Não existe época em que se minta mais do que quando se está apaixonado, e nesses tempos de Internet banda larga e Control C + Control V, as mentiras estão cada vez mais elaboradas, com citações, figuras, canções de fundo...
É claro que a paixão passa... e as mentiras também! Pergunte a qualquer pessoa casada, se é qualquer palavra adocicada que ameniza uma vida dividindo cama, banheiro, refeições, cuecas e calcinhas sujas, contas pra pagar e crianças chorando!
Daí, as pessoas antes de casar, ou seja, antes DO relacionamento, tomam dois caminhos gerais.
Os que não querem saber de mentiras. Não dizem “eu te amo” e até se incomodam quando ouvem isso, esperam aquele algo a mais pra poder dizer tais palavras que, pode ser, nem venha. Será que vem?
E há os que não se importam. São exagerados mesmo, como a música do Cazuza, adoram um amor, mesmo quando é “inventado”. Junto-me a estes quando penso que estar apaixonado é uma das melhores sensações da vida, nada melhor do que aproveitá-la ao máximo.
Mas melhor mesmo, é o verdadeiro amor. T. W. Hunt diz.
“O amor almeja comunhão com seu objeto e sua perfeição espiritual. O amor deseja o bem supremo do seu objeto”.
Talvez palavras elogiosas tenham uma ação efêmera numa relação e por isso são tão associadas ao estar apaixonado, mas uma palavra construtiva, interessada (e não interesseira) a mantém viva, mesmo dividindo cama, banheiro, refeições, cuecas e calcinhas sujas, contas pra pagar e crianças chorando!
Mas é claro que romance sempre cai bem, em qualquer tempo. Cortesia e educação são sempre fundamentais, se cuidar para o outro também.
E o que dizer de quem trai? A não ser de que é alguém que pode ter experimentado o amor “investimento” e preferiu retornar ao amor (paixão) “mentira”.
É um desfrutar de primícias, quando algo não tão reluzente, mas de maior valor já existe. É coisa de criança, que quer o brinquedo mais bonito, mesmo sendo o mais frágil. Peter Pans emocionais, que se apegam uma emoção fugaz como algo que os faça sentirem vivos, porque não conseguem viver emocionalmente estáveis e felizes na vida adulta.
Nessas horas é bom lembrar de Eclesiastes 3, parafraseando.
“Há tempo de “mentiras”, e tempo da verdade
Há tempo da paixão, e tempo de amar”.
Há um tempo próprio pra tudo, aproveite!
Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!
sábado, agosto 13, 2005
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