Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!

segunda-feira, junho 25, 2007

Sucessões hermânicas

Como deve ser de conhecimento da maioria aqui, os Los Hermanos estão dando um tempo, num recesso por tempo indeterminado. Grande parte dos fãs, cultuadores da banda pensam no pior, imaginando que seja apenas uma desculpa esfarrapada para não dizer que acabaram de vez.


Caso você seja um desses, cabe a leitura desse post, que vai te mostrar dois possíveis sucessores a esse fenômeno que foi ou é o LH.


Há cerca de 20 dias fomos, eu, My Dearest e sua amiga L, direto de Fortal, conferir uma dobradinha de shows no Circo Voador: Kassim + 2 e Mombojó.


Kassim + 2 é o terceiro projeto do trio composto pelo próprio, Moreno Veloso (filho do homem) e Domenico. O primeiro disco foi capitaneado por Moreno, portanto foi chamado de Moreno + 2, o segundo foi a vez de Domenico + 2 e agora é a vez de Kassim. Isso quando os três não se juntam à Adriana Calcanhoto, que chama esta formação de + ela (ou, nas internas, de Adriana + 3). Tudo bonitinho, democrático e aritmético... not!


Bom, mas se o que interessa é falar de substitutos para o LH, vale ressaltar que Kassim foi o produtor de dois dos discos dos caras: bloco do eu sozinho e ventura. Ao ouvir as músicas de Kassim, é impossível não notar o quanto é responsável pela sonoridade Hermânica tão consagrada. O problema é que, como cantor, Kassim é um ótimo compositor.


O ponto alto do show foi quando Moreno e Domenico assumiram o vocal nas suas composições, lá pelo miolo do show. Mostraram uma versatilidade maior em melodia e em estilo que Kassim, responsável ela abertura e fechamento do show.


O projeto do + 2, com mais dois ótimos músicos de apoio, é mais pesado que o LH. Utiliza mais samplers e seqüenciadores, abusa da percussão, ignora os metais, mas em todo o momento é brasileiro, é rock + MPB em várias de suas vertentes. Talvez a saída ou solução seja assumirem-se como uma banda mais convencional, com igualdade e democracia na composição, mas utilizando-se dos pontos fortes de cada um dos 3 núcleos do projeto. Ou seja, para de cantar, Kassim!


O segundo show foi dos pernambucanos do Mombojó, dos quais eu já estava geneticamente predisposto a gostar, ao mesmo tempo que me sentia “devedor a mim mesmo” por ainda não mergulhar de cabeça nos sons modernos da terra de meus pais, como Mundo livre S.A., Nação Zumbi, Cascabulho, etc. Esperava que o Mombojó fosse a atualização do mangue beat, ledo engano.


Não que seja ruim, mas o Mombojó é mais conhecidos por suas baladas, estas sim, fortemente Hermânicas, mas como My D pôde constatar in loco, mais abertas quanto à orientação sexual.


O Mombojó possui uma estrutura e visual do mangue beat, mas é sonoricamente muito parecido com os LH, com uma grande vantagem: possuem um frontman carismático.


Não que precisasse, a platéia já estava ganha, sabia todas as letras de cor e interagia em todas as deixas da banda. Sim, a banda já foi adotada pelos indies, o que reforça a candidatura do Mombojó como forte sucessor hermânico, já que corre o mesmo caminho que seus antecessores.


O tempo dirá, principalmente se ser este sucessor é algo bom, ou não.

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