Pra que existem os formalismos, os símbolos, os rituais? Eles se bastam em si? Será que todos esses memoriais que pensamos (nós os humanos) em guardar tem valia quando faltam a base, a vontade ou o sentimento que os gera?
Acho que nestes casos, nem passam perto de boas memórias, mas de contundentes assombrações, as vezes, ainda sendo pagas no cartão de crédito e no cheque pré.
Tem um filme em que o Jack Nicholson faz um papel inspirado no general Oliver North, do escândalo do irangate (não sabe? Wikipedia nisso!). Numa cena de tribunal, ele berra mais ou menos assim para um acuado Tom Cruise. E eu ouvi muito bem.
- Do you want the truth?! You know nothing about the truth! You can’t handle the truth!
Desde então, depois que – ao ouvir - quase fiz nas calças já na minha tenra adolescência, eu aprendi que a verdade deve ser creditada a Quem é devido. Eu é que não sou digno desse crédito!
De vez em quando Deus pode realmente estar proporcionando coisas boas a quem acha que não merece. Que é que se pode fazer?
Aproveita!
Também tem aquela história do Pequeno Príncipe, que dizia que “as pessoas são responsáveis por quem cativam”. Eita, menino sabido! Mas tão fora de moda no circuito das misses, princesas e afins (possivelmente com seus correlatos masculinos também) hoje em dia.
Ainda bem que tem sempre um desenho novo do Shrek pra lembrar o ogro que eu sou!
Vivi tanto tempo pra só hoje descobrir que o louco e o teimoso tem tanto em comum: não escutam a ninguém a não ser a si próprios.
Mas há muito tempo eu sei que as palavras podem não ter endereço nenhum, mas podem bater de porta em porta... com passagem garantida!

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