Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!

sábado, março 31, 2007

Caetaneando no século XXI

Caetano brigou com sua mulher e decidiu sair pra balada com os amigos do filho. Caetano foi iniciado em novidades musicais por estes. Com afinco, lá estava ele em todos os shows mais descolados que aconteciam, eu mesmo esbarrei com ele em vários shows.


Caetano decidiu então fazer rock. Um ritmo cru, pra talvez combinar com o naturalismo de sua música. Uma formação minimalista, mas muito bem produzida, pra fugir da grandiloqüência das grandes estrelas da MPB.


Caetano cantou a separação, o ódio a quem amara antes e todos sabiam pra quem cantava, inclusive a própria, que, espertamente, viu naquela emoção que resgatou o compositor de dentro do crooner, uma oportunidade de ganhar dinheiro.


Mas Caetano não soube fazer do rock a sua melodia, até porque o rock, sendo apenas rock não é melódico, é quebrado, é raso e simples. O rock, mais que ritmo, tem muito de atitude. Já se foi o tempo de Caetano ter atitude.


Caetano destruiu “sampa”, comercialmente sentou com um banquinho e violão para acalmar a patuléia, confirmou que está tudo “fora da ordem” e fechou com “o mestre” Jorge Ben, que “descobriu que era um anjo”, mas também descobriu a colocar o rock no samba e, assim, animar a festa.


Caetano precisa lembrar que nem tudo que é novo é moderno, ou bom, ou recomendável.


Por falar em recomendações, as faço à casa “Vivo Rio”. Excelentes acomodações e som impecável!

segunda-feira, março 26, 2007



Mais, aqui, ou linkado ao lado!

sexta-feira, março 23, 2007

O beijo no coração.

Se tem um cumprimento que não me agrada é o tal do “um beijo no seu coração”, na minha cabeça sempre surge aquela imagem de que alguém vai me por a força numa sala cirúrgica, onde se abrirá meu tórax para que se dê o ósculo em meu músculo pulsante e sangrento. Uma imagem nada agradável.


Mas além da imagem escatológica, me incomoda o exagero dessa pretensão. Quando alguém fala do beijo no seu coração (ou a sua versão esotérica, o beijo na “alma”), fala de uma demonstração de carinho excessivamente carinhoso (com redundância mesmo) relacionado com o que seria a fonte dos bons sentimentos, o coração. Ou seja, não quero barreiras, quero invadir, ir fundo, quero lhe beijar bem no seu íntimo.


Alguém me perguntou se eu quero esse tipo de intimidade? Pois pra mim o beijo é algo que insinua ou comprova algo. Seja do educado ou galanteador beijo na mão, ao cuidadoso ou paternal beijo na testa, ao (tem que ser) molhado beijo amigo na bochecha (ou dois, ou três, depende de onde você mora) até as mais variadas versões de beijos na boca, que geralmente começam tímidos e não tem onde parar.


Até por isso é bom parar por aqui, beijo foi feito pra ser dado nos lugares certos, que merecem beijo. Vamos deixar o coitado do coração em paz com as suas pulsações!

sexta-feira, março 16, 2007

Atrás da pedra (escrito num sopetão, sem pretensão)

Olhou para o bicho homem e teve medo.

Dos olhos aguçados, dos braços a se movimentar.

Dos passos rápidos, sem tempo a perder.


Achou que não era digno de atenção.

Achou que diante de tanta agitação,

O melhor era calar-se.


E assim viveu,

Desperdiçando suas segundas chances,

Vivendo sob o domínio das hipóteses.


Sem nunca saber da aceitação,

Sem nunca viver o perdão,

Sem nunca entender como crescem as amizades.


Procurou em si o melhor amigo,

O único incapaz de se decepcionar com seus erros,

O único capaz de lhe entender.


Olhar de banda, cabeça baixa,

Distante, só mesmo cercado,

Pena, viu? Até que é amado!

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

[P.E.S.S.O.A.L.]

Uma morte.
Um casamento que se acaba.
Cobranças.
Aliados que brigam.
Acusações falsas.
Agressões gratúitas.
A pequena e velha postura.
Uma nova e grande responsabilidade.

Estou próximo ao ponto de quebra.

Quebranta-me ó Pai, molda meu caráter, faz-me mais fraco e assim mais dependente de ti. Que ao retirar-me deste mundo por estes dias, Tu te faças presente à minha frente e que possa trocar de fardo, me apossando do teu, que é leve.
Transforma a minha tristeza em alegria, minha angústia em esperança, minha dor em paz.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Amando e sendo amado por Deus

Se para você Deus não é uma pessoa, leia este texto como uma parábola.



Como se relacionar com o infinito, com a eternidade, com a onipotência e onipresença?
Como não se sentir sufocado por tamanha intensidade, ou melhor, como não ter medo?

Ou será que decidir amar a Deus é o que diferencia quem realmente tem coragem neste mundo do resto?

O fato é, que ao decidir amar a Deus, se é prontamente correspondido numa escala imensurável, porém, ao mesmo tempo, numa forma íntima e pessoal.

Porque Deus, como todos sabem, é amor, e quer exercê-lo, de forma incessante e insaciável.

Por isso nos é tão difícil nos encantarmos com Deus. Somos tímidos ao sermos impactados por tão grande amor, tão maior que o nosso, pequenas ostras deste mundo!

Àqueles desavergonhosamente corajosos está destinado uma relação de fortes emoções e feliz no final, quando juntos, de mãos dadas, seguem para uma casa no céu.





Para O, grande amigo de tão breve passagem na minha vida. Uma pessoa boa na essência, que nunca vi irado, resmungando ou cometendo qualquer ato de maldade (mesmo os menores). Uma inspiração de vida que antes de tudo ousou amar a Deus e, em retribuição, foi tão amado, que partiu hoje para os braços do Pai, pra nunca mais voltar pra esse mundinho. Toda homenagem é pouca para este grande homem!

À esposa, filhos (inclusive o que está por vir), pais e todos os demais que sofrem, os meus sentimentos e meu pedido para que o Espírito Santo os console.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Som na caixa, seu mané! (e esse é o cara!)

Everybody here wants you - Jeff Buckley

Twenty-nine pearls in your kiss, a singing smile,
coffee smell and lilac skin, your flame in me.
Twenty-nine pearls in your kiss, a singing smile,
coffe smell and lilac skin, your flame in me.
I'm only here for this moment.
I know everybody here wants you.
I know everybody here thinks he needs you.
I'll be waiting right here just to show you

How our love will blow it all away.
Such a thing of wonder in this crowd,
I'm a stranger in this town, you're free with me.
And our eyes locked in downcast love, I sit here proud,
Even now you're undressed in your dreams with me.
I'm only here for this moment.
I know everybody here wants you.
I know everybody here thinks he needs you.
I'll be waiting right here just to show you
How our love will blow it all away.
I know the tears we cried have dried on yesterday
The sea of fools has parted for us
there's nothing in our way, my love
Don't you see, don't you see?
You're just the torch to put the flame
to all our guilt and shame,
And I'll rise like an ember in your name.
I know, I know,
I know everybody here wants you.
I know everybody here thinks he needs you.
I'll be waiting right here just to show you
Let me show that love can rise, rise just like
embers.
Love can taste like the wine of the ages, baby.
And I know they all look so good from a distance,
But I tell you I'm the one.
I know everybody here thinks he needs you,
thinks he needs you
And I'll be waiting right here just to show you.

sábado, fevereiro 10, 2007

Um minuto.

Nesta quinta passada, ao chegar do almoço (quando vi o jornal local), fui abordado pela funcionária lá da unidade. Ela me pediu pra atender a uma criança que havia sido atropelada no dia anterior e cuja mãe estava desorientada e achava que sua filha tinha perdido vários dentes e não conseguiria comer.

Minutos depois ela entrou, mais desorientada que a filha, a carregar ainda um bebê no colo. Como a maioria das pessoas dali era mais uma pessoa carente, despreparada e desprovida de cidadania.

Olhei as radiografias, fiz os exames clínicos, constatei que não era nada de grave, apenas escoriações na face. Quando começava a dar explicações e orientações à mãe, esta, descontrolada e revoltada, não parava de me interromper com suas reclamações, pois quem atropelara a sua filha fugira, sem prestar socorro.

Coloquei a mão no ombro da mãe disse: "por favor, agradeça a Deus e não reclame, sua filha está viva e bem, tem uma mãe que não pode dizer o mesmo agora."

A mãe parou e concordou, a funcionária foi se esconder atrás da divisória pra chorar. O resto da consulta seguiu-se em completo silêncio.

Consegui gaze e iodo para os machucados, me despedi da família e mergulhei no trabalho, quando esqueci do ocorrido, mas não posso negar que após tanto tempo vivendo aqui e vendo a coisa ficar cada vez pior, dessa vez doeu fundo, a ponto de questionar a misericórdia pra quem é tão desumano.

Que Deus console a família de João Hélio Fernandes.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Som na caixa, seu mané! (faz tempo, né?!)

Young Folks - Peter Bjorn and John


If I told you things I did before,
told you how I used to be,
would you go along with someone like me?
If you knew my story word for word,
had all of my history,
would you go along with someone like me?

Heard it before and had my share,
it didn't lead nowhere;
I would go along with someone like you.
It doesn't matter what you did,
who you were hanging with;
we could stick around and see this night through.

and we don't care about the young folks,
talking 'bout the young style,
and we don't care about the old folks,
talking 'bout the old style too.
and we don't care about our own folks,
talking 'bout our own stuff,
all we care about is talking,
talking only me and you.

usually when things have gone this far,
people tend to disappear;
no-one will surprise me unless you do.
I can tell that something's going on,
hours seem to disappear;
everyone is leaving, I'm still with you.
It doesn't matter what we do,
where we are going to,
we could stick around and see this night through.