Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!
sexta-feira, agosto 31, 2007
sábado, agosto 18, 2007
quarta-feira, agosto 15, 2007
quarta-feira, agosto 08, 2007
Olha o resultado!
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O que confirma minha suspeita que todos nós temos uma imagem bem distorcida daquela que temos realmente. Mas é interessante notar características em comum na face e nas cores das roupas.
Obrigado a quem participou.
Férias pensantes 2 – Sobre referenciais
Algumas pessoas se tornam tão importantes em nossa vida que se transformam no parâmetro para certos aspectos da nossa vida. Estas fazem parte da nossa vida profissional, dos nossos gostos, da nossa maneira de se vestir, de dirigir, de atender a um telefone... Das coisas mais complexas às mais simples, reproduzimos aquilo que admiramos no outro.
Mas existe um tipo de referencial mais raro de se encontrar: aquele que traz em si uma proposta de vida, uma filosofia, que é a que você gostaria de ter. São pessoas de um padrão de vida, de caráter e de moral do tipo que você gostaria de ter. Em resumo, uma pessoa que você admira incondicionalmente, mesmo sabendo de seus defeitos, pois a raridade e/ou o preço de suas qualidades os supera em muito.
Talvez essa pessoa esteja bem perto de você, talvez sejam seus pais, talvez seja uma personagem histórica a quem admira, talvez seja um professor de quem tenha se tornado um pupilo... São tantas as possibilidades, mas nessas férias pude me aproximar mais uma vez do meu referencial de vida: minha avó.
Uma simples postagem de blog não poderia enumerar as razões pelas quais a admiro, nem contar a sua história de vida, que certamente daria um bom livro.
Resumidamente, minha avó é uma senhora de quase 84 anos, que teve 13 filhos. Perdeu dois ainda nenéns. Perdeu meu avô no dia do aniversário dele (com a festa pronta). O primeiro filho adulto que veio a falecer foi o seu caçula, o último que morava com ela, em um acidente de carro. Por quase um ano, dedicou-se a outro filho que ficou paraplégico em outro acidente de carro. Filho este, alcoólatra que a destratava sistematicamente.
Há 50 anos luta contra o câncer, que nesse tempo sempre leva a melhor contra ela, inclusive mutilando-a. Recebeu, “como presente de 80 anos”, mais uma vez um filho em sua casa, vindo depois de abandonar uma casa de recuperação de dependentes químicos. Filho este que, tendo sido tratado de um câncer, faz por onde não seguir todas as recomendações médicas.
Só pelo resumo, poderia se pensar que se trata de uma mulher amargurada, angustiada, uma pessoa cuja convivência seja um desfiar de lamúrias de sua parte. Mas não. A sua história prova o quanto foi forte, mesmo nos maiores golpes que sofreu. Força essa que ela atribui a Deus.
Uma pessoa que sempre colocou o outro antes de si, que usou de sua máquina de costura um instrumento para vestir famílias carentes, que pede de presente cestas básicas ou dinheiro para ajudar a quem precisa, que juntou suas economias para comprar um carro para poder rodar a cidade toda ajudando a quem precisa (mas calma! Ela tem motorista, que hoje divide com neta e bisnetos).
Conversar com a minha avó é antes de tudo uma experiência divertida, pois é uma excelente contadora de histórias, mas também é uma lição de vida e fortalecedor. Minha avó é uma pessoa que vive como quero viver, com os pés na Terra, mas os pensamentos no céu.
Apesar de ser de outra geração, esforça-se em entender os dias de hoje e sim, nessas horas, se irrita, por não aceitá-los. Mas, para ajudar a quem precisa, é capaz de tirar conselhos moderninhos sobre vida conjugal até para recém-casados.
É uma mulher que vive a sua fé de forma palpável e amorosa, que toda manhã canta 10 hinos de louvor a Deus (todos de cabeça), que recita versículos bíblicos sempre bem apropriados a qualquer assunto, com a referência dita de forma peculiar, com o número do versículo antes do número do capítulo. Tem suas experiências com Deus bem vivas na memória. Apesar da sua cota de desgraças, muito maior é a cota de milagres que presenciou em sua vida, a cota de vezes em que Deus a consolou e lhe deu esperanças.
Capaz de guardar todas as datas de aniversário e telefones de filhos, netos e bisnetos, atenta aos detalhes, com senso crítico afiadíssimo, mas língua bem guardada (sei a quem puxei), minha avó é uma pessoa que já viu de tudo nesse mundo. Pelo menos o tudo que queria ver. Hoje sua única ambição é de ver a sua derradeira vontade, sua última esperança ser concretizada: ir em paz para os braços do Pai. O que todos aqueles que com ela convivem logo se opõem (como se tivessem algum poder para tanto!), pois ela ainda tem muito que ensinar, mesmo quando ela nem imagina que está.
Hoje o meu sonho é que possa viver a luz desse referencial que é a minha avó, ser uma pessoa capaz de inspirar, enriquecer e trazer bondade de forma tão natural quanto ela faz. De ser capaz de pagar o preço e deixar minhas fraquezas de lado ao encarar meus pequenos desafios confrontados com a sua história bem sucedida de vida.
Sei do privilégio que é poder a conhecer e ser amado por ela. Sei do muito que não pude aprender por estar longe dela, mas sei que em todas as minhas vitórias estavam dois joelhos inchados a orar por mim madrugada adentro.
Te amo, vó! Mesmo a senhora não lendo isso aqui, to dizendo pra quem quiser ouvir.
Mickey Mouse deprê.



Quando Mickey Mouse migrou dos cinemas para as tiras, Walt Disney sugeriu ao cartunista responsável, Floyd Gottfredson, uma primeira série composta de tentativas frustradas de suicídio do personagem, sempre com resultados inesperados.Fica o registro do quanto o senso de humor mudou nesse tempo. Será que foi pra melhor?
Tirado daqui.
Clique nas tiras para vê-las melhor.
terça-feira, agosto 07, 2007
quarta-feira, agosto 01, 2007
Mutatis Mutantis
Eu nunca pensei que veria um show dos Mutantes. Para mim seria algo parecido com um show dos Beatles, porém sem intervenções mediúnicas.
No meu gosto musical, os Mutantes têm a mesma importância de bandas clássicas, como os “fab four”, The Who, Cream e Beach Boys no que diz respeito às boas melodias preenchidas com criatividade, competência e lisergia.
Pensar que Os Mutantes eram contemporâneos destes e que faziam um som de ponta (talvez até para os padrões de hoje), adicionando brasilidade é questão de orgulho.
Mas há um mês atrás, tive o privilégio de vê-los no Circo Voador e, lhes garanto, foi o melhor show de grupo brasileiro que já vi em minha vida! Talvez um dos melhores que já vi.
Além dos originais Sérgio Dias (Batista) nas guitarras, Arnaldo (Batista) Dias no teclado e Dinho baterista, esta formação contou com a “nova mutante”, Zélia Duncan nos vocais, no lugar de Rita Lee. A excelente banda de apoio era composta por mais um tecladista, um multi-instrumentista, um baixista e um casal de backing vocals. Uma banda afiadíssima, que tocou com competência todas as intricadas músicas do grupo.
Hoje, os Mutantes são indiscutivelmente capitaneados por Sérgio, que é quem mais interage com o público. É um guitar hero na acepção da palavra, além de inteligente a ponto de mudar a letra de “el justiciero” na hora, envolvendo Lula, milícias e a cidade partida do Rio.
A platéia foi das mais carinhosas com o grupo, com direito a uma atitude setentista de uma fã, que fez topless. Um breve momento Woodstock naquela noite. Tal carinho e empatia do público fez com que Arnaldo vibrasse a ponto de surpreender ao público, “pagando dez” flexões no fim do show.
Carinho talvez seja a maior definição da função de Zélia no grupo. Ela não tem a menor intenção de substituir Rita, embora pudesse com toda a competência que demonstrou no show – e olha que soube que estava doente ao ponto de ser internada logo após! Mas Zélia é a responsável pelos momentos “cool” do show além de ser a representante dos fãs dos Mutantes ali, alguém que está lisonjeada em estar no meio dos irmãos gênios. Sua interação com a banda é de admiração e alegria, plenamente correspondida com o carinho e o afago merecido a quem já faz parte da banda.
O desafio dos Mutantes hoje é ignorar a sombra do passado e mostrar que é uma banda criativa hoje. Vontade e competência são mostradas às sobras no show. Só nos resta ver se os egos, a idade e as manias não transformaram este retorno em algo apenas passageiro.
Após o show, encontramos Rodrigo Amarante. Figura simpaticíssima. Tirou foto com My Dearest, elogiou minha camisa e travamos o seguinte diálogo (?) no final.
- E aí, daqui a pouco são vocês arrebentando neste palco?
Amarante abaixa a cabeça e sorri amarelo.
Xiiiiiiiiiiii!





