Períodos raros como esse, em que tenho algum tempo e até assunto pra postar, estão cada vez mais raros. Curioso é que me tem faltado é vontade mesmo. Nem com a proximidade do primeiro aniversário do blog surge em mim alguma empolgação pra retomar essa empreitada com a força que tinha antes.
Mas isso não significa que o fim do blog está próximo, na verdade, como este não é um blog profissional e não recebo pra escrever, tenho que ter uma boa motivação pra escrever, pra vencer obstáculos como a rotina estafante ou o oposto (que é o caso), um desejo pelo mais puro ócio.
E talvez até pra tentar ir conceituando enquanto verbalizo, que escrevo. Dessa vez na mais clara curiosidade, tentando entender o que me bloqueia, se é sempre a mesma coisa (e se atinge a todos), ou coisas específicas, uma particularidade do momento.
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Momento este que vivo na expectativa de que algumas coisas transcorram para o seu fim: pendências, empecilhos, obstáculos a serem superados. Até por serem prioritários, fica difícil pensar em outras coisas que vão ocupando cada vez mais espaço em sua mente, quando teu senso de prioridades te aponta pra coisas tão específicas, infelizmente tão lentas pra serem resolvidas.
Assim vou levando, esperando que tal fase passe, buscando clareza de mente, buscando isenção pra não tomar posições e decisões que venho desejando pelo calor, indignação, pressão ou desconforto. Acho que já foi o tempo que pensava mais em atitudes do que em conseqüências.
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O chato é que numa situação dessas, você consegue parar de pensar, pensar nas coisas como deveriam ser, sobre seu passado e seu futuro (nunca no seu presente), nas coisas idealizadas, romanceadas, sem defeitos e, quando estas deveriam te inspirar, em contraste com a dura realidade, só te dão nostalgia, dor e uma vontade enorme.
De não fazer rigorosamente nada.
Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!
quinta-feira, junho 22, 2006
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