Há um mês atrás estava nele sentado. Já havia trocado de posição e sentado antes em dois de seus colegas, me esquivando do ar condicionado que insistia em soprar, mesmo numa manhã fria de inverno.
Nele sentado, com as pernas apoiadas em seu colega da frente, sentia minha impaciência... era o olhar para os lados, o remexer na cadeira, eram os minutos passando e olhar a todo instante naquele painel, para onde ele estava apontado.
“Chegando / Now arriving”
“Pousado / Landing”
Na minha cabeça os pensamentos: “como vou recebê-la?”, “vou beijá-la?”, “isso tá acontecendo mesmo?”, “como é que ela lá de tão longe foi me amar?”, “será que a amo?”.
O banco, sabendo do seu papel na minha história e conhecedor de muitas outras das quais até participou, ficou quieto, pois não era hora de palavras, mas da intuição agir.
Então, Sr Banco, quero lhe dizer o que você não sabe. Talvez você tenha visto quando ela chegou e eu a abracei, tirando-a de perto daquele movimento todo. Como tudo era muito surreal, logo ali perto, mas nas suas costas, demos nosso primeiro beijo. Pena que o senhor não viu, mas foi o primeiro de muitos. Passamos 10 dias maravilhosos juntos e nos reencontraremos em breve, talvez até pra nunca se separar mais.
Ah sim! Hoje faz um mês que namoramos.
Sim, estou feliz, Sr. Banco, obrigado por me agüentar naquela manhã e ter ficado quieto. O senhor sabia o que estava fazendo.
Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!
terça-feira, agosto 09, 2005
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Um comentário:
"... e quanto levou? antes um mês... eu já nem sei, pois até quem me vê lendo o jornal na fila do pão sabe que eute encontrei!!!"
amor, meu grande amor... bom é ver você de braços abertos e sorriso no rosto e logo em seguida sentir este braços me envolverem e o sorriso se transformando em múltiplos beijos...
como Sulamita, amo e espero pelo meu amado alvo e rosado! ;)
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