Mais do que nunca, está decidido: serei um santo!
Não, não tenho a menor pretensão de fazer uma cota de milagres por aí, mas se Deus me permitir, assim será.
Também não tenho a menor intenção de ser uma pessoa pura e inocente, quase alheia a tudo e a todos, apesar de, como diz o ditado, a ignorância ser uma bênção. Já vivi demais pra ter essa pretensão.
Talvez o conceito de santidade seja estranho para você, pois geralmente se associa a estas duas expressões – errôneas – que escrevi acima: milagres e pureza (ou inocência).
Mas o conceito etimológico da palavra santo quer dizer separado, destacado, ou melhor, aquele que não toma parte.
Na sua prática, a santidade tem um componente fundamental e raro para os dias de hoje: a ética. Sim, em sua essência, o homem santo é aquele que é ético. Ético em todas as coisas da sua vida.
Um homem santo é aquele que tem moral para condenar a corrupção desse mundo, pois age de forma honesta e, claro, ética em todos os aspectos de sua vida. Não reproduz em menor escala a corrupção no atacado que ele vê.
Ele se preocupa com o bem estar dos que estão ao seu redor e é uma pessoa que influi positivamente nestes. É capaz de até mesmo renegar à sua cultura, naquilo que fere a ética, que fere o que é mais correto a ser feito.
Um homem santo não é reconhecido por atitudes pontuais, ou por milagres esporádicos, ele não é alvo de preces. Simplesmente, ele é alguém que entende que ser santo é um objetivo de vida, de um processo tão ignorado nesse mundo, chamado de santificação. Se ele vais er reconhecido pelos outros como santo, é um mero detalhe.
Santificação esta que traz independência de raciocínio, que traz autonomia de conclusões e que, sobretudo, traz em si uma ética tão rara nesse mundo. No mais, Ele mesmo ordenou.
“Sede santos, porque Eu sou santo”.
Que moral, né?

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