Devido à facilidade, resolvi ler a bíblia na ordem cronológica pela primeira vez. Ao chegar ao fim dela, observei que a maior preocupação dos apóstolos ainda vivos àquela época eram as pessoas cujo propósito era desvirtuar os ensinos de Jesus, que eles, tão diligentemente guardavam e retransmitiam.
Paulo, Pedro, Judas e João se referem a pessoas que embora convivam num meio de paz, união e alegria - como a igreja - a esta não pertencem. Pessoas destinadas à discussão de fábulas infrutíferas e acréscimos à mensagem tão simples do evangelho. A descrição do modus operandi destes é presente nestas cartas do fim do NT, mas particularmente me chamou a atenção a descrição feita pelo irmão de Jesus, Judas.
“Essas pessoas vivem se queixando, descontentes com a sua sorte, e seguem os seus próprios desejos impuros; são cheias de si e adulam os outros por interesse”. (v.16)
Não pude escapar hoje do impacto deste texto, dentre tantos outros que li nestes últimos 2 dias. Afinal, não se é necessário uma profunda auto-análise pra se saber quantas vezes me comportei como o verso acima, na aparência de um agente de discórdia ou até mesmo (perdão!) sendo um destes agentes, tão “amigavelmente” chamados na bíblia de anticristos, falsos profetas ou joio.
Então, afinal, qual é o caso? Já estamos numa luta perdida em relação a uma vida íntegra como cristãos? Nunca seremos plenamente agradáveis a Deus por termos, as vezes, tais características?
Longe disso!
Primariamente, estes que merecem as alcunhas acima são pessoas incapazes de uma auto-análise que resulte numa mudança de comportamento, e pra melhor! Sofrem da culpa e da culpa somente, instrumento de tormento para estas tão infelizes almas.
Mesmo embora eu, talvez como muitos aqui cometam sistematicamente os mesmos erros ano após ano, sei que existem aqueles que se dóem pela existência destes e, em contrapartida há os que encaram seus erros como fruto da sua imutável realidade, são os sofredores da síndrome da Gabriela, de Jorge Amado, aquela que diz: “eu nasci, eu vivi assim”. Tudo é desculpável pela própria existência, é inerente ao ser humano.
O que leva a um segundo ponto, não seria esse pensamento determinista um fator de detrimento da misericórdia e graça de Deus? Traduzindo os dois conceitos: a não imputação do mal merecido e o favor imerecido. Não seriam estes instrumentos divinos para a segunda, terceira, infinitas chances? Mas chances do quê?
Chance de mudar, ora! E sempre pra melhor!
E como é bom quando de algo tão simples vem um grande reconhecimento dos seus acertos, e na hora certa! É uma bem vinda contradição, quando, no mais, o que tem povoado minha mente são os erros, meus e dos outros.
Se eu posso chegar a uma conclusão clara, mediante a essa confusão mental que a Bíblia (graças a Deus!) faz em quem a lê, é a de não me preocupar se sou imperfeito e erro, mas me preocupar em melhorar, errando menos, não importando as aparências.
E sei que Deus está me dando o maior apoio.
Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário