Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!

terça-feira, abril 18, 2006

Foi então que ele conseguiu parar.
E percebeu que há muito tempo não era mais o dono de sua vida. Não entendia que força era aquela que comprometia seu esforço, tempo e, principalmente, seu futuro.
A vida era tão mais simples antes: bom e mau, gosta, não gosta, certo ou errado... a vida era regida por normas simples que compunham tudo aquilo que, de saldo, o fazia ser aquela pessoa facilmente rotulada por todos: bom garoto, um almofadinha para alguns, correto, educado, culto perante os simples, incapaz de surpreender... tudo mais fácil, quando apenas se era, ele pensava.
Hoje, além se ser, era ter e se comprometer.

E se não fosse o que realmente queria? Poderia correr riscos? Será que tava tendo tempo pra pensar? Colocar a cabeça no lugar? E aquele coração que ansiava por mais e ninguém sabia? Como lidar?

E se desistisse de tudo, pra depois ver que era feliz e não sabia? E se já não tivesse mais nenhuma outra chance, como pensava?

Baixou a cabeça, fitou os pés por muito tempo pra só depois entender que era esta dúvida, este peso que não o fazia levantar seus olhos. Entendeu que foram as circunstâncias, os compromissos, as escolhas - como um chicote a minar a vontade do escravo rebelde – que o levaram bem para aquele ponto, quando ele parou e viu que não era dono de absolutamente mais nada.

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