Mas não é por isso.
Estou numa fase reflexiva, numa fase de administração de fardos e busca de referências.
No caso das referências, as preciso, dia a dia, para a reafirmação de decisões, que não são só minhas, e que têm o efeito de mudar a minha vida e a de outros (e aí é que piro).
Até porque, nas mudanças e tudo que as envolve, está a ruptura com o que está estabelecido e, portanto, seguro. E se surge à insegurança... lá se vai o controle!
E sem controle, novas realidades, desafios, conjunturas surgem, com novas responsabilidades associadas, ou novos fardos. De maneira alguma pessoas são fardos para mim, mas o bem estar, meu e dos meus (antigos e novos) toma um tempo grande da minha cabeça.
Por isso o estar quieto, lacônico, tenso, roçando no mau humor. Quando falo, pelos cotovelos, dando o recado, explicitando todas as variáveis, mostrando todas as possibilidades, buscando o controle.
Mesmo quando este é impossível.
Finalizando, três ponderações.
Nessas horas é tão bom quando os problemas dizem respeito só a você!
É isso que significa ser chefe de família?
Deus, passei a bola!
