Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!

sábado, março 31, 2007

Caetaneando no século XXI

Caetano brigou com sua mulher e decidiu sair pra balada com os amigos do filho. Caetano foi iniciado em novidades musicais por estes. Com afinco, lá estava ele em todos os shows mais descolados que aconteciam, eu mesmo esbarrei com ele em vários shows.


Caetano decidiu então fazer rock. Um ritmo cru, pra talvez combinar com o naturalismo de sua música. Uma formação minimalista, mas muito bem produzida, pra fugir da grandiloqüência das grandes estrelas da MPB.


Caetano cantou a separação, o ódio a quem amara antes e todos sabiam pra quem cantava, inclusive a própria, que, espertamente, viu naquela emoção que resgatou o compositor de dentro do crooner, uma oportunidade de ganhar dinheiro.


Mas Caetano não soube fazer do rock a sua melodia, até porque o rock, sendo apenas rock não é melódico, é quebrado, é raso e simples. O rock, mais que ritmo, tem muito de atitude. Já se foi o tempo de Caetano ter atitude.


Caetano destruiu “sampa”, comercialmente sentou com um banquinho e violão para acalmar a patuléia, confirmou que está tudo “fora da ordem” e fechou com “o mestre” Jorge Ben, que “descobriu que era um anjo”, mas também descobriu a colocar o rock no samba e, assim, animar a festa.


Caetano precisa lembrar que nem tudo que é novo é moderno, ou bom, ou recomendável.


Por falar em recomendações, as faço à casa “Vivo Rio”. Excelentes acomodações e som impecável!

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