Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!
quinta-feira, maio 11, 2006
Nota mental
Desconstrução

Antes do assunto propriamente dito, uma breve introdução.
Comecei a pensar em escrever este post duas noites atrás, mas como uma forma de concluir o papo que tinha com BV, enquanto a levava para casa. Eu me empolguei com a minha parte da história e nem pude concluir, dizendo o que a minha história, a de uma outra pessoas (que ela me contou) e a dela própria tinham em comum. Então, BV, isso é primariamente pra você.
Mas hoje, entrando no Messenger (coisa rara), conclui que das cinco pessoas com quem conversei, quatro estavam, de uma forma ou de outra, admitindo ou não, total ou parcialmente no mesmo processo.
Então, FG, VL, AN e “minha musa”, peguem carona com BV e comigo nesse post.
Todo mundo sonha, e em nossos sonhos pensamos sempre em ser o máximo.
Na minha primeira infância, vivendo quase na roça, o que me fazia os olhos brilhar era o motorista do ônibus. Então, tava eu lá, colher de pau na mão, fazendo às vezes de volante, sentado na poltrona da sala, fazendo uma viagem imaginária, com direito à troca de marchas e abertura de portas com aquele sistema de ar comprimido barulhento. Via todo o caminho com perfeição, fazia todos os barulhos... até hoje gosto de ônibus e acho que é por causa disso.
Com o tempo, meus sonhos mudaram: rockstar, desenhista famoso, escritor, ganhador do prêmio Nobel... por aí vai. Esses eram os meus, hoje tenho outros e você talvez tenha a sua galeria de sonhos.
Dos quais você nunca ganhou ou realizou.
Sim, é difícil competir e realizar todos os sonhos. Existe aquela crise angustiante destes se distanciarem da gente, e quando era para os sonhos serem mais palpáveis, na chamada vida adulta, estes se encontram mais inviáveis.
É quando se pensa na vida e se vê, que para algo novo e real crescer, são os sonhos que têm que ser desconstruídos e dói se livrar deles, a gente não quer.
Mas eles tiveram sua função, fizeram nossos olhos brilharem, nos deram uma (dês)medida de ambição, trabalharam nosso eu lúdico, mas tem a hora de dizer: dá licença! Deixa a minha realidade passar.
Processo que não é tão light assim. É através da infelicidade e frustração que a gente sabe que algo tem que mudar, só que a gente também precisa de uma levantada no ego também, até porque temos a tendência a nos culparmos de coisas das quais não temos sequer controle e fazem parte do cenário que nos faz ser a pessoa que somos hoje, nem vitoriosas, nem derrotadas, mas apenas somos. Repetindo, não se compete com os sonhos, não se ganha dos sonhos por conta própria, então por que se sentir um derrotado?
Por isso é sempre bom saber e ser lembrados do bem que fizemos e fazemos, das nossas virtudes, do nosso valor. Que nem tudo está perdido e é ruim e o que temos é a base pro que devemos construir.
E o que devemos construir? Por que não aquilo que achamos que vale a pena e tem valor? O que nos faz sentirmos uma pessoa melhor? Seja como operária ou rainha, por que não o trabalho de formiguinha que talvez ninguém faça com tanto carinho e afinco, quanto você ou eu?
terça-feira, maio 09, 2006
O outro lado

Na pressa de soltar a “rolha”, acabei falando de quem ama na forma de uma anulação, obsessão, razão para viver atribuída à pessoa amada, o que me assusta. Mas nada falei de quem é o alvo desse tipo de amor.
Tendo como pressuposto toda a minha nêura escrita aqui para falar sobre isso (já falei, post anterior!), talvez pra falar desse outro lado é que eu me sinta desconfortável mesmo até pra começar.
Desconfortável, essa é a palavra chave. Porque me causa desconforto e até me assusta também estar numa posição de ser a razão de viver ou a principal fonte de alegria de outra pessoa. Acho uma responsabilidade e, por conseqüência, um fardo muito grande pra alguém suportar. Eu não gosto e não quero.
Somos falhos, temos defeitos, um dia desses nossos atrativos se esgotam... e aí? O que é que sobra numa relação desigual como essas? Essa estrutura em que um está (lá) embaixo, porque adora e o outro está acima, por ser adorado, como é que resulta?
Acho que a resposta tá numa história que acabei de lembrar.
Uma vez fui na homenagem de um grande homem, que se aposentava. Nesta o mestre de cerimônias, fez menção à esposa do homenageado, com o chavão: “por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher”.
Mais tarde, o orador da noite, renomado no Brasil todo, começa a falar: “Não conheço o homenageado, nada sei da sua história, mas um único fato me mostra o seu caráter. Quando foi dito que sua esposa esteve por trás dele, agora há pouco, ele, baixinho, declarou: “atrás não, do lado.””
Será que não é essa a forma correta de amar, não buscar quem fique à sua frente ou atrás, mas ao seu lado?
Posts relacionados aqui e aqui.
Certas declarações de amor me assustam

Faz algum tempo que, sem querer, li uma declaração de amor. Não era para mim, não era minha, era pública, mas mesmo assim fiquei constrangido. Não pelo seu teor pessoal, nada se dizia de novo. Não porque fosse brega, até porque é difícil uma declaração de amor que não beire a breguisse (e até nem era o caso).
Fiquei muito constrangido por ver naquela declaração de amor tanta dependência, devoção e até mesmo no exercício do amor a essa determinada outra pessoa uma razão de viver (não que ela não merecesse ser amada e uma declaração de amor).
Na verdade, depois de constrangido, fiquei assustado, porque pensei: “e se essa história acaba?” Tenho que confessar que desde que li até hoje eu senti necessidade de meditar/escrever sobre aqui, mas não posso negar que sequer estou certo sobre o tom que devo usar a respeito, falar sobre esse tipo de amor, esse da autonegação, tornou-se uma “rolha criativa” que me impediu até de pensar em outras coisas dignas de nota aqui.
Qual é a da rolha então? É porque as pessoas lêem isso aqui, mais importante, eu lerei isto aqui no futuro (afinal é o meu diário) e, sei lá! Não sei se sou isento ou romântico o suficiente hoje pra falar do amor entre homem e mulher, já fui mais. Poderia atalhar e dizer que é por causa da idade, mas foi a vida mesmo e esta, não acabou e dá voltas freqüentes. Eu sei que poderia ser bem pior neste assunto, mas não sei ao certo se me contento nesta área como quem sou hoje. Sacou a crise?
Bom, direto ao ponto, não sei se pessoas assim se amam. Na boa! Não sei mesmo. Ou não sei se amam ser carentes, vítimas, “bichinhos” que tem que ser cuidados e só tem sentido quando encontram um “dono”. Eu sei, sei bem que a solidão é f... mas será que essa anulação também, à longo prazo também não é? Será que não é melhor se amar/investir mais em si próprio? Lembra da história da borboleta e do jardim? Eu sei, é piegas pra caramba! Mas é por aí mesmo que eu penso.
Outros questionamentos: será que amar não tem um componente racional maior do que a gente pensa? Tipo na escolha de quem a gente ama? Na opção por amar aquela “determinada” (por você) pessoa? Será que não é sempre bom lembrar que amar é um investimento e estes, às vezes, dão prejuízos? E até por isso não vale, como “aplicação de baixo risco”, estar investido sempre em si próprio?
Talvez tais questionamentos não tenham uma resposta clara, talvez a minha crise com relação ao amor seja eterna e talvez todos a tenham, afinal, quando se trata de amar, onde sempre se apresenta a paixão, é impossível e inaceitável ser totalmente racional ou passional.
Mas certas declarações de amor me assustam, e a vocês?
segunda-feira, maio 08, 2006
Hoje eu li...
Embora tudo indique que, a esta altura, a carreira política da família Garotinho esteja encerrada (o próprio admitiu ontem que sua candidatura só é salva por um milagre), fato é que eles estão longe de serem os únicos políticos que usam a religião para angariar eleitores.
Isso funciona a partir de uma verdade muito simples: todo cristão é uma pessoa de bem. Isso é incontestável. Uma pessoa que de fato siga os preceitos do cristianismo não pode deixar de ser honesta e de querer o bem alheio. Mesmo quem não tem fé, ou segue outra religião, não pode negar isso. Quando muito, pode-se fazer a ressalva de que alguns cristãos que se creem sinceros erram ao partir para a intolerância contra os não-cristãos, erram ao querer que todos sigam seus preceitos em questões tocantes a liberdades individuais.
Mas a grande questão é: justamente por a supramencionada verdade ser tão simples e incontestável, fica muito fácil se dizer cristão para se aproveitar dela. O grande desafio para o eleitor cristão é perceber quais políticos estão apenas usando o nome Dele em vão. Para evitar cair em armadilhas, o melhor é não se deixar levar por quem mistura religião e política, ponto.
Pelo atual cenário político, é nítido que muita gente boa tem seguido a lógica da credulidade, acreditando, na hora de votar, que se dizer cristão é a mesma coisa que ser cristão. Diante dos novos fatos, porém, não há mais espaço para que os eleitores cristãos sigam essa lógica. Por mais que esses políticos se digam perseguidos por serem cristãos e assim garantam a fidelidade de parte do rebanho, acredito que a tendência é esse efeito ser minimizado daqui para frente. Diante de tantos políticos cristãos incriminados na operação sanguessuga, não é possível que seus eleitores não comecem a duvidar do seu discurso. Sei, estou sendo otimista. Não custa, de vez em quando.
Assim, quem sabe, nos vemos livres de repetir a situação das últimas eleições para prefeito. Crivella, graças unicamente a seu discurso religioso, conseguiu amealhar uma grande massa de eleitores. Mas não tinha chances reais de ganhar, tamanha era sua rejeição. A conseqüência disso foi a reeleição de César Maia. Uma vez que o discurso religioso perca seu efeito, a tendência é abrir brechas para que o Rio de Janeiro saia do círculo vicioso político em que se encontra.
terça-feira, maio 02, 2006
Hoje eu li...
EFE - KUALA LUMPUR
Uma mulher de 104 anos, que já tinha se casado 20 vezes, repetiu a dose, desta vez com um homem de 33 anos, formalizando uma relação que os dois definem como apaixonada.
O marido, Muhamad Noor Che Moussa, que era solteiro até o mês passado, explicou ao jornal "Harian Metro" que seu amor por Wook Kundor, que não tem filhos, nasceu de uma relação de amizade e respeito mútuo. Muhamad, sem emprego fixo desde que deixou o Exército, há alguns anos, afirmou que Wook deu um ponto final à sua vida errante. Ele negou, em declarações ao jornal, que tenha se casado pensando no dinheiro da mulher. O casal vive no norte da Malásia.
Som na caixa, seu mané!
Capitão de Industria - Marcos Valle
Eu às vezes fico a pensar
Em outra vida ou lugar
Estou cansado demais
Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser
De nada ter que fazer
É quando eu me encontro perdido
Nas coisas que eu criei
E eu não sei
Eu não vejo além de fumaça
O amor e as coisas livres, coloridas
Nada poluídas
Ah, Eu acordo pr'á trabalhar
Eu durmo p'rá trabalhar
Eu corro pr'á trabalhar



