alvo de discriminação e saber que isso dói pode ser a explicação.

Por motivos que vão da opção religiosa à falta de habilidade com a bola, sempre tive na minha vida momentos em que me senti à parte, excluído do grupo que freqüentava e, da prática da exclusão, vinha sempre o discurso diminuidor, discriminatório.

O que me lembra uma história.

No início da adolescência, quebrei meu pé no início das férias, fiquei 2 meses de molho e, ao voltar pra escola era atletismo na educação física. É claro que com uma perna da largura do braço (que nunca foi grandes coisas) eu não conseguia nem correr nem pular direito, afinal tava me recuperando do gesso.

Foi quando o gordinho da turma, e toda turma tem seu gordinho, começou a ir melhor do que eu na aula. Na cabeça dele, me ganhava (mas alguém tava competindo?) e, a partir daí, eu era o “alvo” dos comentários dele, que ninguém entendia.

Meses passando, musculatura voltando e o gordinho voltou a ser o último e fui eu lá, dar o troco nos comentários.

Todos iguais, não tinham idade nem vivência pra aprender a lição de como é ruim ser discriminado.

Em tempo, o que creio sobre o homossexualismo.

· Romanos 1:18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;
· Romanos 1:19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.
· Romanos 1:20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;
· Romanos 1:21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.
· Romanos 1:22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos
· Romanos 1:23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.

· Romanos 1:24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;
· Romanos 1:25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!
· Romanos 1:26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;
· Romanos 1:27 semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

Embora entenda que o homossexualismo é uma prática errada biblicamente e, portanto, pecado, não posso em maneira nenhuma não ter preocupação, cuidado, compaixão com quem a pratica. Odeie o pecado, mas ame o pecador. Um erro não é razão para outro, e nada é razão para se deixar de amar (como Cristo ama) a quem pode ser o mais urgente alvo de amor.

Afinal, como bem mostrado, todos são seres humanos, e precisam amar e ser amados, mesmo não sendo da forma certa ou agradável para nós.

domingo, março 05, 2006

Tanta coisa pra escrever... mas cadê o tempo?

Hoje eu li...

George Clooney e Teri Hatcher tiveram um caso

O ator George Clooney realmente teve um affair com Teri Hatcher, uma das protagonistas da série "Desperate Housewives".

Os atores (que se aproximaram depois que viraram vizinhos) vinham negando os rumores sobre qualquer relação afetiva, mas fotos divulgadas recentemente revelaram cenas de grande intimidade do casal durante um jantar em Los Angeles.

Apesar do flagrante, as assessorias de ambos desmentiram os boatos a respeito de um namoro mais sério. "Foi apenas diversão" disse Stan Rosenfield, representante de Clooney.

***Resumindo: o Super-Homem levou um chifre bonito do Batman. E o Robin também não pára de chorar.

quinta-feira, março 02, 2006

Nostalgia dos Sonhos


“Eu não sei dizer o que é isso, mas só sei que é uma coisa ruim”.

A frase, dita há mais de um mês atrás, fez parte de uma conversa difícil e doída, mas ao mesmo tempo forte e esperançosa.

E sim, eu sabia exatamente do que se tratava.

Realmente, é difícil dar nome ao sentimento que fica quando seus sonhos não se concretizam, à luta vontade X realidade, ao estado que se fica quando tanto esforço, pensamento, suspiros e transpiração deram rigorosamente em nada do que você desejava, ou melhor, sonhava.

Houve um tempo em que chamava este sentimento de “nostalgia do futuro”, porque essa realidade, não concretizada, tem em mim o mesmo peso das coisas boas do passado, como algo que você gostaria de revisitar / reviver mais uma vez, e outra vez, outra vez...

Acontece que este sentimento não está ligado com nada real, palpável e concreto, ou seja, sequer poderia ser chamado futuro. Uma “nostalgia do sonho” seria o mais próximo deste sentimento, embora os dois termos de maneira alguma possuam relação.

De qualquer forma, não importando o nome, eu vivi muito este sentimento. Nesse sentir, por muitas vezes eu pensei em conceitos que validassem o fato de que alguns sonhos simplesmente não se realizam.

O primeiro é o da soberania de Deus, muito complexo pra ser incluído dentro de outro assunto, mas, resumidamente, se eu creio num Deus que cuida de mim, tenho que confiar inquestionavelmente que todas as suas ações contribuem para o meu bem, mesmo aquelas que eu não entendo e até me façam sofrer num primeiro momento.

Pensei também na “beleza da realidade”, na beleza que também está presente na comédia de erros da nossa vida, das coisas tortas que se endireitam, nas vitórias nas lutas, em fatos inesperados e, portanto, não sonhados. É a beleza que é vista por trás das rugas, calos, quilos a mais, cabelos a menos, celulites e estrias.

O que me tem feito pensar em mais um conceito como tratamento contra a “nostalgia do sonho”: a saciedade. Até onde uma pessoa se satisfaz? Até onde a ambição não se torna uma potente aliada dos sonhos em promover tamanha nostalgia? Por que fica a impressão que quem tem sonhos menores é muito mais feliz?

Como se pode ver, não tenho um raciocínio fechado sobre esse ponto. Quem quiser ajudar / contribuir, os comentários estão aí pra isso.