Acordou com aquele sentimento raro no peito: saudade.
Tinha se negado a sentir saudade na vida, aprendera a não ser saudosista e fazer do hoje e do agora o melhor tempo.
Mas a sucessão de músicas lentas, mas nem sempre tristes, a chuva que caia e as dores no corpo cansado o levaram àquele estado.
Sentia saudade dos que partiram, mas também dos que não haviam chegado, de gente querida que abraçara no passado, gente de bom papo, mas não o papo frio de hoje em dia, conversas de calorosas gargalhadas, daquelas que você se renova ao dá-las.
Sentia saudade de amizades que tão tardiamente surgiram, quando muitas barreiras conspiravam contra, quando estar próximo nunca deixara de fazer parte dos desejos.

2 comentários:
I agree with you...
Taí, pra vc não dizer que não leio. Li, achei lindo e concordei... Tem dias que a gente acorda assim mesmo e passa o dia inteiro não querendo acordar direito... Eu quem o diga. Mas faz parte. Bom saber que temos pessoas queridas por aí que levam um pouco de nós por esse mundo de meu Deus! :) Vocês daí estão aqui, e sendo isso verdade, até permito que a saudade vez por outra tome conta de tudo e me traga as boas lembranças, porque afinal de contas, são elas que fazem valer à pena.
Beijos e fica com Deus.
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