Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!

quarta-feira, abril 12, 2006

Oscilando


Os últimos dias foram uma sucessão intensa de ALTOS e baixos. Fortes emoções que me tem tomado tempo pra digerir e tentar tirar as lições de cada uma delas, bem como do conjunto.

Tendo falado recentemente da impotência, lá fui eu, de novo, ser alvo dela. Por causa de gente pequena, em posição pequena e pensamento menor ainda, vi um sonho se desmoronar, ainda por cima, por calúnia e difamação. Teve gente que até sugeriu que eu abrisse processo, mas o que se ganha de quem não tem nada? Se de quem eu tava louco pra ganhar uma grana, amarelou...

MAS ESSE ASSUNTO TROUXE ALGO DE BOM. MEUS DOIS SÓCIOS, QUE NÃO SÃO SÓCIOS ENTRE SI, POR CAUSA DO OCORRIDO, CONVERSARAM. E COMO FOI BOM, RECEBER OS ELOGIOS DOS DOIS, ATRAVÉS DOS INTERLOCUTORES. É MUITO BOM QUANDO SEUS PRECEITOS E POSTURAS SÃO INTERPRETADOS DA FORMA CORRETA E, QUANDO PESADO, VOCÊ PASSA POR PESSOA RESPONSÁVEL E CORRETA.

Porém, mais uma vez me encontro numa encruzilhada profissional, pelas minhas contas a terceira. Em todas elas, Deus sempre proporcionou esses momentos de crise como antecedente de grandes avanços (pra realidade que eu vivia na época, é claro), mas que é chato isso pesar no seu bol$o, isso é.

NO DIA QUE ESTAVA MAIS DEPRIMIDO QUANTO Á PROFISSÃO, RUMEI PRA TERRA DO CHUVISCO PRA DAR AULA. ERA UM CHAMARIZ PRA PÓS E MEU COLEGA DE DOCÊNCIA ESBRAVEJAVA CONTRA A PRESENÇA MACIÇA DE ALUNOS DOS PRIMEIROS PERÍODOS. PEDI PRA QUE FICASSE TRANQUILO, ELES ERAM MEUS CONVIDADOS DE HONRA.

SENTI-ME NA OBRIGAÇÃO DE NÃO SER APENAS TECNICISTA, MAS DE USAR TODA A MINHA EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL, QUE VIROU DE VIDA TAMBÉM, PARA INFLUENCIAR O CARÁTER DESSES MENINOS TÃO VERDES. APÓS 3 HORAS ININTERRÚPTAS, NENHUMA PERGUNTA, MAS AO TERMINAR DE DESLIGAR O PC, CERCA DE 10 ALUNOS VIERAM AGRADECER, TODOS DO INÍCIO DA FACULDADE, DIZENDO QUE NÃO ESQUECERIAM DAS COISAS QUE DISSERA, QUE SERIAM PROFISSIONAIS DIFERENTES.

Chega sábado de manhã, na devocional vem o texto.

I Pedro 4

12
Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse;
13
Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis.
14
Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus; quanto a eles, é ele, sim, blasfemado, mas quanto a vós, é glorificado.
15
Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios;
16
Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte.
17
Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?
18
E, se o justo apenas se salva, onde aparecerá o ímpio e o pecador?
19
Portanto também os que padecem segundo a vontade de Deus encomendem-lhe as suas almas, como ao fiel Criador, fazendo o bem.


Ao acabar de ler o verso 19, toca o telefone. Era FA, um dos meus melhores amigos. Sua mãe falecera, possivelmente por erro médico. Após falar com ele (falar o quê?), me passa o filme de sua mãe, S, na minha vida. S era uma pessoa íntegra, honrada, mulher de Deus, mas de temperamento forte, sempre pronta a dizer a coisa certa e não a agradável. Lembra alguém? Como não admirá-la!

S me considerava seu filho, dizia isso pra minha mãe e sequer tava aí se esta gostava ou não. E o “filho” aqui virou desnaturado e passou a ser muito mais um profissional de saúde a mais a cuidá-la do que alguém a lhe dar atenção devida. Lembro de ter feito a consulta de pré-operatório dela e vê-la pra baixo, cabisbaixa demais pra uma mulher da fé dela. Ela sabia.

No enterro, me surpreendi querendo chorar e não conseguindo, me xinguei por ser tão frio, sofri e sofro com FA e N, sua irmã. Mas acho que a morte de C e a experiência na hora da morte deste, estando junto a FG, mexeram demais com as minhas percepções acerca do luto.

E O QUE ME ESPERAVA APÓS O ENTERRO? UM CASAMENTO. A E R CASARAM E FOI TUDO LINDO. É BOM SABER QUE DEUS TEM ALGUÉM PRA GENTE, POR MAIS DIFERENTE (OU NO MEU CASO, ESQUISITO E CHEIO DE MANIAS) QUE SE SEJA. DEPOIS DA CERIMÔNIA, TODOS PRA FESTA E DEPOIS DE UMA HORA, TODOS OS MEUS QUERIDOS QUE ESTAVAM LÁ DANÇANDO, NUMA ALEGRIA DIVINA, DOS SETE AOS SETENTAS ANOS (SÉRIO!), QUE NÃO PRECISA DE ÁLCOOL OU QUALQUER OUTRO ADITIVO OU INTERESSE PRA EXISTIR.

DANCEI, DANCEI MUITO, PUS PRA FORA O QUE NÃO FOI POR LÁGRIMAS E REVOLTA ALI NA PISTA. MESMO COM A CABEÇA BAGUNÇADA PELO LUTO E FESTA EM SEQUÊNCIA, DECIDI VIVER E SENTIR. E VALEU A PENA, NEM QUE FOSSE PELA NOSSA DANÇA.

E infelizmente, porque a oscilação continua, ontem minha irmã foi assaltada na porta de casa. Levaram o carro (recuperado duas horas depois) e sua bolsa com documentos, agendas e dinheiro. A família perfeita e segura foi abalada e eu revi todo o filme do período de cão que passei entre 2003 e 2004, quando, dentre outras, passei por isso também.

MAS ESTAMOS VIVOS, ISTO É O QUE IMPORTA!

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