Hoje, a partir da reflexão sobre o texto bíblico que se encontra em Atos 12: 1- 9 – prisão e soltura miraculosa do apóstolo Pedro, fui levado a pensar sobre como sendo fundamentalmente livre, o homem, por muitas vezes, coloca-se novamente na condição de prisioneiro.
Atribuiu-se como a principal razão a esta condição a perda da perspectiva de longo prazo da nossa vida. Esquecemos de quem éramos, do que nos tornamos e, principalmente, de quem poderemos e desejamos ser. Desprezamos valores e condutas que trazem valor e credibilidade de longo prazo em troca de prazeres fugazes, cujo gosto final é invariavelmente o gosto amargo da prisão.
O resultado é que, por muitas vezes, somos participantes do patético espetáculo de desmoralização do gênero humano, cuja mediocridade (de médio, mediano) não parece contribuir com um fio de esperança sobre o futuro do planeta.
Na verdade, espera-se uma tomada de atitude, espera-se uma fuga desse sistema, um novo olhar, de maior alcance, que pense além do dia a dia, que pense num legado, não limitado a quem fica quando partimos, mas um legado que plantamos para nós mesmos no futuro, um (bom) auto-investimento pessoal.
Um olhar que, pobremente interpretado, pode parecer puritano e conservador, mas na verdade busca ser nobre e valorizador (embora não seja soberbo), acompanhado de atitudes que possam parecer estranhas, incomuns, esquisitas até, mas que na verdade são autênticas e são reflexos de se pensar fora da caixa, fora do senso comum. De ser alguém que não se vende, nem se corrompe pelo pouco que este mundo oferece.
Na verdade, um grande desafio a uma identidade real, valorosa e concreta. Só mesmo com a ajuda de Deus!




