Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!

segunda-feira, julho 03, 2006


E hoje, (cada vez mais) quietinho esse blog completou um ano.
Se for possível, uma série de reposts e posts comemorativos.
Parabéns para o blog,
Disposição para mim
E paciência pra quem visita!

sábado, julho 01, 2006

Die Fraulein V

Die V
Aqueles que não te conhecem
Ao notarem teu porte altivo
E tua aristocrática educação,
Podem pensar que vives
Neste verão
Nos cafés da Baviera,
Nas insanas noites de Berlim
Vivendo na pompa
Sem preocupar-se com o futuro,
Sequer com os pobres mortais
Que vivem ao sul

Mas eu que te conheço
Sei muito bem
Que como esta pátria em que vives,
Tens tuas marcas bem presentes
E fantasmas a te assombrar

Poderias te assustar
Como a donzela que todos pensam,
Mas eis que é guerreira
E lutas todas as tuas lutas
Bem como as do presente
Lutas as do passado
Com a mesma tenacidade

Die fraulein V,
Para quem não consigo ter segredos
Sou dos poucos que sabe
Porque olhas para cima
E tens porte altivo

Sim, fraulein V,
Sei que já entras nas lutas
Com a vitória, com a honra
Porque és honesta, porque és correta

Sei que não tens orgulho,
Sei que só tens esperança,
Sei que te calas,
Mas com os olhos falas horrores
E nada se desapercebe

Pra finalizar, fraulein,
Saiba que aqui,
Cercado pelo mar e montanhas,
Sei da tua luta,
Já vi igual,
Já vi o mesmo Deus
E sei que vencerás

Para então
Passares o próximo verão
Nos cafés da Baviera,
Nas insanas noites de Berlim
Vivendo na pompa
A preocupar-se com o futuro
Dos pobres mortais
Que vivem ao sul

Despachecando

E a melhor seleção destas quartas de final da copa de 2006 foi mesma aquela, já consagrada, com jogadores experientes que souberam dominar o jogo com seu incessante toque de bola e movimentação. Comandados pelo seu craque, duas vezes eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA, o time não calçou salto alto, mesmo tendo entre seus titulares, jogadores base das principais equipes de futebol da Europa. Neste encontro entre os mais recentes campeões mundiais, ganhou quem se esqueceu do passado e se concentrou no presente.

Poderia ser uma avaliação do Brasil, mas infelizmente é a da França do jogo de hoje. Mais uma vez o Brasil cai perante Le Bleu.

Eu já vi o Brasil perder jogando bonito (1982), ganhar jogando feio (1994), mas junto com 1990, essa é a segunda copa que vejo nossa seleção perdendo e jogando o mais burocrático futebol.

Abaixo os erros da seleção, segundo minha humilde opinião.

  • Empáfia e prepotência, achando que tínhamos um time pronto, com uma tática perfeitamente assimilada, com jogadores que, sem esforço, teriam um entrosamento que nos faria invencíveis.
  • Uma maior preocupação com recordes e redenções pessoais, em detrimento da conquista coletiva.
  • Uma teimosia em querer se mostrar sábio da parte do técnico, uma preocupação em se manter firme em suas convicções com um claro intuito de calar os críticos, imprensa e torcida.
  • Incapacidade da comissão técnica em motivar jogadores que, futilmente, acham que não precisam de nada. Uma passividade que começa do banco e me convence que a conquista de 1994, mais do que mérito tático, foi fruto da ação de 3 jogadores que justamente não rezavam por essa cartilha: Dunga, Branco e o maldito Romário (este deve estar dando uma festa agora, e com razão).

E quem caiu e subiu no saldão da seleção brasileira nessa copa.

Ah sim! Dê sua opinião.

sexta-feira, junho 30, 2006

Som na caixa, seu mané!

Porque faz tempo que não posto música aqui.
Porque gosto de pop sim.
Porque essa música não sai da minha cabeça.
E porque a letra tem tudo a ver.

Crazy - Gnarls Barkley

I remember when,
I remember, I remember when I lost my mind
There was something so pleasant about that place.
Even your emotions had an echo
In so much space

And when you're out there
Without care,
Yeah, I was out of touch
But it wasn't because I didn't know enough
I just knew too much

Does that make me crazy
Does that make me crazy
Does that make me crazy
Probably

And I hope that you are having the time of your life
But think twice, that's my only advice
Come on now, who do you, who do you, who do you, who do you think you are,
Ha ha ha bless your soul
You really think you're in control

Well, I think you're crazy
I think you're crazy
I think you're crazy
Just like me

My heroes had the heart to Lose their lives out on a limb
And all I remember is thinking, I want to be like them

Ever since I was little, ever since I was little it looked like fun
And it's no coincidence I've come
And I can die when I'm done

Maybe I'm crazy
Maybe you're crazy
Maybe we're crazy
Probably



Tradução no primeiro comentário.

quinta-feira, junho 22, 2006

Pensamentos dispersos em cadeia

Períodos raros como esse, em que tenho algum tempo e até assunto pra postar, estão cada vez mais raros. Curioso é que me tem faltado é vontade mesmo. Nem com a proximidade do primeiro aniversário do blog surge em mim alguma empolgação pra retomar essa empreitada com a força que tinha antes.

Mas isso não significa que o fim do blog está próximo, na verdade, como este não é um blog profissional e não recebo pra escrever, tenho que ter uma boa motivação pra escrever, pra vencer obstáculos como a rotina estafante ou o oposto (que é o caso), um desejo pelo mais puro ócio.

E talvez até pra tentar ir conceituando enquanto verbalizo, que escrevo. Dessa vez na mais clara curiosidade, tentando entender o que me bloqueia, se é sempre a mesma coisa (e se atinge a todos), ou coisas específicas, uma particularidade do momento.

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Momento este que vivo na expectativa de que algumas coisas transcorram para o seu fim: pendências, empecilhos, obstáculos a serem superados. Até por serem prioritários, fica difícil pensar em outras coisas que vão ocupando cada vez mais espaço em sua mente, quando teu senso de prioridades te aponta pra coisas tão específicas, infelizmente tão lentas pra serem resolvidas.

Assim vou levando, esperando que tal fase passe, buscando clareza de mente, buscando isenção pra não tomar posições e decisões que venho desejando pelo calor, indignação, pressão ou desconforto. Acho que já foi o tempo que pensava mais em atitudes do que em conseqüências.

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O chato é que numa situação dessas, você consegue parar de pensar, pensar nas coisas como deveriam ser, sobre seu passado e seu futuro (nunca no seu presente), nas coisas idealizadas, romanceadas, sem defeitos e, quando estas deveriam te inspirar, em contraste com a dura realidade, só te dão nostalgia, dor e uma vontade enorme.

De não fazer rigorosamente nada.

terça-feira, junho 20, 2006

Lucky shot!


Centro de Vassouras, RJ, ao entardecer
Foto tirada por mim
Clique nela para vê-la em tamanho maior

domingo, junho 11, 2006

Som na caixa, seu mané!

Porque depois de um dia duro, ouvir esta música no carro acaba com qualquer mau-humor.

Piruetas - Chico Buarque (e os Trapalhões, pra ficar nota dez!)

Uma pirueta
Duas piruetas
Bravo, bravo
Superpiruetas
Ultrapiruetas
Bravo, bravo

Salta sobre
A arquibancada
E tomba de nariz
Que a moçada
Vai pedir bis
Que a moçada
Vai pedir bis

Quatro cambalhotas
Cinco cambalhotas
Bravo, bravo
Arquicambalhotas
Hipercambalhotas
Bravo, bravo

Rompe a lona
Beija as nuvens
Tomba de nariz
Que os jovens
Vão pedir bis
Que os jovens
Vão pedir bis

No intervalo
Tem cheirim de macarrão
E a barriga ronca
Mais do que um trovão

Quero um prato
Cê tá louco
Quero um pouco
Cê tá chato
Só um pedaço
Cê tá gordo
Eu te mordo
Seu palhaço

Olha o público
Cansado de esperar
O espetáculo não
Pode parar

Vinte piruetas
Trinta piruetas
Bravo, bravo
Polipiruetas
Maxipiruetas
Bravo, bravo

Sobe ao céu
Fura a calota
E tomba de bumbum
Que a patota
Grita mais um
Que a patota
Grita mais um

Dez mil cambalhotas
Cem mil cambalhotas
Bravo, bravo
Maxicambalhotas
Extracambalhotas
Bravo, bravo

Salta além
Da extratosfera
E cai onde cair
Que a galera
Morre de rir
Que a galera
Morre de rir

Ai, minhas costelas
Já tô vendo estrelas
Bravo, bravo
Ai, minha cachola
Não tô bom da bola
Bravo, bravo

Lona... nuvens
Tomba no hospital
Uma pirueta
Uma cabriola
Uma cambalhota
Não tô bom da bola

E o pessoal
Delira...
Maxipirulito...
Ultravioleta...
Bravo, bravo!

quarta-feira, junho 07, 2006




Foi quando se deu conta do quanto estava mal. Mesmo sob longo jejum, a idéia de comer lhe dava ânsias, além da certeza de que qualquer coisa na sua boca seria igualmente insossa.

Ali, na ponta daquela mesa, a mesma que compartilhara o riso das crianças e as confidências dos adultos, era agora longuíssima e solitária. As pessoas à sua volta, antes a viver o charme que apenas uma vida cotidiana pode ter, a olhar para baixo, como a procurar algum consolo como algo de valor naquele chão. As paredes de cores claras a refletir insistentes penumbras, que duravam dias e dias.

Um luto presente na casa onde ninguém morreu, uma tristeza cortante mesmo com tanta vitória lá fora. Tudo aparentemente tão normal, mas tão sem brilho e prazer.

Recolocou o garfo na mesa, empurrou o prato para longe de si e decidiu voltar. Voltar pro mesmo quarto escuro, pra mesma cama desarrumada, pra mesma cabeça estrategicamente vazia, pro mesmo corpo convenientemente cansado.

Foi quando se deu conta do quanto estava mal.

segunda-feira, junho 05, 2006

Nota mental

Aprender a técnica de se fazer de vítima.

Incrível como é eficaz e parece tão fácil!