Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!

quarta-feira, janeiro 31, 2007

O Esvaziamento da Palavra

Fala-se demais, muita gente falando, “muito barulho por nada”.


Muitos microfones e teclados. Muitas opiniões, análises, notícias e debates. Por outro lado, tanta informação vazia, inútil, pura perda de tempo, de memória (nossa e dos PCs) e de valor.


Sim a palavra tem perdido seu valor, pela sua banalização, pelos pretensos poetas, romancistas, sábios, repórteres, afinal hoje é fácil se rotular assim, pelo menos como hobby. Por aqueles que acham que são relevantes, descolados, cultos e/ou inteligentes demais para serem ignorados, que chamam a nossa atenção, que querem nossa opinião sobre “o material” ou “o texto” deles, que querem nosso suspiro de admiração para a demonstração gratuita de sabe lá o quê que eles acham que são. Neste apelo constante à interatividade, seja pela tela da TV, seja pela WWW, seja pela blogosfera. Uma caldeirada mental que de nutritivo quase nada tem, na verdade, é muito indigesta por sinal.


Mas a palavra tem perdido muito do seu valor pela sua falta de coerência, pela falta de respaldo prático para a sua existência e até a sua contradição gratuita por parte do autor. Quer fazer parte da história? Quer realmente dizer algo que importa? Então viva o que diz. Mas não viva apenas por um modismo, por admirar um estilo de vida. Viva porque o que diz importa primeiramente a você, porque acredita no que diz, porque as palavras ditas são o último reflexo de uma filosofia própria de vida, pelo menos na sua ótica, bem sucedida.


Quer ser um manancial de bons conselhos? Mostre com a sua vida que eles são eficazes. Quer discursar como um líder e despertar qualidade nos que estão à sua volta? Seja um exemplo. Quer mostrar o quão f... é você? Na boa, isso só se consegue a longo prazo e sob a avaliação de muitos.


Até chegar lá, atura-se muita gente falando, “muito barulho por nada”.


Muitos microfones e teclados. Muitas opiniões, análises, notícias e debates...


PS. – Antes que pareça uma hipocrisia eu escrever num blog meu uma crítica sobre a palavra, lembre-se que isso aqui é um diário. O fato de você poder ler isto aqui é um convite, é serventia da casa. No mais, leia o cabeçalho.


Sim estou mal-humorado, férias já!



Confuso entre o que poderiam ser lembranças ou novidades, voltara a sentir o estômago embrulhar, aquela mesma (e velha) sensação de incômodo, de sufoco, aquele estado que costumava dizer: “não há espaço para você”.

Sentiu-se como algo a ser posto pra fora, expulso sob pressão e pensou que qualquer outro local seria melhor do que aquele ali, com paredes invisíveis tão próximas a lhe apertar, certamente estava claustrofóbico.

Pensou em refugiar-se nas trevas, como sempre fazia. Incômodo por incômodo, preferia sempre os conhecidos, nunca os novos e imprevisíveis, sob a sua imprevisibilidade, que se valha ressaltar. Finalmente, decidiu-se por fugir, pegou suas coisas, poucas, optou por viajar leve, levado pela estrada, sem rumo, pressa e pressão.

Sua mente pôs os pés pra fora antes do corpo e viajou - intenção antes da ação - chegando a algum lugar, de certo ignorado, mas com atrações imperdíveis: sossego, espaço e paz.


Abriu a porta e partiu, sorridente.



Foto tirada por mim (em PB) - rodovia da fome, Teixeira de Freitas, BA.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Passeio (no mundo a)

(desde que)

Pôs os pés pra fora e encantou-se

Por um mundo de fora e seus fascínios

Apreciara a beleza e por ela encantara-se

De tal forma que ficara sufocada


Procurou na beleza um espelho

E no saber, poder

Aguçou o olhar, respirou fundo

E exclamou – “este é o meu lugar”


(tempos depois)

Vacilaram-lhe os pés e caiu

Observou o mundo a partir do chão

E a beleza se fora

Mas ver a realidade não trouxe razão


Não reparou nos calos e rugas

Ignorou a dor e a desilusão

Menosprezou o cansaço e a pobreza

Buscou forças pra se levantar


Voltou a ver a beleza

Essa beleza que lhe era fundamental

Mas não fundamento


Desejou viver dentre a beleza

Pois beleza lhe era importante

Mesmo sem ter tanta importância


Quer depender da beleza

Beleza que escraviza e subjuga

Mas é beleza que não põe mesa

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Sei que falam de mim...

Muito obrigado pelo carinho público demonstrado por mim. Se não fosse a preguiça... UAAAAAH! (se espreguiçando)... eu responderia.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

MPI - Música Popular Indiana

Vejam a profundidade das letras!!! E a coreografia?!!! Dígna de gênios!!!



Outras obras-primas abaixo.



Que tal uma música country?



Pra finalizar, uma releitura do rei do pop, Michael Jackson.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

sábado, janeiro 06, 2007

Com certeza...

Você tem uma imagem de uma vida ideal. Seria uma vida com um companheiro ideal, com crianças ideais, um animal de estimação opcional, numa casa confortável, onde não faz nem tanto calor, nem tanto frio, onde não chove tanto, nem se está muito seco.


Nessa vida ideal, talvez você não seja necessariamente rico ou famoso, talvez tenha condições de viver confortavelmente, viajar nas férias e sair com alguma freqüência. Uma vida tranqüila, normal, ideal.


M e S seriam o protótipo dessa família. M, conhecido meu há 15 anos, é uma pessoa das mais doces, inteligentes e ponderadas que conheço. Sumiu por um tempo para ressurgir acompanhado de S, sua esposa, formando aquele tipo de casal tão entrosado que tem gente que acha até que são irmãos. M e S sumiram por mais um tempo, até este natal, quando M pediu pra que eu fosse à sua casa.


Cheguei à sua casa nessa semana, na certeza de que o assunto seria sério e que a minha responsabilidade e cuidado com o que falaria seria fundamental.


Após ser recepcionado por M, vejo sua filha M, uma esperta e linda menina de quase 3 anos. M é daquelas crianças que não dispensa sentar na mesa pra jantar com seus pais e que é capaz de, quando posta pra dormir e bagunçar todo o seu quarto, na hora do flagra, juntar as mãozinhas e começar uma oração bem baixinho, com a sua voz de boneca. Sim, a pequena M é esperta o bastante pra enganar seus pais dessa forma. Seria essa uma característica de quem tem a Síndrome de Down?


Encontro S colocando o pequeno G (cerca de 5 meses) de idade no berço. G quer dormir, mas S insiste pra que mame, pois G precisa tomar sua mamadeira especial a cada duas horas e os horários devem ser respeitados com rigor. Por quê? Porque G possui um defeito metabólico em que não é capaz de absorver alguns aminoácidos da sua alimentação. Estes transformam-se em amônia que, em altas concentrações, é capaz de causar convulsões. G viveu a metade de sua curta em hospitais até que, só recentemente, fosse diagnosticado a que grupo de doenças sua patologia pertence. Um neném gordinho e corado que não aparenta já ser tão sofrido.


Sento pra conversar com M e S, que me contam sobre G. Talvez me antecipando ao que eles falariam, começo a perguntar.


- O que vocês acham que Deus quer com tudo isso que vocês têm passado? Vocês se revoltaram com Deus? Perguntaram o porquê dessas coisas?


S se apressou e respondeu.


- M nunca se revoltou, mas eu sim, eu questionei e até me revoltei com Deus, mas eu vi que era Ele que nos sustentava a cada dia de internação de G, quando éramos testemunhas das tentativas cirúrgicas de se achar uma artéria pra colher sangue, das convulsões que não cessavam nem com remédio. A gente conseguiu ver que se as coisas eram suportáveis, eram porque Deus estava ali, de forma silenciosa e discreta, a nos cuidar.


M continuou.


- Eu não vou negar que o que vivemos com a M nos deu alguma estrutura para o G. Quando M foi diagnosticada com Down, disse a S que nunca choraria pela minha filha além do que qualquer pai choraria por uma filha saudável. M não tem nenhum problema físico, apenas dificuldade com a fala, é esperta como qualquer criança da sua idade e eu sei que com o G o mesmo milagre irá acontecer.


- E no que vocês querem que eu ajude vocês? - Intrigado, perguntei.


- Queremos nos aproximar mais de Deus. – Disse M – Somos gratos por G estar em casa agora, vimos à mão de Deus nessa recuperação. Queremos nos aproximar de Deus não como quem paga uma promessa ou faz uma barganha com Ele. Queremos isso porque, por tudo que passamos, sabemos que é a coisa certa, é a nossa necessidade. Nunca negamos a nossa fé, mas agora queremos praticá-la.


O resto da visita constou de como esse desejo poderia ser realizado na prática, mas na verdade, me senti um privilegiado por testemunhar, no interior de um modesto apartamento, uma grande manifestação de fé.


Você poderia dizer que essa família não é ideal? Afinal, o que é o ideal, senão uma convenção baseada em normas. E como é bom quando as convenções são quebradas e aprendemos que existem diferentes formas de um ideal. Deus parece particularmente interessado nessas quebras.


M e S são pais cansados, com olheiras nos olhos e talvez pouquíssimo tempo até um para o outro, mas quando me despedia com uma oração do G e quando a pequena M nos fez brincar de roda ali na cozinha antes de ir embora eu vi toda a felicidade do mundo na forma de uma família. Uma família ideal.


- M, muito obrigado por esse convite, to saindo daqui abençoado por vocês!


- Que é isso, Te! Poxa! Então foi bom pra todos nós, devemos repetir mais vezes.


Com certeza, M, com certeza.


Abaixo, textos da bíblia que citei na visita a M e S.


Jó 2: 10 Mas ele lhe disse: Como fala qualquer doida, assim falas tu; receberemos de Deus o bem, e não receberemos o mal? Em tudo isso não pecou Jó com os seus lábios.


Jó 42: 5 Com os ouvidos eu ouvira falar de ti; mas agora te vêem os meus olhos.


Jeremias 29: 11 Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Desejos (num fôlego).

Embora este mundo seja tão grande, cada vez maior, que meus passos, por mais tortuosos que sejam, permaneçam nO caminho certo.


Com tanta necessidade batendo na minha porta, que eu seja capaz de ajudar, principalmente àqueles que esperam isto de mim. Pai, daí-me capacidade e força!


Nessa correria desenfreada do dia-a-dia, tanta comunicação e informação, que eu possa sentir, mesmo que seja a saudade que tanto julgo necessária. Que todo o resto espere e entenda.


Apesar da distância e do tamanho do desafio de quem eu amo, que, de uma forma que eu sequer saiba conceber (porque eu realmente não sei não ser redundante nessa situação), eu me faça presente e console a quem se sente só. Deus, age na minha impossibilidade!


Sendo apenas o terceiro dia do ano, que eu aprenda, nos outros 362 dias, a depender só do meu Deus pra viver e ser, porque sozinho não dá.

segunda-feira, janeiro 01, 2007


Você já teve a sensação de estar sendo observado?

© Ricardo Zerrenner / Rio de Janeiro, Brasil