
Antes do assunto propriamente dito, uma breve introdução.
Comecei a pensar em escrever este post duas noites atrás, mas como uma forma de concluir o papo que tinha com BV, enquanto a levava para casa. Eu me empolguei com a minha parte da história e nem pude concluir, dizendo o que a minha história, a de uma outra pessoas (que ela me contou) e a dela própria tinham em comum. Então, BV, isso é primariamente pra você.
Mas hoje, entrando no Messenger (coisa rara), conclui que das cinco pessoas com quem conversei, quatro estavam, de uma forma ou de outra, admitindo ou não, total ou parcialmente no mesmo processo.
Então, FG, VL, AN e “minha musa”, peguem carona com BV e comigo nesse post.
Todo mundo sonha, e em nossos sonhos pensamos sempre em ser o máximo.
Na minha primeira infância, vivendo quase na roça, o que me fazia os olhos brilhar era o motorista do ônibus. Então, tava eu lá, colher de pau na mão, fazendo às vezes de volante, sentado na poltrona da sala, fazendo uma viagem imaginária, com direito à troca de marchas e abertura de portas com aquele sistema de ar comprimido barulhento. Via todo o caminho com perfeição, fazia todos os barulhos... até hoje gosto de ônibus e acho que é por causa disso.
Com o tempo, meus sonhos mudaram: rockstar, desenhista famoso, escritor, ganhador do prêmio Nobel... por aí vai. Esses eram os meus, hoje tenho outros e você talvez tenha a sua galeria de sonhos.
Dos quais você nunca ganhou ou realizou.
Sim, é difícil competir e realizar todos os sonhos. Existe aquela crise angustiante destes se distanciarem da gente, e quando era para os sonhos serem mais palpáveis, na chamada vida adulta, estes se encontram mais inviáveis.
É quando se pensa na vida e se vê, que para algo novo e real crescer, são os sonhos que têm que ser desconstruídos e dói se livrar deles, a gente não quer.
Mas eles tiveram sua função, fizeram nossos olhos brilharem, nos deram uma (dês)medida de ambição, trabalharam nosso eu lúdico, mas tem a hora de dizer: dá licença! Deixa a minha realidade passar.
Processo que não é tão light assim. É através da infelicidade e frustração que a gente sabe que algo tem que mudar, só que a gente também precisa de uma levantada no ego também, até porque temos a tendência a nos culparmos de coisas das quais não temos sequer controle e fazem parte do cenário que nos faz ser a pessoa que somos hoje, nem vitoriosas, nem derrotadas, mas apenas somos. Repetindo, não se compete com os sonhos, não se ganha dos sonhos por conta própria, então por que se sentir um derrotado?
Por isso é sempre bom saber e ser lembrados do bem que fizemos e fazemos, das nossas virtudes, do nosso valor. Que nem tudo está perdido e é ruim e o que temos é a base pro que devemos construir.
E o que devemos construir? Por que não aquilo que achamos que vale a pena e tem valor? O que nos faz sentirmos uma pessoa melhor? Seja como operária ou rainha, por que não o trabalho de formiguinha que talvez ninguém faça com tanto carinho e afinco, quanto você ou eu?

Um comentário:
=]
Bjux!
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