Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!

quarta-feira, abril 11, 2007

Das Perdas

Não existe história sem perdas. Não falo de perdas limitado ao sentido de derrota, pois muitas destas perdas são partes da vida, como dentes de leite que se vão, podendo ser até mesmo vitórias. Falo da perda como algo que se vai, como bagagem perdida no tempo, como algo que muda não só nossa superfície, mas pode trazer peso ou leveza ao interior.


Inocência, credulidade, viço são substituídos por outras características (desejáveis ou não) como experiência, ceticismo e marcas. Se perde e se ganha com o passar dos anos, tornamo-nos pessoas diferentes no processo universal chamado amadurecimento.


Eu sei do que perdi, sei também do que ganhei. Sei do que queria ter mantido, sei do que desejaria nunca ter ganhado. Sei do que nunca desejarei ganhar e sei do que lutaria até a morte para recuperar. Em vão. Sei quem me roubou ou acrescentou, como sei de quem roubei e acrescentei.


Hoje, mais homem feito do que ontem, mas menos do que amanhã, sei que é do resultado dessas perdas e ganhos que sai uma pessoa que tem pela frente desafios, sonhos, projetos e relacionamentos, ou seja, tem uma vida.


De cuja parte fazem as perdas.

terça-feira, abril 10, 2007

Suddenly Everything Has Changed

Música dos Flaming Lips, pelo Postal Service.

Putting all the vegetables away
That you bought at the grocery store today
And it goes fast
You think of the past
Suddenly everything has changed

Driving home, the sky accelerates
And the clouds all form a geometric shape
And it goes fast
You think of the past
Suddenly everything has changed

Putting all the clothes you’ve washed away
And as you’re folding up the shirts you hesitate
Then it goes fast
You think of the past
And suddenly everything has changed

Valeu, Sr.F!

sexta-feira, abril 06, 2007

segunda-feira, abril 02, 2007

Sorrir


Valiosos são aqueles que sabem alegrar

Que transformam meu semblante triste

Num radiante sorriso


Um sorriso que me escapa

Sem ser escape dessa vida


Um sorriso que me toma

E me leva a abrir meu coração


Um sorriso que me edifica

Ensinando lições profundas num segundo


Sábios são aqueles que riem

Diante dos problemas

Por maior que sejam

Não os levam a sério

E declaram desafiadoramente que vencerão

Num contrato de fé, lavrado com um sorriso

sábado, março 31, 2007

Caetaneando no século XXI

Caetano brigou com sua mulher e decidiu sair pra balada com os amigos do filho. Caetano foi iniciado em novidades musicais por estes. Com afinco, lá estava ele em todos os shows mais descolados que aconteciam, eu mesmo esbarrei com ele em vários shows.


Caetano decidiu então fazer rock. Um ritmo cru, pra talvez combinar com o naturalismo de sua música. Uma formação minimalista, mas muito bem produzida, pra fugir da grandiloqüência das grandes estrelas da MPB.


Caetano cantou a separação, o ódio a quem amara antes e todos sabiam pra quem cantava, inclusive a própria, que, espertamente, viu naquela emoção que resgatou o compositor de dentro do crooner, uma oportunidade de ganhar dinheiro.


Mas Caetano não soube fazer do rock a sua melodia, até porque o rock, sendo apenas rock não é melódico, é quebrado, é raso e simples. O rock, mais que ritmo, tem muito de atitude. Já se foi o tempo de Caetano ter atitude.


Caetano destruiu “sampa”, comercialmente sentou com um banquinho e violão para acalmar a patuléia, confirmou que está tudo “fora da ordem” e fechou com “o mestre” Jorge Ben, que “descobriu que era um anjo”, mas também descobriu a colocar o rock no samba e, assim, animar a festa.


Caetano precisa lembrar que nem tudo que é novo é moderno, ou bom, ou recomendável.


Por falar em recomendações, as faço à casa “Vivo Rio”. Excelentes acomodações e som impecável!

segunda-feira, março 26, 2007



Mais, aqui, ou linkado ao lado!

sexta-feira, março 23, 2007

O beijo no coração.

Se tem um cumprimento que não me agrada é o tal do “um beijo no seu coração”, na minha cabeça sempre surge aquela imagem de que alguém vai me por a força numa sala cirúrgica, onde se abrirá meu tórax para que se dê o ósculo em meu músculo pulsante e sangrento. Uma imagem nada agradável.


Mas além da imagem escatológica, me incomoda o exagero dessa pretensão. Quando alguém fala do beijo no seu coração (ou a sua versão esotérica, o beijo na “alma”), fala de uma demonstração de carinho excessivamente carinhoso (com redundância mesmo) relacionado com o que seria a fonte dos bons sentimentos, o coração. Ou seja, não quero barreiras, quero invadir, ir fundo, quero lhe beijar bem no seu íntimo.


Alguém me perguntou se eu quero esse tipo de intimidade? Pois pra mim o beijo é algo que insinua ou comprova algo. Seja do educado ou galanteador beijo na mão, ao cuidadoso ou paternal beijo na testa, ao (tem que ser) molhado beijo amigo na bochecha (ou dois, ou três, depende de onde você mora) até as mais variadas versões de beijos na boca, que geralmente começam tímidos e não tem onde parar.


Até por isso é bom parar por aqui, beijo foi feito pra ser dado nos lugares certos, que merecem beijo. Vamos deixar o coitado do coração em paz com as suas pulsações!

sexta-feira, março 16, 2007

Atrás da pedra (escrito num sopetão, sem pretensão)

Olhou para o bicho homem e teve medo.

Dos olhos aguçados, dos braços a se movimentar.

Dos passos rápidos, sem tempo a perder.


Achou que não era digno de atenção.

Achou que diante de tanta agitação,

O melhor era calar-se.


E assim viveu,

Desperdiçando suas segundas chances,

Vivendo sob o domínio das hipóteses.


Sem nunca saber da aceitação,

Sem nunca viver o perdão,

Sem nunca entender como crescem as amizades.


Procurou em si o melhor amigo,

O único incapaz de se decepcionar com seus erros,

O único capaz de lhe entender.


Olhar de banda, cabeça baixa,

Distante, só mesmo cercado,

Pena, viu? Até que é amado!