Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!

terça-feira, julho 05, 2005

Me mandaram a conta do mensalão!

Acho que todos que votaram, assim como eu, no atual presidente tinha expectativas de mudança. Um sentimento diferente da eleição de Collor e FFHH, uma sensação que, talvez dessa vez, poderíamos ver um governo identificado com as causas que importam ao povo.

Não que eu achasse que em termos de política econômica algo mudaria. A política do Real, que nos trouxe alguma estabilidade continuaria: juros altos, alguma austeridade, alta nos impostos e investimento nas exportações.

Mas achava que por ter sido pobre, nosso presidente saberia o que é importante para o povo. Acreditei no Lula que chorava no início de governo. Até mesmo o presidente papudinho trazia uma ar de humanidade ao cargo. E condenar isso é hipocrisia, sabiam que Gerald Ford (presidente americano da década de 70) era comprovadamente alcoólatra?

Pensava que por ter passado fome, precisado da saúde pública, pouco ter estudado, ter sido (por pouco tempo) um operário, soubesse o que é ser povo, o que importa.

Acho que ele ainda sabe, mas parece que isso só não basta.

As eleições de 2002 foram uma tentativa de mudança, uma alternativa política que foi lentamente tomada por uma sociedade conservadora como a nossa. O que pode acontecer quando esta alternativa de “esquerda” falha?

Duas coisas.

Primeira, a volta ao conservadorismo anterior. Não importa se Roberto Jefferson é uma figura proeminente em todos os governos de direita desde Sarney, ele é caracterizado como base parlamentar deste governo, de esquerda. E estará no próximo, alguém duvida? Ou seja, a volta ao modelo político de direita, porque o econômico nunca mudou.

Segunda, uma nova tentativa de mudança, de alternativa nova. E o que temos então? Garotinho e o fisiologismo pleno, ou a extrema direita do Enéas?

Só sei que venha o que venha, será alta a conta desse mensalão.

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