Minha avó tem.
Meu pai teve.
Vários tios e tias tiveram e têm.
Por que eu não iria ter?
É isso aí, 2006 começa pra eu já ir entrando na faca.
Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!
sábado, dezembro 24, 2005
sexta-feira, dezembro 23, 2005
Finalmente chegou!
Não se engane pela figura acima, eu adoro o natal!Mas parece que sou de um grupo cada vez mais reduzido.
Concordo com todos os argumentos contra a festa: consumismo, hipocrisia pessoal, desvirtuamento do verdadeiro sentido...
Mas, na boa, isso é uma baita expressão de mau –humor!
E daí que as pessoas viveram o resto do ano da mesma forma agressiva e egoísta? Se pensar no próximo vai ser uma das atitudes mais facilmente descartáveis durante todo o resto do ano? Pelo menos, por alguns dias, as coisas funcionam numa maior paz, dias mais leves.
Parem de reclamar!
Gosto do natal, como gosto da ceia do Senhor: lembro de Jesus. No natal especificamente, lembro que foi menino, que brincou, que aprendeu e foi bom filho e irmão. Era já ciente de sua missão, mas soube aproveitar seu tempo aqui, soube ser gente.
E como eu gosto de gente, gosto do natal pela reunião da família, pelos amigos reunidos, pelos que moram longe e aparecem sempre nessa época. Gosto de estar junto, de ver as crianças correndo aqui em casa, meu pai com sua gincana, premiando os netos, enquanto nos deleitamos com a ceia. Ah! A ceia! Um capítulo a parte!
Eu gosto e vou aproveitar o natal, vou também aproveitar estes próximos e últimos dias pra fazer as coisas que estão pendentes, inclusive escrever mais aqui. Tem algumas idéias de 2005 que não quero que passem o ano só na minha cabeça.
Para quem passar por aqui em tempo, feliz natal!
Jonah – parte II
Quando abri meus olhos
Pensei que de um sonho despertava
Sob a luz do mesmo sol
Uma nova terra me recebia
Sim, ainda a pouco tive desespero
Chorei sempre que pude, pois
Para mim, havia amadurecido bastante
Pra saber o que sentir e fazer
Mas isso foi antes das entranhas,
De ter a escuridão incessante,
O silêncio alucinante
E a sensação de não trilhar meus caminhos
Eu me vi perdido,
Desiludido e fracassado
Mas como dito antes
Foi antes das entranhas
Que, como por um milagre, elas se foram
Nesta nova terra
Vejo claramente novos dias
Vejo que não lutar me fez bem
E confiar recompensa
Meus sonhos não são mais os mesmos
Mas são bonitos também, eu creio
Não precisarei voltar,
Mas chegarei onde Ele quer, partindo daqui
E no final eu vejo
Que só eu que fui tolo
Quando achava que só eu sabia
O que me fazia feliz
Mas Ele não!
Calmamente me mostrou um outro caminho
Bem diferente, eu concordo!
Que me fará feliz e me dará paz
Que bom que Ele não desistiu de mim!
Pensei que de um sonho despertava
Sob a luz do mesmo sol
Uma nova terra me recebia
Sim, ainda a pouco tive desespero
Chorei sempre que pude, pois
Para mim, havia amadurecido bastante
Pra saber o que sentir e fazer
Mas isso foi antes das entranhas,
De ter a escuridão incessante,
O silêncio alucinante
E a sensação de não trilhar meus caminhos
Eu me vi perdido,
Desiludido e fracassado
Mas como dito antes
Foi antes das entranhas
Que, como por um milagre, elas se foram
Nesta nova terra
Vejo claramente novos dias
Vejo que não lutar me fez bem
E confiar recompensa
Meus sonhos não são mais os mesmos
Mas são bonitos também, eu creio
Não precisarei voltar,
Mas chegarei onde Ele quer, partindo daqui
E no final eu vejo
Que só eu que fui tolo
Quando achava que só eu sabia
O que me fazia feliz
Mas Ele não!
Calmamente me mostrou um outro caminho
Bem diferente, eu concordo!
Que me fará feliz e me dará paz
Que bom que Ele não desistiu de mim!
Hoje eu li...
Rasgar ou deletar? Arthur Dapieve
Dois jovens casais, sentados um de frente para o outro, à mesa da Encontros Cariocas, na Lapa. Conversa vai, conversa vem, surge um celular dotado de câmera. Eles imediatamente começam a se fotografar, com naturalidade, como se o aparelho fosse parte tão integrante da refeição quanto a pizza de carne-seca com catupiry ou o chope preto.
Às vésperas do Natal, suplementos jornalísticos e publicitários se dedicam à infinita variedade deste objeto do desejo portátil. Há celulares que fotografam, que filmam, que baixam MP3, que gravam conversas, que acessam a internet, que publicam diretamente nela as fotos, que sintonizam rádio e TV, que têm games, que têm, juro, tons de chamada e alarme compostos pelo Ryuichi Sakamoto. Diz que há até uns que falam e escutam.
O avanço das câmeras digitais e o acoplamento delas a telefones celulares cada vez mais sofisticados transformaram todo mundo em japonês, né ? Aquele comportamento meio cômico que associávamos aos disciplinados grupos de turistas nipônicos, sempre com suas máquinas fotográficas a postos, hoje está disseminado pelo resto do planeta.
Tanto que aquele velho aviso protocolar antes dos shows (“É proibido fotografar o espetáculo, a não ser com prévia autorização da casa e da produção blablablá”) parece querer revogar a Lei da Gravidade. Antes, durante e depois das recentes apresentações de Lulu Santos, il miglior fabbro , no Canecão, por exemplo, meninos e meninas registravam tudo o tempo todo. O palco, eles mesmos, as paquerinhas. Turismo doméstico: “Estive lá.”
A praticidade das câmaras digitais permite mais e melhores fotos. Elas praticamente eliminaram a falta de foco, a má iluminação e a clássica tremida. Um enorme contingente de maus amadores foi promovido pela tecnologia à categoria de fotógrafos razoáveis. Só não há esperança, não ainda, para aqueles que mutilam seus personagens. Daqui a pouco, entretanto, soará um alarme quando a vovó estiver sendo decapitada.
Hoje, é quase impossível alguma coisa acontecer ao redor do mundo, seja na esfera pública, seja na privada, sem que uma imagem seja gerada. Celulares, máquinas e filmadoras digitais, webcams e circuitos de câmeras de segurança garantem um suprimento inesgotável para as revistas de fait divers , os telejornais, as “Videocassetadas” do Faustão, as CPIs ou os pornôs caseiros estrelados pela Pamela Lee Anderson.
O Big Brother vigia e expõe, mas também denuncia. Carrinho de bebê arrastado pelo trem em Seul. Bebê jogado pela janela do apartamento em chamas de Nova York. Refém ocidental decapitado nalgum ponto do Iraque. Prisioneiro humilhado por soldado americano em Abu Ghraib. Passageiros aturdidos nas galerias do metrô depois dos atentados terroristas em Londres. Diretor dos Correios subornado em Brasília.
Voltemos, porém, aos dois casais mais ou menos hipotéticos lá do primeiro parágrafo. Fotografaram-se, comeram, beberam, saíram dali felizes. As imagens da noite estão lá, no celular, prontas para serem passadas para o computador, publicadas na internet ou, dependendo dos pixels da câmera, impressas em papel. Esta última opção tende a ser a mais rara: os álbuns virtuais de fotos estão substituindo os calhamaços de plástico.
Serão casados? Namorados ainda? Apenas bons amigos? Colegas da firma? Terão acabado de se conhecer? Ou nunca mais quererão se ver antes de o galo cantar três vezes? Daqui a algumas horas, dias, alguns meses, anos, aquela noite na Lapa talvez se torne incômoda para alguém na mesa. Aliás, desculpe, mas o pessimismo me obriga a escrever que mais cedo ou mais tarde aquela noite na Lapa se tornará incômoda para alguém.
Um pé-na-bunda aqui, um chifre lá, o tédio em todo lugar. Como a própria virtualidade da imagem a torna mais frágil do que a antiga cópia em papel, basta selecioná-la e deletá-la. O computador vai perguntar: “Tem certeza que deseja enviar ‘joão & maria na lapa’ para a ‘Lixeira’?” Você: “Sim”. Depois é só esvaziá-la. Acabou-se. Aquilo nunca existiu de verdade. Se mais relacionamentos efêmeros são registrados, também não é necessário um grande investimento emocional para apagá-los da memória — do computador.
Rasgar uma fotografia em papel exigia muito mais. Havia todo um simbolismo em des-pe-da-çá-la, como se ela fosse uma bonequinha de vodu. Até vê-la desbotar tinha lá a sua significação dramática, como cantou lindamente o Billy Bragg, comparando um polaróide que esmaece à lembrança de um amor julgado eterno no dia de São Swithin. É preciso desenvolver uma nova poética para nossa relação com a imagem digital.
Texto de http://oglobo.globo.com/jornal/colunas/dapieve.asp
Dois jovens casais, sentados um de frente para o outro, à mesa da Encontros Cariocas, na Lapa. Conversa vai, conversa vem, surge um celular dotado de câmera. Eles imediatamente começam a se fotografar, com naturalidade, como se o aparelho fosse parte tão integrante da refeição quanto a pizza de carne-seca com catupiry ou o chope preto.
Às vésperas do Natal, suplementos jornalísticos e publicitários se dedicam à infinita variedade deste objeto do desejo portátil. Há celulares que fotografam, que filmam, que baixam MP3, que gravam conversas, que acessam a internet, que publicam diretamente nela as fotos, que sintonizam rádio e TV, que têm games, que têm, juro, tons de chamada e alarme compostos pelo Ryuichi Sakamoto. Diz que há até uns que falam e escutam.
O avanço das câmeras digitais e o acoplamento delas a telefones celulares cada vez mais sofisticados transformaram todo mundo em japonês, né ? Aquele comportamento meio cômico que associávamos aos disciplinados grupos de turistas nipônicos, sempre com suas máquinas fotográficas a postos, hoje está disseminado pelo resto do planeta.
Tanto que aquele velho aviso protocolar antes dos shows (“É proibido fotografar o espetáculo, a não ser com prévia autorização da casa e da produção blablablá”) parece querer revogar a Lei da Gravidade. Antes, durante e depois das recentes apresentações de Lulu Santos, il miglior fabbro , no Canecão, por exemplo, meninos e meninas registravam tudo o tempo todo. O palco, eles mesmos, as paquerinhas. Turismo doméstico: “Estive lá.”
A praticidade das câmaras digitais permite mais e melhores fotos. Elas praticamente eliminaram a falta de foco, a má iluminação e a clássica tremida. Um enorme contingente de maus amadores foi promovido pela tecnologia à categoria de fotógrafos razoáveis. Só não há esperança, não ainda, para aqueles que mutilam seus personagens. Daqui a pouco, entretanto, soará um alarme quando a vovó estiver sendo decapitada.
Hoje, é quase impossível alguma coisa acontecer ao redor do mundo, seja na esfera pública, seja na privada, sem que uma imagem seja gerada. Celulares, máquinas e filmadoras digitais, webcams e circuitos de câmeras de segurança garantem um suprimento inesgotável para as revistas de fait divers , os telejornais, as “Videocassetadas” do Faustão, as CPIs ou os pornôs caseiros estrelados pela Pamela Lee Anderson.
O Big Brother vigia e expõe, mas também denuncia. Carrinho de bebê arrastado pelo trem em Seul. Bebê jogado pela janela do apartamento em chamas de Nova York. Refém ocidental decapitado nalgum ponto do Iraque. Prisioneiro humilhado por soldado americano em Abu Ghraib. Passageiros aturdidos nas galerias do metrô depois dos atentados terroristas em Londres. Diretor dos Correios subornado em Brasília.
Voltemos, porém, aos dois casais mais ou menos hipotéticos lá do primeiro parágrafo. Fotografaram-se, comeram, beberam, saíram dali felizes. As imagens da noite estão lá, no celular, prontas para serem passadas para o computador, publicadas na internet ou, dependendo dos pixels da câmera, impressas em papel. Esta última opção tende a ser a mais rara: os álbuns virtuais de fotos estão substituindo os calhamaços de plástico.
Serão casados? Namorados ainda? Apenas bons amigos? Colegas da firma? Terão acabado de se conhecer? Ou nunca mais quererão se ver antes de o galo cantar três vezes? Daqui a algumas horas, dias, alguns meses, anos, aquela noite na Lapa talvez se torne incômoda para alguém na mesa. Aliás, desculpe, mas o pessimismo me obriga a escrever que mais cedo ou mais tarde aquela noite na Lapa se tornará incômoda para alguém.
Um pé-na-bunda aqui, um chifre lá, o tédio em todo lugar. Como a própria virtualidade da imagem a torna mais frágil do que a antiga cópia em papel, basta selecioná-la e deletá-la. O computador vai perguntar: “Tem certeza que deseja enviar ‘joão & maria na lapa’ para a ‘Lixeira’?” Você: “Sim”. Depois é só esvaziá-la. Acabou-se. Aquilo nunca existiu de verdade. Se mais relacionamentos efêmeros são registrados, também não é necessário um grande investimento emocional para apagá-los da memória — do computador.
Rasgar uma fotografia em papel exigia muito mais. Havia todo um simbolismo em des-pe-da-çá-la, como se ela fosse uma bonequinha de vodu. Até vê-la desbotar tinha lá a sua significação dramática, como cantou lindamente o Billy Bragg, comparando um polaróide que esmaece à lembrança de um amor julgado eterno no dia de São Swithin. É preciso desenvolver uma nova poética para nossa relação com a imagem digital.
Texto de http://oglobo.globo.com/jornal/colunas/dapieve.asp
sábado, dezembro 17, 2005
Hoje eu li...
"Acho que é mais por conta de maneiras diferentes de amar o Rio. Num texto que escrevi para a capa do caderno Prosa & Verso que sai amanhã, falo que a cidade é ao mesmo tempo hospitaleira e hostil, tolerante e áspera, envolvente e traidora, graciosa e vulgar - mas sempre apaixonante.
Acho que o Rio não desperta reações neutras. Mesmo quando a gente aponta os problemas, é movido pela paixão e pelo desejo de que as coisas melhorem."
Mauro Ventura, em http://oglobo.globo.com/online/blogs/frontdorio/
Acho que o Rio não desperta reações neutras. Mesmo quando a gente aponta os problemas, é movido pela paixão e pelo desejo de que as coisas melhorem."
Mauro Ventura, em http://oglobo.globo.com/online/blogs/frontdorio/
quinta-feira, dezembro 15, 2005
JonaH
Quem disse que não posso sonhar?
Que não posso estar certo?
Que os caminhos que planejo não estejam corretos?
Por que após breves dias de sol, o céu escurece?
Por que as nuvens se fecham e o mar se revolta?
Por que esse nó na barriga e esse choro sufocado?
Mais do que esta tempestade que cai
São as minhas lágrimas derramadas
Mais escondido do que meu corpo neste barco
É o meu medo
Não, eu não quero voltar!
Sempre me disseram que contra Ele não se luta
Que Ele sim, está sempre certo
Que Dele são os planos que se concretizam
Que é Nele que reside a calmaria de qualquer tempestade
Com Ele há dias de sol e se anda sobre águas calmas
Na sua presença há festa e um leve fardo
Maior do que o meu coração contrariado
É a onipotência Dele
Mais a mostra que a minha frustração
É a Sua soberania
Não, eu não quero lutar!
Que não posso estar certo?
Que os caminhos que planejo não estejam corretos?
Por que após breves dias de sol, o céu escurece?
Por que as nuvens se fecham e o mar se revolta?
Por que esse nó na barriga e esse choro sufocado?
Mais do que esta tempestade que cai
São as minhas lágrimas derramadas
Mais escondido do que meu corpo neste barco
É o meu medo
Não, eu não quero voltar!
Sempre me disseram que contra Ele não se luta
Que Ele sim, está sempre certo
Que Dele são os planos que se concretizam
Que é Nele que reside a calmaria de qualquer tempestade
Com Ele há dias de sol e se anda sobre águas calmas
Na sua presença há festa e um leve fardo
Maior do que o meu coração contrariado
É a onipotência Dele
Mais a mostra que a minha frustração
É a Sua soberania
Não, eu não quero lutar!
segunda-feira, dezembro 12, 2005
Som na caixa, seu mané
Música que me perseguiu todo fim de semana. Não que eu esteja reclamando!
Your Love Is The Place Where I Come From - Teenage Fanclub
Your sadness don't lie
Your feelings can't hide
You always know why
But your reasons are sly
You never deny
What you feel inside
I
I Disappear when you're not here
In my life
I can't slip away when I see your face
I lose my confusion
Your Love Is The Place Where I Come From
When I'm on my own I'm lost in space
My freedoms a delusion
Your Love Is The Place Where I Come From
My sadness don't lie
My feelings can't hide
I Just can't deny
What I feel inside
Uma tradução livre pra voar no primeiro comentário.
Your Love Is The Place Where I Come From - Teenage Fanclub
Your sadness don't lie
Your feelings can't hide
You always know why
But your reasons are sly
You never deny
What you feel inside
I
I Disappear when you're not here
In my life
I can't slip away when I see your face
I lose my confusion
Your Love Is The Place Where I Come From
When I'm on my own I'm lost in space
My freedoms a delusion
Your Love Is The Place Where I Come From
My sadness don't lie
My feelings can't hide
I Just can't deny
What I feel inside
Uma tradução livre pra voar no primeiro comentário.
domingo, dezembro 11, 2005
Tudo Culpa do Menino - Texto de 23/12/2003 (adaptado)
Shopping lotado, caçar uma vaga para o carro, fila para a escada rolante
A vista, a prazo, no cartão ou cheque pré, 3 ou 5 vezes sem juros
Bolsas, sacolas, lista, família, ocultos, de véspera, podendo esquecer
Peru, tender, chester, lombinho, bacalhau
Nozes, avelãs, castanhas
Figo, tâmaras, ameixas, pêssegos
Rabanadas, muitas rabanadas
Lembranças, memórias, mensagens
Família, amores, amigos, colegas, até patrões
Cartões, cartas, telefonemas, e-mails ou um abraço e um beijo
Tanto a dizer, sem saber começar
Pensar, pensar... até uma forma encontrar
Rimas pobres, mente preguiçosa
Mas este dia não passará em branco
Tudo culpa do Menino
“Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre seus ombros”.
E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” Isaías 9:6
Bom natal e um 2006 cheio das ricas bênçãos de Deus.
A vista, a prazo, no cartão ou cheque pré, 3 ou 5 vezes sem juros
Bolsas, sacolas, lista, família, ocultos, de véspera, podendo esquecer
Peru, tender, chester, lombinho, bacalhau
Nozes, avelãs, castanhas
Figo, tâmaras, ameixas, pêssegos
Rabanadas, muitas rabanadas
Lembranças, memórias, mensagens
Família, amores, amigos, colegas, até patrões
Cartões, cartas, telefonemas, e-mails ou um abraço e um beijo
Tanto a dizer, sem saber começar
Pensar, pensar... até uma forma encontrar
Rimas pobres, mente preguiçosa
Mas este dia não passará em branco
Tudo culpa do Menino
“Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre seus ombros”.
E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” Isaías 9:6
Bom natal e um 2006 cheio das ricas bênçãos de Deus.
quinta-feira, dezembro 08, 2005
Hoje eu li...
LOVE ME OR LEAVE ME
Quando você bateu a porta e saiu, Chet Baker ainda cantava She Was Too Good to Me.
Com você, eu quis. O silencioso fluxo amoroso. Pra você, eu quis dizer as palavras mais belas do mundo, dizer que sou sua, que as nossas noites me emocionavam, que eu poderia dividir os meus dias com você. Eu não só quis dizer como quis ouvir, que era sua.
I would have brought you the sun, making you smile. That was my fun.
- Vai e não volta, por favor.
E você foi, me deixou aqui, acompanhadas pelas gérberas rosa, pelo gato, pela melancolia, garrafa de vinho, pelo Chet, chorando um amor que partiu, derramando lágrimas sobre os meus peitos inchados.
O problema é que eu aprendi a amar grande, errado, fodido.
E você nunca deixou que eu te amasse, inteira. Você sempre soube sair e não voltar, suspendendo o meu afeto, abafando essa história, sucessivamente, até que eu fosse obrigada a me proteger.
- Você é ansiosa.
- São muitos meses.
De uma história que se chama história interrompida, e é cheia de sentimentos frustrados, que foram sendo asfixiados nesse apartamento.
A gente foi se asfixiando nesse apartamento.
***
"As mulheres sempre sentem o impulso irresistível de resgatar os homens deles mesmos", Rosa Monteiro, em "Paixões".
Mas agora, chega.
***
Por outro lado, é realmente milagroso que um homem e uma mulher se encontrem. E fiquem juntos, mesmo na adversidade. E comunguem idéias semelhantes, ou diferentes, mas que interessem a ambos. E que gostem de música, de conversar, de sentir o cheiro da pele um do outro. Ao contrário do que eu disse, nós tivemos muitas coisas sim. Aprendemos a dançar nas noites de bebedeira, a ir desembestados até pararmos em quartinhos imundos no Catete, onde nos perdíamos um no olhar do outro. A gente teve fases, a gente se apaixonou, se desapaixonou, se reapaixonou, se largou pra se juntar de novo na próxima esquina, numa atração, que às vezes, pra mim, parecia irresistível. E sempre rimos juntos, essa é das coisas mais extraordinariamente belas que pode acontecer entre duas pessoas. Rir junto. E trocamos idéias, carinhos, remédios, e fomos musos um do outro. Nos divertimos a valer. Sim, nós fomos do caralho. Chegamos até a compartilhamos a intimidade um do outro, nosso mundo íntimo, delicado e pessoal, belo e trágico, cheio de alegrias e muita, mas muita dor.
É de fato espantoso que duas pessoas, ainda possam se encontrar. E que possam se amar, e que como todo amor, esse seja mais um amor a acabar...
Quando você bateu a porta e saiu, Chet Baker ainda cantava She Was Too Good to Me.
~ Do especial "Cartas, diários e gavetas entreabertas"
Quando você bateu a porta e saiu, Chet Baker ainda cantava She Was Too Good to Me.
Com você, eu quis. O silencioso fluxo amoroso. Pra você, eu quis dizer as palavras mais belas do mundo, dizer que sou sua, que as nossas noites me emocionavam, que eu poderia dividir os meus dias com você. Eu não só quis dizer como quis ouvir, que era sua.
I would have brought you the sun, making you smile. That was my fun.
- Vai e não volta, por favor.
E você foi, me deixou aqui, acompanhadas pelas gérberas rosa, pelo gato, pela melancolia, garrafa de vinho, pelo Chet, chorando um amor que partiu, derramando lágrimas sobre os meus peitos inchados.
O problema é que eu aprendi a amar grande, errado, fodido.
E você nunca deixou que eu te amasse, inteira. Você sempre soube sair e não voltar, suspendendo o meu afeto, abafando essa história, sucessivamente, até que eu fosse obrigada a me proteger.
- Você é ansiosa.
- São muitos meses.
De uma história que se chama história interrompida, e é cheia de sentimentos frustrados, que foram sendo asfixiados nesse apartamento.
A gente foi se asfixiando nesse apartamento.
***
"As mulheres sempre sentem o impulso irresistível de resgatar os homens deles mesmos", Rosa Monteiro, em "Paixões".
Mas agora, chega.
***
Por outro lado, é realmente milagroso que um homem e uma mulher se encontrem. E fiquem juntos, mesmo na adversidade. E comunguem idéias semelhantes, ou diferentes, mas que interessem a ambos. E que gostem de música, de conversar, de sentir o cheiro da pele um do outro. Ao contrário do que eu disse, nós tivemos muitas coisas sim. Aprendemos a dançar nas noites de bebedeira, a ir desembestados até pararmos em quartinhos imundos no Catete, onde nos perdíamos um no olhar do outro. A gente teve fases, a gente se apaixonou, se desapaixonou, se reapaixonou, se largou pra se juntar de novo na próxima esquina, numa atração, que às vezes, pra mim, parecia irresistível. E sempre rimos juntos, essa é das coisas mais extraordinariamente belas que pode acontecer entre duas pessoas. Rir junto. E trocamos idéias, carinhos, remédios, e fomos musos um do outro. Nos divertimos a valer. Sim, nós fomos do caralho. Chegamos até a compartilhamos a intimidade um do outro, nosso mundo íntimo, delicado e pessoal, belo e trágico, cheio de alegrias e muita, mas muita dor.
É de fato espantoso que duas pessoas, ainda possam se encontrar. E que possam se amar, e que como todo amor, esse seja mais um amor a acabar...
Quando você bateu a porta e saiu, Chet Baker ainda cantava She Was Too Good to Me.
~ Do especial "Cartas, diários e gavetas entreabertas"
quinta-feira, dezembro 01, 2005
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