Olhou para o bicho homem e teve medo.
Dos olhos aguçados, dos braços a se movimentar.
Dos passos rápidos, sem tempo a perder.
Achou que não era digno de atenção.
Achou que diante de tanta agitação,
O melhor era calar-se.
E assim viveu,
Desperdiçando suas segundas chances,
Vivendo sob o domínio das hipóteses.
Sem nunca saber da aceitação,
Sem nunca viver o perdão,
Sem nunca entender como crescem as amizades.
Procurou em si o melhor amigo,
O único incapaz de se decepcionar com seus erros,
O único capaz de lhe entender.
Olhar de banda, cabeça baixa,
Distante, só mesmo cercado,
Pena, viu? Até que é amado!

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