Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!
segunda-feira, dezembro 24, 2007
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Meninos, eu vi! Gotan project, no circo voador.
Acontece que o tango é um rítmo pesado e muito marcado, de compassos vibrantes justamente para casar com a dança, em que o casal desfere movimentos, voltas e piruetas bruscas como desenvoltura. Apesar de ser vigoroso, para mim sempre soou velho e repetitivo.
Então como soa o gotan ao vivo? Como em seus discos, e assim repetindo sua estratégia bem sucedida, pois o gotan não se limita ao atngo, mas a uma temática argentina em suas composições. É claro que o tango está muito presente e inclusive é tocado em um momento de forma pura, sem intervenções eletrônicas, mas também estão presentes outros rítmos que formam o caldeirão da música argentina, até seu rap, espertamente apresentado por uma pré-gravação, acompanhado de uma projeção simultânea. O mesmo recurso é utilizado quando se insere guitarra e bateria em uma música.
Outra característica explorada pelo gotan é a elegância. Esta é marcada a partir do vestuário: ternos de 3 peças champanhe com gravatas vermelhas para os homens, vestidos longos brancos para as mulheres. Esta elegância também é visível na forma de tocar, onde se é nítido o domínio e entrosamento dos músicos. Dois programadores na parte eletrônica, um violonista/vocalista, um pianista, 3 mulheres nas cordas, um excepcional acordionista e uma vocalista, aliás a única metida a pop star.
Foi um show enxuto, competente e empolgante. A platéia virou um bailão de tango e em uma hora uma boa idéia franco/portenha se consagrou no Brasil.
domingo, dezembro 02, 2007
Thriller 25 anos - minha homenagem!
Na verdade é uma desculpa pra postar este vídeo. Reparem no traveco careca que faz o papel da mocinha.
Descrição do vídeo: "1,500 plus CPDRC inmates of the Cebu Provincial Detention and Rehabilitation Center, Cebu, Philippines at practice! This is not the final routine, and definitely not a punishment! just a teaser."
sexta-feira, novembro 23, 2007
terça-feira, novembro 06, 2007
E ele estava ali pra todo mudo ver.
Como uma ferida aberta ou o bêbado da praça, algo de que se desviam os olhos à menor vista. Um farrapo, algo disforme, chamado de homem.
Sua fronte baixa, com as sombras a desenhar suas expressões, descuidadamente mascaradas. Sulcos com nomes de mágoas, rugas chamadas de tristeza num cenário de flacidez pela total ausência de vigor.
Prendeu a respiração, enclausurou o choro com medo do escárnio dos homens. Preferiu abraçar esse sentimento tão cruel que é fingir que está tudo bem.
Em certos momentos move-se como se quisesse se erguer, apóia-se numa coragem vinda sabe Deus de onde, apega-se a esperança da passagem dos dias, palpando um amanhã pra viver de cabeça erguida.
Para sentir o vento frio em suas costas e encolher-se à realidade. Sente o punhal da juventude roubada a aprofundar-se cada vez mais na alma, sente a dor da “experiência de vida” adquirida com tanta dor, que sequer serve para ensinar aos outros.
Sabe que é da caridade de poucos que tem a simpatia, como migalha dada aos pombos, efêmero é. Tornou-se aquele tipo de pessoa que confunde-se a paisagem, um mero figurante a viver sua tragédia pessoal.
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Listening to: Chico Buarque - Vai Passar
via FoxyTunes
terça-feira, outubro 30, 2007
segunda-feira, outubro 29, 2007
Hoje eu li...
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Listening to: Jon Spencer Blues Explosion - She Said
via FoxyTunes
sábado, outubro 27, 2007
TIM fest 2007 – Anthony and the Johnsons e Bjork
My D me presenteou com um convite para acompanhá-la para ver sua predileta, então lá fomos nós de novo pro TIMfest.
Apesar do nó do trânsito (Rebouças fechado), chegamos na hora e nos deparamos com um cenário que remonta à zona portuária e à Praça Mauá daqui do Rio, uma forma criativa de mostrar que esse festival teve sérias restrições orçamentárias, com uma concentração maior de shows em apenas dois dias e atrações de menor peso do que em anos anteriores. Que saudade dos tempos de MAM!
Partimos pro palco, ou melhor, sauna, pra acompanhar os shows.
Um show que fui praticamente cego. Conhecia duas músicas e jurava que se tratava de uma banda de soul americana, na maior estirpe da Motown americana. Apenas mais cedo descobri que se tratava de uma figura rotunda e andrógina esse tal de Anthony.
Pois bem, com apenas 15 minutos de atraso, o show, intimista em essência, começou. Nas próprias palavras de Anthony estar ali era um desafio, era “lutar contra a maré”. Mas posso dizer que ele cumpriu muito bem seu papel.
A temática das músicas é a das histórias de amor da geração 00, principalmente pela ótica gay. Dá pra imaginar o quão pesado e duras são as letras, porém a doçura e o bom humor do cantor e banda tornam tudo leve, ou como os rapazes que lotavam a frente do palco definiriam: “fofo”. Show curto, muito bom pra aqueles que conheciam, o que, para minha surpresa, não eram poucos.
É um caso de ame ou odeie. Bjork não é prato fácil, nunca foi. Suas músicas possuem camadas e seu estilo de cantar, subvertendo a técnica em razão da emoção, não a tornam popular. Além disso, por ser tão aberta a influências, podemos esperar qualquer coisa como sendo o seu show: música folclórica islandesa, piano e voz ou um show de música eletrônica da melhor estirpe.
No caso de ontem, foi um pouco de tudo.
O palco possui uma produção simples, porém caprichada, bandeiras e estandartes disputam espaço com câmeras robôs ao redor dos instrumentos, imagens de runas e bichos contrastam com telas de plasma estrategicamente espalhadas no palco.
O início do show é marcado por 10 adolescentes, vestidas de ninfas e a tocar instrumentos de sopro, a passear pelo palco. Elas são a sessão de metais da banda. Definitivamente Bjork nos manda esquecer tudo que aconteceu antes, agora é a vez dela.
A mescla de canções novas e hits consagrados funciona muito bem. Ela não para no palco, nem suas amigas adolescentes, que dançam, fazem backing e tocam todo o tempo. O resto da banda é composta por 4 músicos: 3 em programações e sintetizadores e um baterista, sem perder em qualidade pros discos... e olha que o som estava muito ruim!
Bjork intercalou períodos de calma, até cantando música em que precisou da entrada. Em outros momentos incorporou uma pomba-gira escandinava, levando o público ao delírio. Fechou com chave de ouro, numa levada trance de primeira, com laser a toda e chuva de papel picado, com a platéia na mão, estasiada. Cantava palavras de ordem.
- Declare independence!
- Don’t let them do this to you!
- Create your flag!
- And raise your flag!
Só Bjork mesmo pra ser engajada sem ser chata. Muito bom show!
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Listening to: Pixies - ed is dead
via FoxyTunes
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Listening to: The Beach Boys - Don't Talk (Put Your Head on My Shoulder) (Stereo Mix)
via FoxyTunes
quinta-feira, outubro 18, 2007
Som na caixa, seu mané!
Editors - The Weight of the World
Keep a light on those you love
They will be there when you die
Baby there’s no need to fear
Baby there’s no need to cry
Every little piece in your life
Will add up to one
Every little piece in your life
Will it mean something to someone?
You fused my broken bones
Back together again
Lift the weight of the world
From my shoulders again
Every little piece in your life
Will add up to one
Every little piece in your life
Will it mean something to someone?
Every little piece of your life
Will add up to one
Every little piece of your life
Will mean something to someone
You touch my face
God whispers in my ears
There are tears in my eyes
Love replaces ...
You touch my face
God whispers in my ear
There are tears in my eyes
Love replaces fear
Every little piece in your life
Will add up to one
Every little piece of your life
Will mean something to someone
Every little piece in your life
Will add up to one
Every little piece of your life
Will mean something to someone


