Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!
segunda-feira, julho 31, 2006
Hoje eu li...
Apesar do dia cinzento, de chuva e frio, uma excelente notícia pra esse fim de julho.
segunda-feira, julho 24, 2006
Superman: o messias?
Esse post trata do filme Superman: o retorno, ainda em cartaz. Se você ainda não viu, vai aproveitar muito mais o post depois de vê-lo, porque eu vou estragar abaixo várias das surpresas do filme.A tarefa proposta ao diretor Bryan Singer não era das mais fáceis: continuar a saga do Superman no cinema, a partir dos filmes que realmente importaram e definiram o personagem pra telona – Superman, o filme e Superman II – dirigidos respectivamente por Richard Donner e Richard Lester.
Para a época, esses dois filmes apresentaram um salto enorme em torno dos efeitos especiais, quando se prometia que “acreditaríamos que um homem pode voar”. Afinal, todos conhecem o super, sabem da sua quase onipotência, um ser particamente sem defeitos a serviço da Terra. Mais do que tornar tal personagem interessante, mostrar por quais métodos ele consegue tais feitos era, na época, um tremendo desafio.
Mas você deve ter visto, no mínimo nas antigas sessões da tarde que Donner, bem acompanhado por Brando, Hackman e principalmente Reeves, foram bem sucedidos na empreitada. Na abordagem dos filmes, Superman nunca deixa, apesar de ser criado na Terra, de ser um alienígena. Apesar de amar e sentir sensações como a maioria de nós sente, sabia que o legado que seu pai kriptoniano lhe deixara era justamente de ser a força motriz para a proteção e o bom desenvolvimento da nossa raça, chegando, quem sabe, a reproduzir aqui o paraíso que era Kripton.
É também a partir deste conceito de ser um alienígena que “Superman, o retorno” trabalha, agora voltado ao fato deste se ser a menor das minorias, ser – ironicamente - um solitário, um marginalizado, característica esta que todos viveram nem que seja uma vez na vida. Gays (como o diretor), negros, muçulmanos, cristãos (dependendo da localização geográfica), gordinhos, feinhos, ou até os mais perfeitos, no caso, até o mais perfeito.
Singer parte da lembrança do pai de Kal-El, Jor-El: de que ele, o Superman seria diferente e, portanto solitário, mas que lembrasse sempre que sua vida é a continuidade daqueles que viveram antes dele. A frase: “o pai torna-se o filho, e o filho torna-se o pai” remonta claramente a afirmativa que, se existe alguém que lhe entende, é aquele que lhe criou, que lhe viu crescer, que sabe de onde vem e para onde provavelmente irá, pois de alguma forma está do seu lado.
Mas o que difere muito mais “Superman, o retorno”, de um típico filme de ação, é que roteiro e direção conseguem transmitir, além desse libelo sobre a solidão, uma forte imagem messiânica associada ao personagem.
Esta característica não é nova. Os criadores do Superman: Jerry Siegel e Joe Shuster, judeus, abertamente associam à imagem do herói ao messias hebraico, ainda por vir segundo a fé que praticavam. Um indivíduo maior que leis, governos e até da moral, em prol do bem maior, dos oprimidos. É um herói muito pouco misericordioso, mas extremamente justo.
Como na evolução bíblica do velho para o novo testamento, do Deus justo para o Deus misericordioso, do messias governante para o sacrificial, ou seja, cristão, a imagem messiânica ligada ao Superman também transformou-se com o tempo. O que me deixou curioso é a quantidade de relações com a figura de Jesus presentes no filme. Coincidência ou não, vamos a elas, sempre “linkando” com as passagens bíblicas correspondentes.
A própria frase: “o pai torna-se o filho, e o filho torna-se o pai”, ganha um sentido messiânico no contexto da trindade divina (Deus Pai, o filho e o Espírito Santo são um) e da intensidade da comunhão que existia entre Jesus e Deus.
A batalha final com Luthor possui várias semelhanças com a via crucis.
O local da batalha é a ilha formada pelos cristais de Kripton, onde estava a presença de seu pai. O martírio de Jesus se dá em Jerusalém, local do templo judaico, onde residia a presença de Deus, seu Pai. Quando Jesus vai a Jerusalém na sua última e fatídica viagem, não faz nenhuma demonstração pública de seu poder, pelo contrário, passa por um momento de grande angústia no Jardim do Getsemani. Ao chegar a ilha, Superman se sente debilitado, o que proporciona seu espancamento, parte comum do martírio dos dois.
Ao final do espancamento, Luthor desfere seu golpe de misericórdia: crava um pedaço de kriptonita no Superman. O detalhe é o local onde ela é cravada, no lado do corpo, como se tem o cuidado de ser relatado até pelos médicos mais tarde no filme.
Superman é jogado no mar, o que remete à figura do batismo, que na cultura da época de Jesus era realmente um mergulho nas águas e não a sua aspersão como, por exemplo, a igreja católica o pratica. Batismo simplesmente significa mergulho em grego. A figura do batismo tem seu significado: quando mergulha-se, morre-se para o mundo, quando emerge-se, nasce para Deus. O detalhe é que Superman não emerge por conta própria, ele é retirado por Lois Lane, ou seja, seus feitos a partir dali estão ligados à sua “morte”.
Com o pouco de força que lhe resta, Superman se dirige ao sol (figura divina de muitas religiões), sua fonte de energia. É hora de um último sacrifício: remover toda a ilha, formada pelos cristais de Kripton, do nosso mundo, como se crê que, somente em sua morte, Jesus trouxe o perdão para todos os pecados, tomando-os sobre si como uma punição imerecida. Ao fim da tarefa, ele jaz na estratosfera, na "coincidente" posição da cruz.

Sendo inteligentes para não chegar ao ponto de serem chamados de hereges por parte dos fanáticos com tantas coincidências, os roteiristas fazem com que Superman se recobre do coma em dois dias (o médico faz questão de dizer a Lois que ele está ali há um dia), ao contrário de Jesus, que ressuscita três dias após a Sua morte. Mas mesmo ali há uma coincidência: seu quarto é guardado por guardas, mas é uma mulher (a enfermeira) que descobre que o quarto está vazio.
A maioria das coincidências é sutil, acredito que muitas nem são propositais e de forma alguma tiram o valor do filme, pelo contrário, aproximam o Superman da figura mais querida da história humana e mostra o forte lado sacrificial e, portanto, solitário do herói ou do messias.
Afinal, ser responsável, por um mundo todo que sequer lhe conhece realmente e para com o qual é impossível de fato conviver é, acima de tudo, um ato de amor. E é essa a “coincidência” mais preciosa entre a história do Superman, o retorno e a de Jesus: são duas histórias de amor – pela vida, pelo mundo, por mim e por você.
O Caminho da Fé

Certos posts te botam contra a parede para serem escritos.
Explico: no fim do ano passado presenciei uma situação que chegou a me inspirar a escrever o post que agora escrevo. Não o escrevi pela mais pura preguiça, pois para mim seria complexo colocar um tema tão abstrato como a fé em letras. Só que ontem eu soube da mesma situação que ocorrera no passado e me vi de novo impelido a escrever. Bom, hoje estou tentando.
Como você lida com seus problemas? Claro, claro, você busca solucioná-los. Mas, deixe-me fazer outra pergunta: que tipo de solução você procura? Sim, porque há problemas que apresentam várias soluções: práticas ou complexas, rápidas ou demoradas, cômodas ou trabalhosas...
Considere que você tenha um problema grave, não “de vida ou morte” grave, mas grave pra você, pois enquanto não o resolve, sabe que não dá pra descansar, pra ter paz, que sua vida não está completa ate então, muitas vezes isto te domina, passa a ser o seu assunto em voga, aquele que toma o tempo das conversas com os amigos, psicólogo, pai, mãe, cachorro...
Quando da primeira vez que quis escrever sobre a fé, no fim de 2005, o que me inspirara era justamente a história de duas pessoas que lidaram de forma diferente perante o mesmíssimo problema. Uma resolveu da forma mais prática possível e acabou descobrindo que a solução tornou-se um novo problema, talvez ainda maior. A outra, descartou a solução fácil, sofrendo por mais um tempo com os custos pessoais e até sociais de continuar tendo o problema. Preferiu continuar com este até que, pela fé, a solução ideal surgisse.
E ela surgiu, e hoje, a solução é apenas uma solução, mas que diferença ela faz! É fonte de alegria e paz.
Quando se quer falar de fé, teólogos, filósofos e analistas estendem-se a tentar conceituá-la. O cabedal de informações sobre a fé é extenso, justamente porque, ao que parece, quanto mais se a estuda, mais humanamente estranha ela parece.
A fé surge quando não há lógica presente, quando não existem sequer indícios, quanto menos provas de que algo pode acontecer. Para muitos a fé é sacrificial, quando na verdade é desafiadora. Em primeiro lugar, ela te desafia a acreditar, depois te desafia a preparar-se para a solução ou a bênção. O que põe por terra o conceito de que a fé é algo passivo, algo intrínseco, relegado à solidão dos quartos ou práticas religiosas. Se você tem fé que a solução ideal vem, deve já viver como uma pessoa capacitada para desfrutá-la, o que muitas vezes implicará em mudanças pessoais. Ou seja, a fé implica em aperfeiçoamento. Você pode até sofrer no exercício desta, mas já sai uma pessoa melhor durante este processo.
Jesus utilizou-se da parábola dos caminhos/portas estreito e largo como imagem desta dualidade da fé. O estreito é mais desgastante, sem dúvida, mas é aquele que é recompensador no final, apesar de no início ser o menos convidativo. Enquanto o largo, o mais fácil de ser percorrido, não tem em seu fim um destino dos mais agradáveis. Uma coerente alegoria do exercício da fé.
Mas sem sombra de dúvida, a fé é um canal. Mais importante que tê-la é saber onde depositá-la. Por muitas vezes depositamos a nossa fé em pessoas ou instituições que muitas vezes falham. São estas desilusões advindas de experiências como estas que nos impedem de aceitar os novos desafios da fé. Quando a solução definitiva seja mais do que talvez voltar a praticar a fé, seja direcioná-la corretamente.
Foto tirada por My Dearest
E mais: o que o faz feliz?
sábado, julho 22, 2006
Yo!
Acordou? Agora escuta
O sol e o céu são os mesmos
Mas o problema é novo
Saca só!
Você suspeitava
Todos afirmavam
Mas agora você ouviu
E aí?
Qué que ‘cê vai fazer
Quando tua represa ruiu?
Quando numa enchurrada
Teu riacho se tornou?
Peraí, rapá!
Vira pro lado não!
Acha que com o passar dos dias
Os problemas também passam?
Sai dessa, mané!
Quem disse que isso é ruim?
Tá com medo da correnteza?
Pega a senha e entra na fila
Vamos deixar de ser “muleke”?
Deus pagou tua passagem
Pra tu entrar de cabeça
E sair dessa um homem
No surf
No suíngue
No sweel
Na saúde
Na paz e no amor
Ah! O amor!
Peraí, rapá!
Vira pro lado não!
quinta-feira, julho 20, 2006
É que tem música tão obscura aqui, que não tem vídeo lá. Então algumas serão só a letra mesmo
Hoje eu li...
"Bloggers" só se interessam por si mesmos, afirma pesquisa da France Presse, em Nova York
Antes elogiados como os pioneiros do jornalismo cidadão, os "bloggers" (autores de blogs) são atualmente cronistas auto-referentes interessados em um único tema: eles mesmos, segundo uma pesquisa feita pelo centro de pesquisas americano Pew Research Center.
Embora os blogs mais conhecidos tratem de assuntos políticos, a maioria não foi criada com qualquer pretensão jornalística e têm como finalidade única partilhar informações pessoais com o público que se interesse por elas. Segundo a pesquisa, 37% dos bloggers consultados citaram "minha vida e minhas experiências" como o tópico principal de seu site. Os cientistas políticos e o governo ficaram em um distante segundo lugar, com 11%. E embora a maior parte do conteúdo dos blogs seja pessoal, a maioria dos consultados afirmaram que preferem publicá-los com pseudônimo, visto que o anonimato possibilita separar a vida "real" da vida "on-line", segundo a pesquisa. "Um blog que pode parecer divertido a um amigo pode ser causa de demissão para um empregador', disseram os autores do estudo. De qualquer forma, quase a metade dos 'bloggers' não tem idéia de quantas pessoas acessam suas páginas, enquanto 22% dos que controlam o tráfego de seu site afirmaram receber menos de dez visitas por dia. Os dados foram compilados por telefone sobre uma amostragem de 233 bloggers identificados, entre julho de 2005 e fevereiro de 2006.
Alguma novidade? Mas não é pra ser assim mesmo?
quarta-feira, julho 19, 2006
Som na caixa, seu mané!
Era um dia lindo de inverno, com o sol brilhando e o céu de um azul profundo. Corria uma brisa fresca, vinda da Lagoa. estava no retão da rua Jardim Botânico, na altura deste. Olhei pra minha esquerda com o rabo de olho e contemplei o muro de palmeiras imperiais. O sol por trás delas fazia um lindo mosáico de tons de cinza sobre o asfalto.
Foi quando começou a tocar esta música...
Morning Yearning Lyrics - Ben Harper
My fingers touch upon my lips
It’s a morning yearning
It’s a morning yearning
Pull the curtains shut try to keep it dark
But the sun is burning
The sun is burning
The world awakens on the run
And we’ll soon be earning
We’ll soon be earning
With hopes of better days to come
That’s a morning yearning
Just a morning yearning
Morning yearning…
Another day another chance to get it right
Must I still be learning?
Must I still be learning?
Baby crying kept us up all night
With her morning yearning
With her morning yearning
Morning yearning…
Like a summer rose I’m a victim of the fall
But am soon returning
Soon returning
You’re love’s the warmest place the sun ever shines
My morning yearning
My morning yearning
Morning yearning…
Tradução da letra nos comentários.
sexta-feira, julho 14, 2006
O meu amigo, o rei
Talvez por estar em dia com as novidades roqueiras, me vi baixando várias músicas brasileiras, MPB das antigas mesmo. Lá fui eu: Chico, Tim, mais algumas do Ben, Moska, Lenine, Baleiro... e penso: “Roberto Carlos”, por que não?
E quer saber? Me amarrei no que ouvi! Mas que fique claro, é o RC dos anos 60 e 70 que estou curtindo, aqueles clássicos da jovem guarda e período pós, quando foi coroado definitivamente como rei. Músicas que conhecia, mas nunca tinha parado pra ouvir de verdade, talvez movido pelo preconceito gerado por todas as outras expressões artísticas ou de mídia associadas à sua obra.
Então, seja nos back ups que ouço nos engarrafamentos da vida, ou como trilha sonora enquanto estou por perto do PC, comecei a entender porque RC foi um artista que tanto sucesso fez naquela época, quando ainda era genuíno e até, para os parâmetros da época e próprios, experimentalista.
Há um tempo atrás, ao falar de Los Hermanos, falei sobre como, calcado na obra dos 3 primeiros discos, o LH se tornou um porta voz de uma geração, como foi a Legião, por exemplo, ao retratar de forma cuidadosa e carinhosa situações que eu e você passamos. Pois pasme! Da mesma forma, RC em seu auge também tratava de vários aspectos da vida e com uma elegância e sutileza nas letras que rivalizam com o que os LH fazem hoje, apesar de tamanha diferença na qualidade instrumental, afinal, os tempos eram outros. Talvez exatamente por esse contraste entre o (quase) tosco e o elegante que tenha me fascinado.
Continue lendo...
Viajando no tema.
Onde foi que o rei errou?
domingo, julho 09, 2006
Em um ano tudo muda, mas não muda nada
Apesar de não seres estranha
Eras uma pessoa nova
Numa situação antiga
Um fugaz sabor de descoberta
Que me trouxe boas notícias do passado
Foste tu que abriste meus olhos
Para me fazer enxergar-me
Por trás do meu exterior marcado
Na minha alma as mesmas coisas boas
A partir dali, todas à tua disposição
Meu amor
Logo após, te vi partir
Mas ainda estavas ao meu lado
E bravamente, por quereres
De súbito, voltastes
Agora pra ficar
Colhi tuas lágrimas
Emoldurei teu sorriso
Mas muitas vezes
Fugi do teu olhar
Tu levaste para longe
Minhas lágrimas
Desafiaste-me a sorrir
E a olhar para ti
Que contas as cores dos meus olhos
Por este ano
Cheio de novidades
A melhor notícia
Foram as conquistas
As boas mudanças
E a nossa boa vida,
sempre tranqüila
quarta-feira, julho 05, 2006
segunda-feira, julho 03, 2006
Sugestão para presente

sábado, julho 01, 2006
Die Fraulein V
Aqueles que não te conhecem
Ao notarem teu porte altivo
E tua aristocrática educação,
Podem pensar que vives
Neste verão
Nos cafés da Baviera,
Nas insanas noites de Berlim
Vivendo na pompa
Sem preocupar-se com o futuro,
Sequer com os pobres mortais
Que vivem ao sul
Mas eu que te conheço
Sei muito bem
Que como esta pátria em que vives,
Tens tuas marcas bem presentes
E fantasmas a te assombrar
Poderias te assustar
Como a donzela que todos pensam,
Mas eis que é guerreira
E lutas todas as tuas lutas
Bem como as do presente
Lutas as do passado
Com a mesma tenacidade
Die fraulein V,
Para quem não consigo ter segredos
Sou dos poucos que sabe
Porque olhas para cima
E tens porte altivo
Sim, fraulein V,
Sei que já entras nas lutas
Com a vitória, com a honra
Porque és honesta, porque és correta
Sei que não tens orgulho,
Sei que só tens esperança,
Sei que te calas,
Mas com os olhos falas horrores
E nada se desapercebe
Pra finalizar, fraulein,
Saiba que aqui,
Cercado pelo mar e montanhas,
Sei da tua luta,
Já vi igual,
Já vi o mesmo Deus
E sei que vencerás
Para então
Passares o próximo verão
Nos cafés da Baviera,
Nas insanas noites de Berlim
Vivendo na pompa
A preocupar-se com o futuro
Dos pobres mortais
Que vivem ao sul
Despachecando
E a melhor seleção destas quartas de final da copa de 2006 foi mesma aquela, já consagrada, com jogadores experientes que souberam dominar o jogo com seu incessante toque de bola e movimentação. Comandados pelo seu craque, duas vezes eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA, o time não calçou salto alto, mesmo tendo entre seus titulares, jogadores base das principais equipes de futebol da Europa. Neste encontro entre os mais recentes campeões mundiais, ganhou quem se esqueceu do passado e se concentrou no presente.
Poderia ser uma avaliação do Brasil, mas infelizmente é a da França do jogo de hoje. Mais uma vez o Brasil cai perante Le Bleu.
Eu já vi o Brasil perder jogando bonito (1982), ganhar jogando feio (1994), mas junto com 1990, essa é a segunda copa que vejo nossa seleção perdendo e jogando o mais burocrático futebol.
Abaixo os erros da seleção, segundo minha humilde opinião.
- Empáfia e prepotência, achando que tínhamos um time pronto, com uma tática perfeitamente assimilada, com jogadores que, sem esforço, teriam um entrosamento que nos faria invencíveis.
- Uma maior preocupação com recordes e redenções pessoais, em detrimento da conquista coletiva.
- Uma teimosia em querer se mostrar sábio da parte do técnico, uma preocupação em se manter firme em suas convicções com um claro intuito de calar os críticos, imprensa e torcida.
- Incapacidade da comissão técnica em motivar jogadores que, futilmente, acham que não precisam de nada. Uma passividade que começa do banco e me convence que a conquista de 1994, mais do que mérito tático, foi fruto da ação de 3 jogadores que justamente não rezavam por essa cartilha: Dunga, Branco e o maldito Romário (este deve estar dando uma festa agora, e com razão).
E quem caiu e subiu no saldão da seleção brasileira nessa copa.
Ah sim! Dê sua opinião.





