Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!

quinta-feira, junho 28, 2007

quarta-feira, junho 27, 2007

Hoje eu li...

Daqui, citando aqui.

"Quanto aos blogs, ainda os vejo como uma plataforma da grafomania ególatra e onfalocêntrica (ônfalo é umbigo em grego). São tantos blogs — alguns bons, ótimos, mesmo — que não dá tempo de acompanhá-los. Mas a maioria é feita por gente medíocre, vaidosa, semi-analfabeta e ressentida com a falta de oportunidade na chamada mídia mainstream"

Eu não teria dito melhor!

segunda-feira, junho 25, 2007

Sucessões hermânicas

Como deve ser de conhecimento da maioria aqui, os Los Hermanos estão dando um tempo, num recesso por tempo indeterminado. Grande parte dos fãs, cultuadores da banda pensam no pior, imaginando que seja apenas uma desculpa esfarrapada para não dizer que acabaram de vez.


Caso você seja um desses, cabe a leitura desse post, que vai te mostrar dois possíveis sucessores a esse fenômeno que foi ou é o LH.


Há cerca de 20 dias fomos, eu, My Dearest e sua amiga L, direto de Fortal, conferir uma dobradinha de shows no Circo Voador: Kassim + 2 e Mombojó.


Kassim + 2 é o terceiro projeto do trio composto pelo próprio, Moreno Veloso (filho do homem) e Domenico. O primeiro disco foi capitaneado por Moreno, portanto foi chamado de Moreno + 2, o segundo foi a vez de Domenico + 2 e agora é a vez de Kassim. Isso quando os três não se juntam à Adriana Calcanhoto, que chama esta formação de + ela (ou, nas internas, de Adriana + 3). Tudo bonitinho, democrático e aritmético... not!


Bom, mas se o que interessa é falar de substitutos para o LH, vale ressaltar que Kassim foi o produtor de dois dos discos dos caras: bloco do eu sozinho e ventura. Ao ouvir as músicas de Kassim, é impossível não notar o quanto é responsável pela sonoridade Hermânica tão consagrada. O problema é que, como cantor, Kassim é um ótimo compositor.


O ponto alto do show foi quando Moreno e Domenico assumiram o vocal nas suas composições, lá pelo miolo do show. Mostraram uma versatilidade maior em melodia e em estilo que Kassim, responsável ela abertura e fechamento do show.


O projeto do + 2, com mais dois ótimos músicos de apoio, é mais pesado que o LH. Utiliza mais samplers e seqüenciadores, abusa da percussão, ignora os metais, mas em todo o momento é brasileiro, é rock + MPB em várias de suas vertentes. Talvez a saída ou solução seja assumirem-se como uma banda mais convencional, com igualdade e democracia na composição, mas utilizando-se dos pontos fortes de cada um dos 3 núcleos do projeto. Ou seja, para de cantar, Kassim!


O segundo show foi dos pernambucanos do Mombojó, dos quais eu já estava geneticamente predisposto a gostar, ao mesmo tempo que me sentia “devedor a mim mesmo” por ainda não mergulhar de cabeça nos sons modernos da terra de meus pais, como Mundo livre S.A., Nação Zumbi, Cascabulho, etc. Esperava que o Mombojó fosse a atualização do mangue beat, ledo engano.


Não que seja ruim, mas o Mombojó é mais conhecidos por suas baladas, estas sim, fortemente Hermânicas, mas como My D pôde constatar in loco, mais abertas quanto à orientação sexual.


O Mombojó possui uma estrutura e visual do mangue beat, mas é sonoricamente muito parecido com os LH, com uma grande vantagem: possuem um frontman carismático.


Não que precisasse, a platéia já estava ganha, sabia todas as letras de cor e interagia em todas as deixas da banda. Sim, a banda já foi adotada pelos indies, o que reforça a candidatura do Mombojó como forte sucessor hermânico, já que corre o mesmo caminho que seus antecessores.


O tempo dirá, principalmente se ser este sucessor é algo bom, ou não.

Som na caixa, seu mané!

Porque esse som é da hora!

Husker Du - Dont Want To Know If You Are Lonely

I'm curious to know exactly how you are
I keep my distance but that distance is too far
It reassures me just to know that you're okay
But i don't want you to go on needing me this way

And i don't want to know if you are lonely
Don't want to know if you are less than lonely
Don't want to know if you are lonely
Don't want to know, don't want to know

The day you left me, left me feeling oh so bad
Still i'm not sure about all the doubts we had
From the beginning we both knew it wouldn't last
Decisions have been made the die has been cast

The phone is ringing and the clock says four a.m.
If it's your friends, well i don't want to hear from them
Please leave your number and a message at the tone
Or you can just go on and leave me alone

“É uma alegria como a de um fim de uma guerra, quando ganhamos”.

As palavras de My Dearest foram o maior resumo do sentimento deste dois dias, um fim de semana de festa, de uma conquista arduamente concretizada nestes últimos seis meses.


No meu coração sabia que quando esse dia chegasse, seria a coroação de um processo que iria transformar não só a minha vida, mas a vida de muitas pessoas que amo, me importo e desejo a vitória, pois a vitória deles é a minha vitória.


E assim foi, antes de hoje, e de ontem também, nos unimos mais, nos respeitamos mais, entendemos que precisamos mais um do outro. Alvos que em determinados momentos pareciam impossíveis, se concretizaram como se num milagre. Pra falar a verdade, foi um milagre sim.


Mas não sem antes passarmos por dor, discussões, intrigas, inimizades, por muito choro e desabafo, por alguma violência, mas, acima de tudo, por muitas provações. A sensação de tempo foi perdida, a bagagem que vivemos não foi a de seis meses, mas de seis anos.



E qual o saldo que temos então? Unanimidades, reconhecimento, gratidão e honra a quem suportou e perseverou. Algumas pessoas mostraram quem são de fato, e lamento por isso. Também temos um questionamento que nos foi tão bem resumido hoje de manhã por EM: “qual é a sua”?


Agora é a hora, de como foi dito, andar sob o amparo, a alegria e o amor de quem viveu “o vale da sombra da morte”, de considerar as palavras e principalmente a vida de quem optou por deixar de viver a sua vida e passou a viver os sonhos de Deus. É a hora do pastoreio.

quinta-feira, junho 21, 2007

Hoje eu li...

"Morre lentamente quem não troca de idéias,
não troca de discurso,
evita as próprias contradições.


Morre lentamente quem vira escravo do hábito,
repetindo todos os dias o mesmo trajeto
e as mesmas compras no supermercado.
Quem não troca de marca,
não arrisca vestir uma cor nova,
não dá papo para quem não conhece.


Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o preto no branco
e os pingos nos "is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos,
sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos."


Pablo Neruda

terça-feira, junho 19, 2007

Há 29 anos atrás...


Um certo gato gordo, comedor de lasanha, estreava nos jornais.

Clique na figura para vê-la maior.
A Máquina do Mundo

Carlos Drummond de Andrade



E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco


se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas


lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,


a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.


Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável


pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar


toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.


Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera


e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,


convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas,


assim me disse, embora voz alguma
ou sopro ou eco ou simples percussão
atestasse que alguém, sobre a montanha,


a outro alguém, noturno e miserável,
em colóquio se estava dirigindo:
"O que procuraste em ti ou fora de


teu ser restrito e nunca se mostrou,
mesmo afetando dar-se ou se rendendo,
e a cada instante mais se retraindo,


olha, repara, ausculta: essa riqueza
sobrante a toda pérola, essa ciência
sublime e formidável, mas hermética,


essa total explicação da vida,
esse nexo primeiro e singular,
que nem concebes mais, pois tão esquivo


se revelou ante a pesquisa ardente
em que te consumiste... vê, contempla,
abre teu peito para agasalhá-lo.”


As mais soberbas pontes e edifícios,
o que nas oficinas se elabora,
o que pensado foi e logo atinge


distância superior ao pensamento,
os recursos da terra dominados,
e as paixões e os impulsos e os tormentos


e tudo que define o ser terrestre
ou se prolonga até nos animais
e chega às plantas para se embeber


no sono rancoroso dos minérios,
dá volta ao mundo e torna a se engolfar,
na estranha ordem geométrica de tudo,


e o absurdo original e seus enigmas,
suas verdades altas mais que todos
monumentos erguidos à verdade:


e a memória dos deuses, e o solene
sentimento de morte, que floresce
no caule da existência mais gloriosa,


tudo se apresentou nesse relance
e me chamou para seu reino augusto,
afinal submetido à vista humana.


Mas, como eu relutasse em responder
a tal apelo assim maravilhoso,
pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio,


a esperança mais mínima — esse anelo
de ver desvanecida a treva espessa
que entre os raios do sol inda se filtra;


como defuntas crenças convocadas
presto e fremente não se produzissem
a de novo tingir a neutra face


que vou pelos caminhos demonstrando,
e como se outro ser, não mais aquele
habitante de mim há tantos anos,


passasse a comandar minha vontade
que, já de si volúvel, se cerrava
semelhante a essas flores reticentes


em si mesmas abertas e fechadas;
como se um dom tardio já não fora
apetecível, antes despiciendo,


baixei os olhos, incurioso, lasso,
desdenhando colher a coisa oferta
que se abria gratuita a meu engenho.


A treva mais estrita já pousara
sobre a estrada de Minas, pedregosa,
e a máquina do mundo, repelida,


se foi miudamente recompondo,
enquanto eu, avaliando o que perdera,
seguia vagaroso, de mãos pensas.



Este poema foi escolhido como o melhor poema brasileiro de todos os tempos por um grupo significativo de escritores e críticos, a pedido do caderno “
MAIS” (edição de 02-01-2000), publicado aos domingos pelo jornal “Folha de São Paulo”. Publicado originalmente no livro “Claro Enigma”, o texto acima foi extraído do livro “Nova Reunião”, José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1985, pág. 300.


sábado, junho 16, 2007

A madrugada entra e os pensamentos saem

Pra que existem os formalismos, os símbolos, os rituais? Eles se bastam em si? Será que todos esses memoriais que pensamos (nós os humanos) em guardar tem valia quando faltam a base, a vontade ou o sentimento que os gera?


Acho que nestes casos, nem passam perto de boas memórias, mas de contundentes assombrações, as vezes, ainda sendo pagas no cartão de crédito e no cheque pré.



Tem um filme em que o Jack Nicholson faz um papel inspirado no general Oliver North, do escândalo do irangate (não sabe? Wikipedia nisso!). Numa cena de tribunal, ele berra mais ou menos assim para um acuado Tom Cruise. E eu ouvi muito bem.


- Do you want the truth?! You know nothing about the truth! You can’t handle the truth!


Desde então, depois que – ao ouvir - quase fiz nas calças já na minha tenra adolescência, eu aprendi que a verdade deve ser creditada a Quem é devido. Eu é que não sou digno desse crédito!



De vez em quando Deus pode realmente estar proporcionando coisas boas a quem acha que não merece. Que é que se pode fazer?


Aproveita!



Também tem aquela história do Pequeno Príncipe, que dizia que “as pessoas são responsáveis por quem cativam”. Eita, menino sabido! Mas tão fora de moda no circuito das misses, princesas e afins (possivelmente com seus correlatos masculinos também) hoje em dia.


Ainda bem que tem sempre um desenho novo do Shrek pra lembrar o ogro que eu sou!



Vivi tanto tempo pra só hoje descobrir que o louco e o teimoso tem tanto em comum: não escutam a ninguém a não ser a si próprios.



Mas há muito tempo eu sei que as palavras podem não ter endereço nenhum, mas podem bater de porta em porta... com passagem garantida!

quarta-feira, junho 13, 2007

Canonizações diárias

Mais do que nunca, está decidido: serei um santo!


Não, não tenho a menor pretensão de fazer uma cota de milagres por aí, mas se Deus me permitir, assim será.


Também não tenho a menor intenção de ser uma pessoa pura e inocente, quase alheia a tudo e a todos, apesar de, como diz o ditado, a ignorância ser uma bênção. Já vivi demais pra ter essa pretensão.


Talvez o conceito de santidade seja estranho para você, pois geralmente se associa a estas duas expressões – errôneas – que escrevi acima: milagres e pureza (ou inocência).


Mas o conceito etimológico da palavra santo quer dizer separado, destacado, ou melhor, aquele que não toma parte.


Na sua prática, a santidade tem um componente fundamental e raro para os dias de hoje: a ética. Sim, em sua essência, o homem santo é aquele que é ético. Ético em todas as coisas da sua vida.


Um homem santo é aquele que tem moral para condenar a corrupção desse mundo, pois age de forma honesta e, claro, ética em todos os aspectos de sua vida. Não reproduz em menor escala a corrupção no atacado que ele vê.


Ele se preocupa com o bem estar dos que estão ao seu redor e é uma pessoa que influi positivamente nestes. É capaz de até mesmo renegar à sua cultura, naquilo que fere a ética, que fere o que é mais correto a ser feito.


Um homem santo não é reconhecido por atitudes pontuais, ou por milagres esporádicos, ele não é alvo de preces. Simplesmente, ele é alguém que entende que ser santo é um objetivo de vida, de um processo tão ignorado nesse mundo, chamado de santificação. Se ele vais er reconhecido pelos outros como santo, é um mero detalhe.


Santificação esta que traz independência de raciocínio, que traz autonomia de conclusões e que, sobretudo, traz em si uma ética tão rara nesse mundo. No mais, Ele mesmo ordenou.


“Sede santos, porque Eu sou santo”.


Que moral, né?

sexta-feira, junho 01, 2007

Som na caixa, seu mané!

Don't Give Up - Peter Gabriel and Kate Bush

In this proud land we grew up strong
we were wanted all along
I was taught to fight
taught to win
I never thought I could fail.

No fight left or so it seems
I am a man whose dreams have all deserted
I've changed my face
I've changed my name
But no one wants you when you lose.

Don't give up - 'cause you have friends
Don't give up - you're not beaten yet
Don't give up - I know you can make it good.

Though I saw it all around
never thought that I could be affected
Thought that we'd be last to go
it is so strange the way things turn.

Drove the night toward my home
the place that I was born on the lakeside
As daylight broke I saw the earth
the trees had burned down to the ground.

Don't give up - you still have us
Don't give up - we don't need much of anything
Don't give up - 'cause somewhere there's a place where we belong.
Rest your head
you worry too much
it's going to be alright.

When times get rough you can fall back on us
Don't give up
please, don't give up!

Got to walk out of here
I can't take anymore
Going to stand on that bridge
keep my eyes down below.

Whatever may come and whatever may go -
That river's flowing
that river's flowing.
Moved on to another town
tried hard to settle down

For every job so many men
so many men no one needs.

Don't give up - 'cause you have friends
Don't give up - you're not the only one
Don't give up - no reason to be ashamed
Don't give up - you still have us.

Don't give up now - we're proud of who you are
Don't give up - you know it's never been easy
Don't give up - 'cause I believe there's a place
There's a place where we belong

Resposta (s) de direito.

1. Menino, mas já?!!

2. (Não relacionada com 1) - Antes uma colocação acerca do óbvio: perante minhas opiniões, três posturas podem ser tomadas: concordar, discordar ou ignorar. Nem eu mesmo me dou tanta importância assim, aliás, acho que nenhum ser humano vai mudar o mundo com suas palavras, muita gente já tentou e muita gente fala - e como fala! - dentro e fora dessa blogosfera em vão. Portanto, se divirtam aqui, parem pra pensar com o que falo, pois pensar é existir e crescer, mas acima de tudo, não me levem tão a sério.

Portanto seguem as palavras que eu considero.

1 Coríntios 13
4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
5 Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão. Provérbios 17:17

O homem de muitos amigos deve mostrar-se amigável, mas há um amigo mais chegado do que um irmão. Provérbios 18:24

Como o ferro com ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo. Provérbios 27:17

João 15
12 O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.
13 Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.
14 Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.
15 Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.

Som na caixa, seu mané!

EELS Hey Man (Now You're Really Living)

Do you know what it's like to fall on the floor
And cry your guts out till you got no more
Hey man now you're really living

Have you ever made love to a beautiful girl
Made you feel like it's not such a bad world
Hey man now you're really living

Now you're really giving everything
And you're really getting all you gave
Now you're really living what
This life is all about

Well i just saw the sun rise over the hill
Never used to give me much of a thrill
But hey man now I'm really living

Do you know what it's like to care too much
'bout someone that you're never gonna get to touch
Hey man now you're really living

Have you ever sat down in the fresh cut grass
And thought about the moment and when it will pass
Hey man now you're really living

Now you're really giving everything
And you're really getting all you gave
Now you're really living what
This life is all about

Now what would you say if i told you that
Everyone thinks you're a crazy old cat
Hey man now you're really living

Do you know what it's like to fall on the floor
And cry your guts out 'til you got no more
Hey man now you're really living

Have you ever made love to a beautiful girl
Made you feel like it's not such a bad world
Hey man now you're really living

People sing
Do you know what it's like to fall on the floor
And cry your guts out 'til you got no more
Hey man now you're really living

Just saw the sun rise over the hill
Never used to give me much of a thrill
But hey man now i'm really living