Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Soulwalking

Once again i wander
Through the same narrow streets
Where the lights are uninvited
And the skies did not ask for your view

A freezing and crisp wind
Scratchs my neck
It makes my eyes hurt
Though there is no dust in the air

Puddle – plenty streets everywhere
Feets are soaked and cold
In spite of being clean,
These streets looks like misery

No birds singing
No trees blossoning
No children playing
Just a few people staring

Staring at me

Faces carved with desilusions
Staring down most of the time
Once there was beauty,
Now saddening scars

When i look at each person
No matter how old or new
No matter gender or colour
I know i am looking at me

The many me
All my layers, the hole of myself
Once beautiful, pure, shiny and natural
Now this uninviting place

A place made by men
Their evil ways
Their nasty projects
In which i took part

No, i am not a victim
Neither inoccent
I sold this land
Torned down all the trees

I had wasted my soul
And now that i walked through it
I only pray, that in some way,
Miraculously, the sun would rise again

domingo, fevereiro 12, 2006

Conversando com Deus

http://www.titane.ca/concordia/dfar251/igod/main.html

Pré requisitos: em inglês, com bom humor e sem preconceitos!

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Som na caixa, seu mané!

Gettin Away With It Lyrics - Electronic

I've been walking in the rain just to get wet on purpose
I've been forcing myself not to forget just to feel worse
I've been getting away with it all my life (getting away)

However I look it's clear to see
That I love you more than you love me

I hate that mirror, it makes me feel so worthless
I'm an original sinner but when I'm with you I couldn't care less
I've been getting away with it all my life
Getting away with it all my life

I thought I gave up falling in love a long long time ago
I guess I like it but I can't tell you, you shouldn't really know
And it's been true all my life
Yes, it's been true all my life

I've been talking to myself just to suggest that I'm selfish(Getting ahead)
I've been trying to impress that more is less and I'm repressed(I should do what he said)

Getting away with it...

O electronic foi um projeto dos anos 90 que reuniu integrantes dos The Smiths, New Order e Pet Shop Boys, fraco não?




Mais tarde uma tradução livre no primeiro comentário. Todo mundo ficando alegre agora, happy thoughts!

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Som na caixa, seu mané!

Gente - Caetano Veloso

Gente olha pro céu
Gente quer saber o um
Gente é o lugar
De se perguntar o um

Das estrelas se perguntarem
se tantas são
Cada, estrela se espanta
à própria explosão

Gente é muito bom
Gente deve ser o bom
Tem de se cuidar
De se respeitar o bom

Está certo dizer que estrelas
estão no olhar
De alguém que o amor te elegeu
pra amar

Marina, Bethânia, Dolores,
Renata, Leilinha,
Suzana, Dedé
Gente viva, brilhando estrelas na noite

Gente quer comer
Gente que ser feliz
Gente quer respirar ar pelo nariz

Não, meu nego, não traia nunca
essa força não
Essa força que mora em seu coração

Gente lavando roupa
amassando pão
Gente pobre arrancando a vida com a mão

No coração da mata gente quer prosseguir
Quer durar, quer crescer,
gente quer luzir

Rodrigo, Roberto, Caetano,
Moreno, Francisco,
Gilberto, João

Gente é pra brilhar,
não pra morrer de fome
Gente deste planeta do céu de anil
Gente, não entendo gente nada nos viu

Gente espelho de estrelas,
reflexo do esplendor
Se as estrelas são tantas,
só mesmo o amor

Maurício, Lucila, Gildásio,
Ivonete, Agripino,
Gracinha, Zezé

Gente espelho da vida,
doce mistério

Menina de bonita (um poema infantil)




Essa é a história da menina de bonita
Se ela é alegre ou triste, você vai me dizer
Porque alegria, quem diria, é coisa séria
Muito difícil de se saber

Um dia ela acordou
E foi correndo olhar o céu
Um céu estranho, de um azul quase lilás
Essa menina sabe ler o céu

Pra menina, as nuvens são letras
Palavras, informações sem fim
Que ela me ensinou a ler
A gente até conversa pelo céu!

De todo os cantos do céu
Tem um que a menina gosta muito
Pois este lembra uma história de amor
Um amor pra recordar

Nesse dia ela descobriu que existia
Em outro lugar, outra pessoa
Que dentre todos os lugares do céu
Gostava de ler aquele mesmo cantinho

E eles conversaram, conversaram muito
De noite, de dia, esqueciam até de dormir
Falavam sobre aquele céu, sobre o que diziam as nuvens
E a menina ficou muito feliz

Até que um dia a menina acordou
E correu pra ver o céu
Tentou achar o que ler e encontrar seu amigo
Mas nada viu

Um dia se passou, dois, três
E ela ali, lendo as nuvens
Mas nada do amigo
E mais nada de alegria, só tristeza

Muitos dias depois, uma nuvenzinha apareceu
Muito tímida, quase se desfazendo no céu
Que dizia: “eu não olho mais pro céu”
A menina entendeu e olhou triste para o chão

Mas, hei menina! Se seu amigo não quer olhar pro céu,
Por que você também tem que parar?
Pois quando você me ensinou a ler o céu,
Me disse que era lá que moravam os sonhos

Então eu te peço, não para de olhar pro céu!
Esse mesmo céu, de um azul meio lilás
Sim, leia cada cantinho dele!
Pois muito mais você vai ver

Vai ver que muitos olham pro mesmo céu
Que muitos lêem as suas nuvens
E escrevem nuvens pra você
Nuvens cheias de amor, pois você é a menina de bonita

E te digo mais: tem um céu acima desse céu
Se chama o “céu dos céus”, que se pode ler também
Dizem que suas mensagens são profundas
E difíceis de se entender na hora

Mas é deste céu, de um azul vivo e radiante
De um sol brilhante e nuvens muito brancas
Que eu li um recado pra você, que diz:
“Não fica triste, o melhor está por vir”

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Som na caixa, seu mané! Pra ela se alegrar.

Porque eu gostaria de ter a coragem de amar da forma como você ama, mesmo dizendo que não sabe o que é amar, porque foi a primeira música da trilha sonora aleatória da nossa conversa e porque eu não acredito em coincidências...

I'm Always In Love - Wilco

Why, I wonder, is my heart full of holes
And the feeling goes but my hair keeps growing
Will I set the sun
On a big-wheeled wagon
I'm bragging
I'm always in love

When I let go of your throat-sweet throttle
When I clean the lash of your black-belt model
Will I catch the moon
Like a bird in a cage
It's for you I swoon
I'm always in love

I don't get the connection
If this is only a test
I hope I do my best
You know I wont forget

When I fold the cold in my jet-lag palm
When I soak so long I forget my mother
Will I set the sun
On a big-wheeled wagon
I'm bragging
I'm always in love

It's a drag I sang
I'm always in love

I'm worried
I'm always in love

I'm worried
I'm worried
I'm worried
I'm always in love

Uma tradução livre para mais um dia, e depois outro dia e depois... no primeiro comentário.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Som na caixa, seu mané!

Pra comemorar a volta do Horácio, depois do banho de sexta passada.

I Love My Car - Belle and Sebastian

I love my car
I'll admit today I've gone too far
To enamour myself of my little motor car

I love my dog
I love my pussy cat, I love the rat
That lives under the floor and makes his bed from novelettes

I wish I could say the same for you
The day will come soon when I look in your eyes but
I won't see you

I've got a head like a soaking sponge
I've got a tongue like a little slug
I won't be bugged by trivia

I love my Carl
I love my Brian my Dennis and my Al
I could even find it in my head to love Mike Love

I wish I could say the same for you
The day will come soon when I look in your eyes to
see you smiling

Uma tradução livre pra ir por aí no primeiro comentário.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Hoje eu li... e fiquei todo prosa!

Até para que não estranhem eu estar prosa com um texto sobre um fato tão condenável, explico: o autor, Antônio Dutra, é um bom amigo há uns 15 anos e é, cada dia mais, uma unanimidade na crítica especializada carioca como um promissor escritor da nova geração.

Essa é a sua primeira postagem pro blog "Paralelos", do O Globo online.


Enviado por Antônio Dutra - 31/1/2006 - 9:45

DA ÁGUA E DA VIDA

Não vem de hoje que a água está presente na literatura, só para citar de memória: o episódio “O velho” de "Palmeiras Selvagens" de William Faulkner, de modo parecido a fuga de presos no livro "Papillon" de Henri Carrière, as experiências marítimas de Joseph Conrad e mais remotamente – por que não – o relato de Moisés encontrado nas águas.

Foi justamente deste último que me lembrei quando a televisão tratou de transmitir as imagens do resgate de um belo bebê, quando (diante de um cinegrafista amador) um homem rompeu um saco plástico preto, às margens da Lagoa da Pampulha em Belo Horizonte. De dentro, surge a autora do que antes parecia miado, e na verdade era o choro de uma menina que se afogava, envolta como que numa placenta negra, não de vida e aminoácidos, mas de morte e água.

Simone Cassiana da Silva alegou não ter condições psicológicas para criar a criança, além de ter sido surpreendida pela gravidez tubária, detectada tardiamente. Segundo a reportagem de O Globo (ontem, 30 de janeiro, pág.05 – O País), a jovem não pretendeu afogar a filha rejeitada, mas teria dado cinco reais a uma moradora de rua para que ficasse com a recém-nascida.

Longe de mim pretender dizer que este argumento tenha sido verdadeiro ou falso, ou mesmo pretender criar um debate sobre a possibilidade da interrupção de uma gravidez adiantada; mais do que temas que poderiam parecer laterais, diante daquelas imagens todas nas tevês no final de semana, eu só me perguntava afinal onde tínhamos (enquanto sociedade, pessoas que participam de uma mesma cultura e mesmo idioma), metido essa palavra denominada compaixão. Admitamos a versão contada: a jovem entregou sua filha para uma moradora de rua, que futuro afinal poderia vir a ter esta menina? e mais duro ainda pensar, que futuro tem tido tantas outras meninas pelas ruas? cinco reais sustentam a existência de alguém?

Recém-nascida, não será difícil imaginar que a menina de sete meses encontrará uma família. O episódio está sendo investigado, Simone foi detida, e a vida segue seu curso, áspero, caudaloso, mais absurdo que qualquer ficção.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Padrão Ouro

Devido à facilidade, resolvi ler a bíblia na ordem cronológica pela primeira vez. Ao chegar ao fim dela, observei que a maior preocupação dos apóstolos ainda vivos àquela época eram as pessoas cujo propósito era desvirtuar os ensinos de Jesus, que eles, tão diligentemente guardavam e retransmitiam.

Paulo, Pedro, Judas e João se referem a pessoas que embora convivam num meio de paz, união e alegria - como a igreja - a esta não pertencem. Pessoas destinadas à discussão de fábulas infrutíferas e acréscimos à mensagem tão simples do evangelho. A descrição do modus operandi destes é presente nestas cartas do fim do NT, mas particularmente me chamou a atenção a descrição feita pelo irmão de Jesus, Judas.

“Essas pessoas vivem se queixando, descontentes com a sua sorte, e seguem os seus próprios desejos impuros; são cheias de si e adulam os outros por interesse”. (v.16)

Não pude escapar hoje do impacto deste texto, dentre tantos outros que li nestes últimos 2 dias. Afinal, não se é necessário uma profunda auto-análise pra se saber quantas vezes me comportei como o verso acima, na aparência de um agente de discórdia ou até mesmo (perdão!) sendo um destes agentes, tão “amigavelmente” chamados na bíblia de anticristos, falsos profetas ou joio.

Então, afinal, qual é o caso? Já estamos numa luta perdida em relação a uma vida íntegra como cristãos? Nunca seremos plenamente agradáveis a Deus por termos, as vezes, tais características?

Longe disso!

Primariamente, estes que merecem as alcunhas acima são pessoas incapazes de uma auto-análise que resulte numa mudança de comportamento, e pra melhor! Sofrem da culpa e da culpa somente, instrumento de tormento para estas tão infelizes almas.

Mesmo embora eu, talvez como muitos aqui cometam sistematicamente os mesmos erros ano após ano, sei que existem aqueles que se dóem pela existência destes e, em contrapartida há os que encaram seus erros como fruto da sua imutável realidade, são os sofredores da síndrome da Gabriela, de Jorge Amado, aquela que diz: “eu nasci, eu vivi assim”. Tudo é desculpável pela própria existência, é inerente ao ser humano.

O que leva a um segundo ponto, não seria esse pensamento determinista um fator de detrimento da misericórdia e graça de Deus? Traduzindo os dois conceitos: a não imputação do mal merecido e o favor imerecido. Não seriam estes instrumentos divinos para a segunda, terceira, infinitas chances? Mas chances do quê?

Chance de mudar, ora! E sempre pra melhor!

E como é bom quando de algo tão simples vem um grande reconhecimento dos seus acertos, e na hora certa! É uma bem vinda contradição, quando, no mais, o que tem povoado minha mente são os erros, meus e dos outros.

Se eu posso chegar a uma conclusão clara, mediante a essa confusão mental que a Bíblia (graças a Deus!) faz em quem a lê, é a de não me preocupar se sou imperfeito e erro, mas me preocupar em melhorar, errando menos, não importando as aparências.

E sei que Deus está me dando o maior apoio.