Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!

segunda-feira, julho 24, 2006

O Caminho da Fé


Certos posts te botam contra a parede para serem escritos.

Explico: no fim do ano passado presenciei uma situação que chegou a me inspirar a escrever o post que agora escrevo. Não o escrevi pela mais pura preguiça, pois para mim seria complexo colocar um tema tão abstrato como a fé em letras. Só que ontem eu soube da mesma situação que ocorrera no passado e me vi de novo impelido a escrever. Bom, hoje estou tentando.

Como você lida com seus problemas? Claro, claro, você busca solucioná-los. Mas, deixe-me fazer outra pergunta: que tipo de solução você procura? Sim, porque há problemas que apresentam várias soluções: práticas ou complexas, rápidas ou demoradas, cômodas ou trabalhosas...

Considere que você tenha um problema grave, não “de vida ou morte” grave, mas grave pra você, pois enquanto não o resolve, sabe que não dá pra descansar, pra ter paz, que sua vida não está completa ate então, muitas vezes isto te domina, passa a ser o seu assunto em voga, aquele que toma o tempo das conversas com os amigos, psicólogo, pai, mãe, cachorro...

Quando da primeira vez que quis escrever sobre a fé, no fim de 2005, o que me inspirara era justamente a história de duas pessoas que lidaram de forma diferente perante o mesmíssimo problema. Uma resolveu da forma mais prática possível e acabou descobrindo que a solução tornou-se um novo problema, talvez ainda maior. A outra, descartou a solução fácil, sofrendo por mais um tempo com os custos pessoais e até sociais de continuar tendo o problema. Preferiu continuar com este até que, pela fé, a solução ideal surgisse.

E ela surgiu, e hoje, a solução é apenas uma solução, mas que diferença ela faz! É fonte de alegria e paz.

Quando se quer falar de fé, teólogos, filósofos e analistas estendem-se a tentar conceituá-la. O cabedal de informações sobre a fé é extenso, justamente porque, ao que parece, quanto mais se a estuda, mais humanamente estranha ela parece.

A fé surge quando não há lógica presente, quando não existem sequer indícios, quanto menos provas de que algo pode acontecer. Para muitos a fé é sacrificial, quando na verdade é desafiadora. Em primeiro lugar, ela te desafia a acreditar, depois te desafia a preparar-se para a solução ou a bênção. O que põe por terra o conceito de que a fé é algo passivo, algo intrínseco, relegado à solidão dos quartos ou práticas religiosas. Se você tem fé que a solução ideal vem, deve já viver como uma pessoa capacitada para desfrutá-la, o que muitas vezes implicará em mudanças pessoais. Ou seja, a fé implica em aperfeiçoamento. Você pode até sofrer no exercício desta, mas já sai uma pessoa melhor durante este processo.

Jesus utilizou-se da parábola dos caminhos/portas estreito e largo como imagem desta dualidade da fé. O estreito é mais desgastante, sem dúvida, mas é aquele que é recompensador no final, apesar de no início ser o menos convidativo. Enquanto o largo, o mais fácil de ser percorrido, não tem em seu fim um destino dos mais agradáveis. Uma coerente alegoria do exercício da fé.

Mas sem sombra de dúvida, a fé é um canal. Mais importante que tê-la é saber onde depositá-la. Por muitas vezes depositamos a nossa fé em pessoas ou instituições que muitas vezes falham. São estas desilusões advindas de experiências como estas que nos impedem de aceitar os novos desafios da fé. Quando a solução definitiva seja mais do que talvez voltar a praticar a fé, seja direcioná-la corretamente.

Foto tirada por My Dearest

E mais: o que o faz feliz?

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