Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!

quarta-feira, abril 19, 2006

Hoje eu li...

Estudo prova que homens perdem a cabeça pelas mulheres

Londres, 19 abr (EFE).- Um grupo de pesquisadores comprovoucientificamente que os homens perdem a cabeça pelas mulheres,informa hoje a revista britânica "Proceedings of the Royal Society".

Segundo um estudo de cientistas da Universidade de Leuven(Bélgica), os numerosos encantos de uma mulher dificultam acapacidade dos homens para tomar decisões, já que os níveis de testosterona disparam frente aos atrativos femininos.

Para chegar a tal conclusão, os pesquisadores analisaram asreações de 44 voluntários - homens de entre 18 e 28 anos.Os voluntários eram agrupados em dupla e de tempos em tempos viam imagens de mulheres atrativas e eram perguntados sobre seus gostos a respeito de tecidos.

Resultado: os homens expostos ao que os cientistas chamaram de"insinuações sexuais" caíam mais facilmente na tentação de fazerinsinuações do que os que não haviam sido expostos e apresentavam maiores níveis de testosterona.

Embora os homens achem que são seres muito racionais, a pesquisa indica que "os homens com elevados níveis de testosterona são muito vulneráveis às insinuações sexuais", segundo Siegfried Dewitte, um dos responsáveis. "Se não houver nenhuma insinuação sexual, comportam-se com normalidade, mas se vêem imagens sexuais voltam a ser impulsivos",disse Dewitte.

No entanto, o cientista explicou que os resultados só demonstram uma tendência e que os homens podem "aprender" a se controlar. Agora, os pesquisadores de Leuven estão fazendo testes para averiguar se o mesmo ocorre com as mulheres, embora até agora não tenham descoberto nenhum estímulo visual que as transtorne na hora de tomar uma decisão.

terça-feira, abril 18, 2006

Foi então que ele conseguiu parar.
E percebeu que há muito tempo não era mais o dono de sua vida. Não entendia que força era aquela que comprometia seu esforço, tempo e, principalmente, seu futuro.
A vida era tão mais simples antes: bom e mau, gosta, não gosta, certo ou errado... a vida era regida por normas simples que compunham tudo aquilo que, de saldo, o fazia ser aquela pessoa facilmente rotulada por todos: bom garoto, um almofadinha para alguns, correto, educado, culto perante os simples, incapaz de surpreender... tudo mais fácil, quando apenas se era, ele pensava.
Hoje, além se ser, era ter e se comprometer.

E se não fosse o que realmente queria? Poderia correr riscos? Será que tava tendo tempo pra pensar? Colocar a cabeça no lugar? E aquele coração que ansiava por mais e ninguém sabia? Como lidar?

E se desistisse de tudo, pra depois ver que era feliz e não sabia? E se já não tivesse mais nenhuma outra chance, como pensava?

Baixou a cabeça, fitou os pés por muito tempo pra só depois entender que era esta dúvida, este peso que não o fazia levantar seus olhos. Entendeu que foram as circunstâncias, os compromissos, as escolhas - como um chicote a minar a vontade do escravo rebelde – que o levaram bem para aquele ponto, quando ele parou e viu que não era dono de absolutamente mais nada.

quarta-feira, abril 12, 2006

Oscilando


Os últimos dias foram uma sucessão intensa de ALTOS e baixos. Fortes emoções que me tem tomado tempo pra digerir e tentar tirar as lições de cada uma delas, bem como do conjunto.

Tendo falado recentemente da impotência, lá fui eu, de novo, ser alvo dela. Por causa de gente pequena, em posição pequena e pensamento menor ainda, vi um sonho se desmoronar, ainda por cima, por calúnia e difamação. Teve gente que até sugeriu que eu abrisse processo, mas o que se ganha de quem não tem nada? Se de quem eu tava louco pra ganhar uma grana, amarelou...

MAS ESSE ASSUNTO TROUXE ALGO DE BOM. MEUS DOIS SÓCIOS, QUE NÃO SÃO SÓCIOS ENTRE SI, POR CAUSA DO OCORRIDO, CONVERSARAM. E COMO FOI BOM, RECEBER OS ELOGIOS DOS DOIS, ATRAVÉS DOS INTERLOCUTORES. É MUITO BOM QUANDO SEUS PRECEITOS E POSTURAS SÃO INTERPRETADOS DA FORMA CORRETA E, QUANDO PESADO, VOCÊ PASSA POR PESSOA RESPONSÁVEL E CORRETA.

Porém, mais uma vez me encontro numa encruzilhada profissional, pelas minhas contas a terceira. Em todas elas, Deus sempre proporcionou esses momentos de crise como antecedente de grandes avanços (pra realidade que eu vivia na época, é claro), mas que é chato isso pesar no seu bol$o, isso é.

NO DIA QUE ESTAVA MAIS DEPRIMIDO QUANTO Á PROFISSÃO, RUMEI PRA TERRA DO CHUVISCO PRA DAR AULA. ERA UM CHAMARIZ PRA PÓS E MEU COLEGA DE DOCÊNCIA ESBRAVEJAVA CONTRA A PRESENÇA MACIÇA DE ALUNOS DOS PRIMEIROS PERÍODOS. PEDI PRA QUE FICASSE TRANQUILO, ELES ERAM MEUS CONVIDADOS DE HONRA.

SENTI-ME NA OBRIGAÇÃO DE NÃO SER APENAS TECNICISTA, MAS DE USAR TODA A MINHA EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL, QUE VIROU DE VIDA TAMBÉM, PARA INFLUENCIAR O CARÁTER DESSES MENINOS TÃO VERDES. APÓS 3 HORAS ININTERRÚPTAS, NENHUMA PERGUNTA, MAS AO TERMINAR DE DESLIGAR O PC, CERCA DE 10 ALUNOS VIERAM AGRADECER, TODOS DO INÍCIO DA FACULDADE, DIZENDO QUE NÃO ESQUECERIAM DAS COISAS QUE DISSERA, QUE SERIAM PROFISSIONAIS DIFERENTES.

Chega sábado de manhã, na devocional vem o texto.

I Pedro 4

12
Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse;
13
Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis.
14
Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus; quanto a eles, é ele, sim, blasfemado, mas quanto a vós, é glorificado.
15
Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios;
16
Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte.
17
Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?
18
E, se o justo apenas se salva, onde aparecerá o ímpio e o pecador?
19
Portanto também os que padecem segundo a vontade de Deus encomendem-lhe as suas almas, como ao fiel Criador, fazendo o bem.


Ao acabar de ler o verso 19, toca o telefone. Era FA, um dos meus melhores amigos. Sua mãe falecera, possivelmente por erro médico. Após falar com ele (falar o quê?), me passa o filme de sua mãe, S, na minha vida. S era uma pessoa íntegra, honrada, mulher de Deus, mas de temperamento forte, sempre pronta a dizer a coisa certa e não a agradável. Lembra alguém? Como não admirá-la!

S me considerava seu filho, dizia isso pra minha mãe e sequer tava aí se esta gostava ou não. E o “filho” aqui virou desnaturado e passou a ser muito mais um profissional de saúde a mais a cuidá-la do que alguém a lhe dar atenção devida. Lembro de ter feito a consulta de pré-operatório dela e vê-la pra baixo, cabisbaixa demais pra uma mulher da fé dela. Ela sabia.

No enterro, me surpreendi querendo chorar e não conseguindo, me xinguei por ser tão frio, sofri e sofro com FA e N, sua irmã. Mas acho que a morte de C e a experiência na hora da morte deste, estando junto a FG, mexeram demais com as minhas percepções acerca do luto.

E O QUE ME ESPERAVA APÓS O ENTERRO? UM CASAMENTO. A E R CASARAM E FOI TUDO LINDO. É BOM SABER QUE DEUS TEM ALGUÉM PRA GENTE, POR MAIS DIFERENTE (OU NO MEU CASO, ESQUISITO E CHEIO DE MANIAS) QUE SE SEJA. DEPOIS DA CERIMÔNIA, TODOS PRA FESTA E DEPOIS DE UMA HORA, TODOS OS MEUS QUERIDOS QUE ESTAVAM LÁ DANÇANDO, NUMA ALEGRIA DIVINA, DOS SETE AOS SETENTAS ANOS (SÉRIO!), QUE NÃO PRECISA DE ÁLCOOL OU QUALQUER OUTRO ADITIVO OU INTERESSE PRA EXISTIR.

DANCEI, DANCEI MUITO, PUS PRA FORA O QUE NÃO FOI POR LÁGRIMAS E REVOLTA ALI NA PISTA. MESMO COM A CABEÇA BAGUNÇADA PELO LUTO E FESTA EM SEQUÊNCIA, DECIDI VIVER E SENTIR. E VALEU A PENA, NEM QUE FOSSE PELA NOSSA DANÇA.

E infelizmente, porque a oscilação continua, ontem minha irmã foi assaltada na porta de casa. Levaram o carro (recuperado duas horas depois) e sua bolsa com documentos, agendas e dinheiro. A família perfeita e segura foi abalada e eu revi todo o filme do período de cão que passei entre 2003 e 2004, quando, dentre outras, passei por isso também.

MAS ESTAMOS VIVOS, ISTO É O QUE IMPORTA!

terça-feira, abril 11, 2006

Hoje eu li...

Enviado por Aparecida Torneros* - 5/4/2006 - 16:34

O show não pode parar

"Eu sempre tive o sonho de um dia ir num circo, mas minha mãe prometeu e nunca levou"
-- de um dos menores de "Falcão - Meninos do tráfico".

Carequinha, meu bom menino, vá em paz!

Saibam todos porque eu chorei muito esta manhã. Não foi por estar decepcionada com os seres humanos, suas mazelas plolítico-econômicas ou mesmo suas ações fomentadas pela ambição, orgulho, inveja ou mentira.

Chorei, porque me dei conta do quanto amava o palhaço Carequinha, meu amigo de infância, que se foi hoje, aos noventa anos, como um bom menino, que ensinou a ser bonachonas, milhares e milhares de crianças brasileiras, nas décadas em que nos encantou com sua pureza de alma e seus conselhos de bondade.

Um sonhador com os pés no chão, o palhaço encarna o espírito da alegria conduzido pela alma infantil, dadivosa de sorrisos largos, gestos afetados, cambalhotas expressivas, choros pirracentos e amores sem cobranças.

Num filme dele, recordo, de tanto tempo atrás, ele cantava e saltava com os paraquedistas brasileiros, numa performance nacionalista, que tanta falta faz nos tempos atuais. Cantava que o "bom menino não faz xixi na cama", com a graça de quem é pai, avô, tio de toda a gente. Dava exemplos pessoais de humildade, e nunca nos passava suas dores, como um grande palhaço, deve ter tido muito sofrimentos, mas os escondeu bem escondidos, para só nos oferecer a felicidade instantânea da tradição circense.

Uma ocasião, eu, já senhora trintona, e com meu filho na casa dos seus 10 anos, o vi, se apresentando em cima de um caminhão, na praça, na cidade serrana de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. Parei para reviver minha criança até então adormecida, e me soltei com as suas repetidas piadas. Ele já era um senhor de quase 70, que se tornava menino ali, pulando, brincando, fazendo graça, comou um duende sem idade. Naquela tarde, aplaudindo euforicamente, no meio da garotada, orgulhei-me das gargalhadas que dei, junto ao meu menino Léo, que teve a chance de conhecer pessoalmente aquele meu ídolo, o Carequinha, colorido, extravagante, ágil, pequenino no tamanho, gigante na lição de vida.

Ele nasceu em Carangola (MG) em 18 de julho de 1915. Foi artista de circo, cantor e compositor. Sua mãe era trapezista e seu nascimento foi num picadeiro de circo. Ela se equilibrava no arame e sentiu as dores do parto logo após o espetáculo. Veio ao mundo para nos trazer alegria e esperança. Não pregou o egoísmo. Não nos fez competitivos como se fora um Big Brother, só nos ensinou a ser "bonzinhos". Em seus oportunos aconselhamentos, só deixou que sentíssemos a importância do amor e da solidariedade. Talvez tenha ficado ultrapassado demais , cada conceito que nos legou, de tentarmos ser tão educados, sem fazer "má-criação", como ele dizia.

É possível que esteja morrendo hoje, com ele, cada idéia inocente de convivência pacífica e respeitosa entre seres humanos. Sabemos que os meninos aliciados pelo tráfico não tiveram oportunidade de conhecer o Carequinha. Suas ilusões são podadas muito cedo, pelo advento da podridão humana, do comércio das emoções fabricadas pelas drogas pesadas.

Mas, lembro que vi no tal documentário que passou recentemente, na televisão, como se fosse um grito de protesto, uma revolta interior, um dos meninos entrevistados, dando uma declaração, que parecia um apelo inconsciente ao nosso Carequinha.O menino franzino, de rosto encoberto pela imagem televisiva, falava muito bem da mãe, sua única referência de afeto sincero. Mas, como uma vítima da estrutura perversa que nos foi apresentada tal uma vergonha humana de sociedade falida na condução da própria infância, o garoto meliante, o falcão traficante, o malvado capaz de matar e ser assassinado naquela barbárie, com uma expressão absurdamente salvadora e condutora da sua redenção, declarou: - "eu sempre tive o sonho de um dia ir num circo, mas minha mãe prometeu e nunca levou".

Viu, Carequinha? Faltam circos e palhaços como você, nos tempos atuais. E, como a hora chega para todos nós, fique certo de que você, amigo das nossas esperanças ainda não perdidas, fez o máximo nos seus 90anos. Fez de nós, os sobrinhos do Carequinha, uma legião de criaturas que ainda podem se claassificar de bons meninos e boas meninas.

Como nos ensinou, querido palhaço, com alma e coração, "aprendemos sempre a lição", e por isso, quando eu lamento sua partida, agradeço por sua escola de vida, a paz que me proporcionou e a consciência de respeitar a infância brasileira, custe o que custar, acima de tudo.

Poucos homens, nesse país, respeitaram tanto as crianças como você!

Se eu fosse autoridade, criava agora o Projeto Carequinha de Escola Social.
Ia ter muita lição para estudar, mas , nos intervalos, concurso de cambalhotas, como parte integrante da eduação física. A cada menino ou menina feliz, claro, por todo o Brasil, estaríamos legando a paz que o cidadão George Savalla Gomes, caracterizado de palhaço, soube passar para cada um de nós.

É justamente ela, a paz, que eu desejo seja sua eterna companheira, ao descansar de tantas cambalhotas, querido Carequinha!

* Aparecida Torneros é jornalista e leitora de Paralelos

Texto de http://oglobo.globo.com/online/blogs/paralelos/

quinta-feira, abril 06, 2006

Piada pronta


E alguém tinha dúvida que surgiria?

quarta-feira, abril 05, 2006

Morre, aos 90 anos, o palhaço Carequinha


George Savalla Gomes, o palhaço Carequinha, morreu, aos 90 anos, na madrugada desta quarta-feira, dia 5, em sua casa no Rio de Janeiro. Ele não resistiu aos problemas pulmonares que vinha enfrentando, desde outubro do ano passado.

O palhaço, filho de trapezista e que ingressou na arte circense aos cinco anos de idade, sentiu falta de ar nesta madrugada. Uma ambulância foi chamada para socorrer Carequinha, mas assim que os paramédicos chegaram em sua residência, o palhaço já havia morrido.

Os problemas de saúde de Carequinha vinham se agravando desde que ele foi internado, em outubro de 2005, no Hospital de Clínicas do Centro Ortopédico Gonçalense (HCCOG), em São Gonçalo, município da região metropolitana do Rio, sentindo falta de ar. Na ocasião, os médicos diagnosticaram pneumonia e desidratação e optaram por levá-lo para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI), onde ele permaneceu dias utilizando balão de oxigênio.

Depois de permanecer mais de 20 dias internado, Carequinha recebeu alta. Porém, em janeiro, o palhaço voltou a ser hospitalizado na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora (MG). Desta vez, Carequinha precisou ser submetido a uma cirurgia para desobstruir o canal urinário, problema acarretado por um tombo que sofreu há anos.

George Savalla Gomes

A aramista e trapezista Elisa Savalla, durante uma apresentação noturna no Circo Peruano, sentiu as primeiras dores do parto. Era uma noite de 18 de julho de 1915, na cidade de Rio Bonito, Estado do Rio de Janeiro. Seu marido, Lázaro Gomes, em pleno picadeiro, pediu que ela descesse do arame. Assim, num barraco de circo, nasceu George Savalla Gomes, o Carequinha. Após o parto, seguindo a tradição circense, George recebe dos artistas os primeiros dos muitos aplausos, que se tornariam uma constante em sua vida.

O pai, que largou a batina pela atriz circense, morreu quando Carequinha tinha dois anos. Sua mãe casou-se novamente, com Ozório Portilho. Aos cinco anos, na cidade de Carangola, Minas Gerais, sua família trabalhava no Circo Peruano de seu avô, José Rosa Savalla, quando o padrasto Ozório, após alguns ensaios, colocou uma careca no pequeno menino e disse: “Hoje você vai entrar (no picadeiro) carequinha”. Prrofético, determinou: “De agora em diante você será o Carequinha”.

Naquela ocasião tinha um palhaço que se chamava Careca e não podiam existir dois palhaços com nomes iguais. Então, dos cinco anos em diante, ele nunca mais deixou de ser o Carequinha. Devidamente batizado, o contato com o público foi imediato e pouco a pouco transformou seu caminho em sinônimo de alegria.

Trajetória

Foram muitas viagens pelo Brasil, com o Circo Peruano, da família Savalla, depois o Circo Ocidental, comprado pelo padrasto. Carequinha foi o palhaço oficial do circo aos 12 anos. Em 1951, chega ao Rio de Janeiro o Circo Alemão Sarrazani. Queriam uns palhaços brasileiros. Carequinha e o companheiro Fred tornaram-se uns dos raros palhaços do Brasil contratados por um circo estrangeiro. Ficaram 4 meses e meio nesse espetáculo.

Depois, radicado na cidade de São Gonçalo, Rio de Janeiro, Carequinha optou por apresentar-se fora do circo, na qual as apresentações eram diárias. Carequinha gostava de fazer até cinco apresentações por semana. Limitou-se a fazer shows de aniversários, clubes e viagens para o interior do país.

Representou o Brasil quatro vezes no exterior e ganhou uma medalha de ouro na Itália como o Palhaço Moderno do Mundo. Também esteve em Portugal, na América do Norte duas vezes, na Argentina e no Reino Unido.

Muito apreciado por Getúlio Vargas, recebeu do ex-presidente o convite para apresentar o seu circo para seus filhos no Palácio do Catete, e passou a a ser considerado o Palhaço dos Presidentes.

Seus shows eram quase que obrigatórios para todos os presidentes da República, desde de Getúlio Vargas passando por JK incluindo os Generais do governo militar.

Durante suas viagens de trabalho, Carequinha encontrou tempo para namorar e casar em Poços de Caldas, Minas Gerais, em 1940.

“Lá, eu me casei e depois voltamos para São Gonçalo. Minha esposa, Elpídia, era professora e gostou do Carequinha. Eu bem que lhe contei como era a minha vida. Mesmo assim ela decidiu se casar comigo”, contou, certa vez, o palhaço.

Carequinha estudou até o 3º ano da faculdade de Direito. Desde criança, sua mãe o matriculava na escola de cada cidade por onde o circo passava.

O palhaço fez sucesso também na música. Gravou 27 discos e 184 compactos. Um dos maiores sucessos foi em 1962, com Carrilho. Gravaram O Bom Menino (O Bom Menino não Faz Pipi Na Cama/ O Bom Menino não Faz Mal-criação/ O Bom Menino Vai Sempre a Escola) que vendeu 2,5 milhões de cópias. Ele foi o primeiro a gravar a música de roda Atirei o Pau no Gato, além de outras velhas cantigas infantis.

Carequinha destacou-se também no cinema e na tevê. Recentemente, ele havia se emocionado com a história do ex-menino do tráfico que quer ser palhaço, mostrado no documentário Falcão, Meninos do Tráfico, exibido no Fantástico. Beto Carrero, inclusive, havia contactado Carequinha para dar aulas de circo para que o rapaz, hoje cumprindo pena, pudesse, no futuro, trabalhar em seu circo.

Uma notícia ideal para dar continuidade a um dia que começou da pior maneira possível.

terça-feira, abril 04, 2006

Reconhece?



Não, a intenção não é assustar ninguém. Na verdade, o que vemos acima é algo que a maioria de nós nunca viu na vida, como cabeça de bacalhau ou enterro de anão.

Arrisca?

Nenhum palpite?

Pois bem, trata-se do Enéas, ele mesmo, do PRONA e SEM BARBA!!!

Agora a gente entende porque ela existia.

Get behind me, satan!

Bote o diabo pra correr com a arma mais inusitada: a guitarra.

http://www.guitarshredshow.com/

English required.

sábado, abril 01, 2006

O primeiro space cangaceiro brasileiro, ou, Som na caixa, seu mané!

Dois mil e um - Mutantes

Composição: Rita lee/ Tom Zé

Astronauta libertado
Minha vida me ultrapassa
Em qualquer rota que eu faça

Dei um grito no escuro
Sou parceiro do futuro
Na reluzente galáxia

Eu quase posso falar
A minha vida é que grita
Emprenha se reproduz
Na velocidade da luz
A cor do sol me compõe
O mar azul me dissolve
A equação me propõe
Computador me resolve

Astronauta... (refrão)

Amei a velocidade
Casei com 7 planetas
Por filho, cor e espaço
Não me tenho nem me faço
A rota do ano-luz
Calculo dentro do passo
Minha dor é cicatriz
Minha morte não me quis

Astronauta... (refrão)

Nos braços de 2.000 anos
Eu nasci sem ter idade
Sou casado sou solteiro
Sou baiano e estrangeiro
Meu sangue é de gasolina
Correndo não tenho mágoa
Meu peito é de sal de fruta
Fervendo num copo d'água

Astronauta... (refrão)

Chega Abril...

As águas de março caíram,
O verão fechou-se mais uma vez
Chegou abril,
O melhor mês do ano!