Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!

terça-feira, setembro 26, 2006

Hoje eu li...

"A ciência é fundamentalmente agnóstica, porém esta não impõe o agnosticismo até mesmo aos que pesquisam."

Trecho de um brilhante editorial sobre ciência e religião, em inglês, que você lê na íntegra aqui.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Franz Ferdinand - Do you want to (live in Rio 14.09.2006)

Uma música inteira na perspectiva da platéia.

quinta-feira, setembro 21, 2006

Terræstranhæ na selva de pedra - tudo pegando fogo!

O post abaixo (editado) foi publicado na revista digital paradoxo.

A Segunda vez é muito melhor com Franz Ferdinand

“This fire is out of control
I’m going to burn this city
Burn this city” – Franz Ferdinand, This fire

Franz Ferdinand é uma banda escocesa (Alex Kapranos – vocal,guitarra e teclados; Nick Mccarthy – vocal, guitarra e teclados; Bob Hardy – baixo e Paul Thomson – bateria e guitarra) da geração 00 britânica. Uma resposta ao novo rock americano, capitaneado por Strokes e White Stripes. Seu som é um mix dançante de quase tudo que o rock britânico já produziu, se encontrando facilmente influências dos Beatles, do punk e do glam rock. Seus integrantes se preocuparam em associar à banda minimalismos e o que existe de mais descolado em termo de arte, imagem e tendências, começando pelo nome: um personagem histórico com uma bem sacada jogada fonética. Uma banda simples, mas moderna.

Em 2005 havia a enorme expectativa apresentada pelos fãs e mídia quanto ao seu segundo disco, afinal, o primeiro, homônimo (2004), tinha sido um sucesso estrondoso, capitaneado pelo sucesso “Take me out”. Pois bem, “You Could Have It So Much Better” superou as expectativas, trazendo mais uma série de hits que cabem tão bem numa setlist roqueira, quanto numa pista de dança.

O desafio da segunda vez voltou a assombrar o FF semana passada. Desta vez seria o desafio de superar o mítico show de fevereiro deste ano no Circo Voador (2000 lugares), Rio de Janeiro, voltando a mesma cidade para o segundo show em sete meses, no rastro do festival Motomix em SP. Algumas razões eram dadas para já justificar que o show, agora na vizinha Fundição Progresso (6000 lugares), não seria tão bom: local maior, a falta da gana que existiu na época de finalmente tocar para o seu público, após duas frias aberturas para o U2 e o público destes em São Paulo e o fato do FF estar voltando no fim da sua maratona de três anos de shows.

Mas, mais uma vez, a segunda vez se mostrou boa para o Franz Ferdinand.

O show do FF é marcado pela alegria. Antes do show é legal ver, já no palco, todos os integrantes se abraçando, como amigos a desejar carinhosamente boa sorte antes de algo que já deveria ser rotineiro. O minimalismo está presente no palco e nas roupas pautadas pelo uso do vermelho e preto, estrategicamente quebrado pelo simpático verde e amarelo dos tênis de Alex.

O primeiro acorde foi acompanhado por uma alegria festeira vinda do público carioca, uma vibração das mais positivas que vai até o fim e fica em você por várias horas. Mesmo a interrupção após a segunda música, “Come on home”, pro reforço da grade de frente pro palco com caixas foi curtida numa boa pelo público e bem aproveitada depois para aproximar os incansáveis Alex e Nick ainda mais do público. Aliás, estes são as estrelas do FF: alternam vocais, solos de guitarra e, principalmente posições no palco, fazendo com que Nick até escalasse a torre de iluminação com guitarra a tiracolo, enquanto Alex mantinha o pique guitarrístico.

O baixista Bob me fez lembrar o finado John Entwistle, do The Who, que ficava impassível enquanto a casa vinha abaixo, sem derramar uma gota de suor durante todo o show. Bob, despejando todo o peso de seu baixo, se limitava a andar calmamente da frente do palco para a bateria, num engraçado contraponto.

O batera Paul estava em estado de graça, afinal era o seu aniversário e estava no Rio. Parecia uma criança que recebera seu presente sob seis mil vozes a cantar “parabéns pra você”. Tocou guitarra, algumas vezes cantou com a sua voz bêbada: “Riooooooooooo!, Riooooooooo!”. Mas por todo o show tirava de seu set básico de bateria o som de umas três baterias juntas. Um dos pontos altos, já no final é na música “Outsiders” quando, como de costume, a bateria é tocada por várias pessoas. Desta vez, além de Paul, o quinto FF (que toca de tudo em várias músicas) e um roadie da banda tiveram essa incubência.

Era esperado que tocassem uma das possíveis músicas do terceiro álbum, possivelmente intitulada “Ghost in Rio”, mas foi a nova “Lindsay Wells” que apareceu, bem como a desconhecida “Can’t stop feeling”, presente em um single que precede o primeiro álbum. Foram os pontos menos empolgantes (mas nunca caídos) do show em alta velocidade do FF, que atingiu a máxima quando da execução das consagradas “Take me out”, “Do you want to”, “Michael” e o grand finale com “This fire”, citada na epígrafe.

Expectativa criada, promessa feita, promessa cumprida. Alex joga seus tênis da boa vizinhança e a galera volta pra casa feliz da vida. Fumegando, mas felizes.

Pílulas cariocas.
-As compras do FF: uma viola caipira e um vinil dos Stones (Alex), discos de Jorge Benjor, Tropicália, Mutantes, Caetano, Gil, Secos & Molhados, pandeiro e tamborim (Paul).
-Cerca de quatro músicas do novo álbum do FF começaram a ser gravadas no Brasil em fevereiro, com direito a naipe de metais made in Brasil.
-Quer saber a pizza pedida por Alex? A receita da pizza Kaprano é: espinafre, azeitona, salame e um ovo por cima. Vai encarar?

Pílulas paulistas.
-O show teve duas músicas a menos que o do Rio.
-Em “Outsiders”, várias pessoas tocaram bateria: integrantes do Art Brut, Radio 4, a cantora norueguesa Annie (todos participantes do Motomix) e o fã Altair Ferreira, que conseguiu o feito com um cartaz e muita disposição na frente do palco.
-A bateria foi destruída depois do show, o teclado arremessado em direção à platéia.
-Alex mais uma vez acabou o show sem os tênis... e sem camisa. O guitarrista Nick ficará mais alguns dias em SP a passeio.

terça-feira, setembro 19, 2006

Livin' comics


Quem anda comigo sabe o quanto isso é comum.

quarta-feira, setembro 13, 2006

Eu aderi

terça-feira, setembro 12, 2006

“Sejes Homi” - Um poema insone

E que cada palavra pese nos teus ombros,
Que cada olhar atravesse teu coração,
Que cada lembrança te tire o sono,
Que a realidade corrobore as tuas,
Mais terríveis dúvidas

Pois tua, somente tua
É a responsabilidade de teus atos
Quando arvorou-te um dia
Te considerares um homem

Do rancor dos que te chamaram frouxo
Do ódio que tens dos fracos
Buscou fazer a tua identidade
Num arremedo de imagem
De quem se diz: "homem forte"

Então vai lá, vá agora
Toma este mundo nas mãos
Coloca o mitológico peso nas costas
E tentas sorrir à patuléia

Vai, entendes então o porquê
Das noites sem sono
Do olhar carrancudo
Da face sempre tensa

Entendes que mais que dureza
É o teu medo ao entender que,
Por mais que tenhas vivido
Nada aprendeste sobre a vida

segunda-feira, setembro 11, 2006

Próximo e pessoal...

Como poucas vezes esse blog é, eu peço a você que vem por aqui que ore e torça por esse que lhe escreve. A partir desta semana estarei participando de certas situações que podem definir alguns dos rumos da minha vida.

Tudo correndo bem, os amigos saberão pelos meios convencionais de comunicação que existem. Nada de blog.

Tá dado o toque.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Pra quem tá curioso - Uma amostra do Tortoise



E mais: 30 minutos de um show dos caras, pra você sentir qual é.

quarta-feira, setembro 06, 2006

Um recado pra quem o pediu

(Pode parecer que você já leu essa história antes, mas ela é nova.)



Começou a olhar as nuvens por diversão, como a maioria olha. Enxergou formas simples, quase desenhos infantis.

Com o passar do tempo aguçou seu olhar e, das nuvens, cada ruga, floco e curva desembocava numa forma cada vez mais complexa e rica.

Passou a ver faces conhecidas, locais por onde passara e passaria, e mais: passou a entender que as nuvens contavam sua vida, seu passado e seu futuro.

Da ansiedade passou a necessitar ver as nuvens, não havia segurança pra se viver sem o sinal dos céus de cada dia. A cada dificuldade, a cada decisão, a cada passo, dirigia seu olhar para o céu e se via, bem ali, no meio das nuvens.

Foi quando ao se levantar certo dia, que olhou para o céu e viu nuvens tão negras que era impossível vislumbrar algo ali. Das poucas coisas que conseguia ver, eram a morte, a dor, a tragédia que via. Principalmente quando iluminada pelos relâmpagos que repetidamente caiam.

Encolheu-se debaixo dos lençóis e não ousou sair. Deu o fim por certo e esperou.

Acordou num outro dia e olhou o céu azul e totalmente limpo. Nada a ser dito pelos céus, apenas a vida continuava.

Afinal, o que dizem as nuvens? Uma mensagem simples: se vai chover ou não. Aqueles que as conhecem bem sabem, ao olhar as nuvens, como será o tempo de amanhã. Ao olhar as nuvens, sabe-se também por quanto tempo elas se porão abaixo do sol, trazendo frescor ao dia. Ao se contemplar os primeiros dias da estação das chuvas, sabe-se se é cedo, se está na hora, ou se é tarde demais pra plantar.

As nuvens não dialogam com os homens, nem querem, elas dialogam com a terra. Apenas bisbilhotamos esta conversa alheia. Se existe algo escrito nas nuvens, apenas a elas importa, é assunto das nuvens e que importância pode ter? As nuvens são apenas as nuvens.

Nada mais.

Terræstranhæ na selva de pedra 2007 – Capítulo I – Tortoise (ou como sofri nas mãos do Leprechaum)


O segundo semestre desse ano já tem sido celebrado como um dos melhores da década em termos de shows, não só pela quantidade, mas pela qualidade de quem vem e falta de defasagem em relação ao que tem feito sucesso lá fora.

Dia primeiro deste mês, seguimos, eu e My Dearest, ao Circo Voador para assistirmos ao show de Los Sebosos Postizos, abrindo para a minha banda favorita de Pós-rock: Tortoise.

Ao chegar, circo vazio, sinal do que eu já pensava: por ser pouco conhecida ia dar pra ver o show numa boa, curtir o som cercado apenas pelos fãs. Ledo engano. Com 3 horas de atraso (!!!) Começa o show dos Sebosos com a casa lotada, mas não entupida.

Decididos curtir o show com mais calma, resolvemos subir à galeria pra curtir sentados o show, foi aí que a saga começa, pois sentamos perto de um cara, circa 50 anos, decidido a curtir um show como na década de 70/80, ou seja, movido(como um amigo meu apelidou) a “x-tudo”. Completamente aditivado e devidamente batizado pela galera de Leprechaum, por causa do mal ajambrado gorro de crochê que usava.

Você podia dizer, saísse dali, mas para onde, cara pálida? O lugar era ótimo e eram os últimos disponíveis no circo.

Bom, mas rolava o show dos Sebosos, que seriam um “cool mangue beat”, que eu pretendo conferir melhor. Tinha uma galera que conhecia a música deles, cujos integrantes eram de outras boas bandas como Mombojó e Nação Zumbi, mas o que seriam deles sem Jorge Bem, de quem tiraram metade do repertório do show.

Durante o morno show, Leprechaum começou a se indignar com os caras e começar a gritar palavrões, palavras de ordem e clamar pela próxima banda:
- Tótosi!
- Tótoooooooooooooooosi!

Durante um vocal de uma das músicas, ele manda a famosa “frase titânica”:
- Lá lá lá é o c...!!!

E eu a pensar: “esse aí não deve nem saber do que se trata”, tava certíssimo.

Eis que chegam os caras. Antes de falar do show, deixa eu tentar explicar o que é pós-rock: imagine jazz tocado por roqueiros, ou rock tocado por jazzistas. Músicas (no caso instrumentais) tocadas fora do esquema estrofe-refrão-estrofe-(ponte)-refrão que marcam o rock, os famosos 3 acordes. Passando longe do que era o rock progressivo, as músicas podem ter trechos muito pesados intercalados com minimalismos, numa variação melódica interessantíssima.

A própria estrutura do show do Tortoise é incomum: duas baterias na frente do palco, mas uma de frente pra outra, ou seja, de lado para a platéia. Teclados do lado de uma das baterias, dois xilofones, mais 2 teclados associados a um laptop. Os músicos se movimentam o tempo todo, a troca de instrumentos é intensa. Momentos de peso com duas guitarras e baixo e duas baterias, ou dois baixos e uma guitarra e duas baterias, se intercalam com períodos etéreos de dois xilofones (um tocado a quatro mãos) com teclados na base. Coisa incomum de se ver e nada que se diga popular.

Foi aí que Leprechaum começou a se indignar. Nada de letra, nada de melodia fácil e ele tentando identificar alguma música que tava tocando. Indas e vindas pra comprar cerveja (que derrubava metade na galera que tava nos degraus baixos da galeria, por onde tinha que subir), numa dessas, senta do meu lado e canta, melhor, berra no meu ouvido:
- Eu não nasci pra trabalho!
Tortoise tocando.
- Eu não nasci pra sofrer!
Tortoise tocando pesado.
- Já possui automóveis!
Tortoise em virtuose plena.
- Já consumi capital!
Tortoise leva a galera ao delírio.
-Não vai pagar! Não vai pagar! Não vai pagar!Não vai pagaaaaaaaaaaaaaaaaaaar!

O cara de trás é um nanosegundo mais rápido que eu, dá-lhe um pedala e manda ele calar a boca. Leprechaum vai comprar mais uma cerveja.

Apesar da figura, o show foi ótimo. Tinha uma galera que conhecia bem o trabalho dos caras e a empolgação foi tanta que até 2 bizes houve. Pra continuar com o peso do dia, arrematamos um frango à cubana às cinco da matina.

Agora, por que ainda existe uma galera, que não é pequena, que se mete em tudo que é show, sem conhecer nada a fundo, só pra zoar, se embebedare atrapalhar quem curte? Leprechaum foi folclórico, mas ta longe de ser o único da espécie (meu Deus!!!).

Bom, agora é até o dia 14 e Franz Ferdinand!

terça-feira, setembro 05, 2006

Coração Musak

E o coração a bater do mesmo jeito
tum tum tum tum
Um mesmo compasso marcando a vida
tum tum tum tum

Fazia tempo que algo chacoalhara seu peito
Nenhum susto, nenhuma surpresa, nada
Nada que fizesse um som diferente
Nenhuma batida forte pra alegrar o dia: TUM!

Lembrou do passado
Quando às vezes por um motivo bobo até
O coração se alegrava a tocar
TUM! TUM! TUM! TUM!

Coisa doida era aquela! Pensou
Mas doideira boa, daquelas que faz perder o ar
E o peito tão disparado, batendo tão forte: TUM!
Que com medo de morrer fazia dizer: calma!

Calma, coração! Tenha calma!
Calma, muita calma!
Calma!

Calma!

Calma!

Não só o coração, mas tudo mais acalmou-se
Numa mesma vida, mesma rotina
Mesmo emprego, mesmo salário
Mesmos caminhos, mesma ida e mesma volta

Mesmo amor e o mesmo coração a bater sossegado
tum tum tum tum
tum tum tum tum
tum tum tum tum
tum tum tum...

sábado, setembro 02, 2006

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