Todas as Cartas de Amor são Ridículas - Álvaro de Campos
Todas as cartas de amor são Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras, Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor É que são Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente Ridículas.)
Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!
quinta-feira, agosto 31, 2006
sábado, agosto 26, 2006
Frase do dia, quer dizer, da noite
Uma frase velha conhecida minha voltou a povoar minha mente nesta noite.
"Pode-se enganar algumas pessoas por algum tempo, mas não se pode enganar todas as pessoas por todo o tempo."
"Pode-se enganar algumas pessoas por algum tempo, mas não se pode enganar todas as pessoas por todo o tempo."
Abraham Lincoln
quarta-feira, agosto 16, 2006
Hoje eu li...
Pesquisa revela alto grau de desconhecimento cultural em americanos
Uma pesquisa encomendada pela AOL e conduzida nos Estados Unidos pela Zogby International, por uma das mais reputadas firmas neste segmento, revelou uma realidade constrangedora para aquele país: a descartável chamada cultura pop tem aparentemente mais penetração na sociedade americana do que a real cultura.
Por exemplo, mais americanos demonstram ter conhecimento a respeito de Harry Potter (57%), o menino mago personagem de JK Rowling, do que Tony Blair (49%), o primeiro ministro britânico. Os americanos tem mais cultura sobre o seriado "Os Simpsons" (64% sabem sabem, por exemplo que Bart é o nome do filho de Homer) do que sobre literatura clássica (neste caso, só 20% conhecem a obra de Homero). Com relação ao nosso sistema solar, só 37% sabem que Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol. Em contrapartida, quando se fala do planeta natal do Super-Homem, 60% responderam corretamente que este se chama Kripton. Talvez o resultado mais estarrecedor foi o fato de 74% dos americanos saberem de cor o nome dos personagens dos "Três Patetas" (Larry, Curly and Moe) e apenas 42% responderem com precisão os três poderes do governo, Executivo, Legislativo e Judiciário.
Já se desconfiava há tempos de um certo descaso por parte do americano mediano em relação ao resto do mundo e suas diversas culturas (por exemplo, aquele clássico "A capital do Brasil é Buenos Aires"), mas na verdade não é o que espera do um país que detém a hegemonia mundial, supremacia econômica e militar.
Os americanos se defendem. "Estes resultados não medem o quanto os americanos são idiotas ('dumb', em inglês), mas servem para entender a penetração efetiva da cultura pop -- justifica o professor Robert Thompson, do Bleier Centre for Television and Popular Culture em Syracuse, Nova York, que serviu de consultor para os pesquisadores da Zogby nesta pesquisa.
- Será?
Para quem tiver curiosidade, anexei o resultado do relatório de pesquisa divulgado pela Zogbi International.
Link da matéria: http://oglobo.globo.com/blogs/paralelos/
Uma pesquisa encomendada pela AOL e conduzida nos Estados Unidos pela Zogby International, por uma das mais reputadas firmas neste segmento, revelou uma realidade constrangedora para aquele país: a descartável chamada cultura pop tem aparentemente mais penetração na sociedade americana do que a real cultura.
Por exemplo, mais americanos demonstram ter conhecimento a respeito de Harry Potter (57%), o menino mago personagem de JK Rowling, do que Tony Blair (49%), o primeiro ministro britânico. Os americanos tem mais cultura sobre o seriado "Os Simpsons" (64% sabem sabem, por exemplo que Bart é o nome do filho de Homer) do que sobre literatura clássica (neste caso, só 20% conhecem a obra de Homero). Com relação ao nosso sistema solar, só 37% sabem que Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol. Em contrapartida, quando se fala do planeta natal do Super-Homem, 60% responderam corretamente que este se chama Kripton. Talvez o resultado mais estarrecedor foi o fato de 74% dos americanos saberem de cor o nome dos personagens dos "Três Patetas" (Larry, Curly and Moe) e apenas 42% responderem com precisão os três poderes do governo, Executivo, Legislativo e Judiciário.
Já se desconfiava há tempos de um certo descaso por parte do americano mediano em relação ao resto do mundo e suas diversas culturas (por exemplo, aquele clássico "A capital do Brasil é Buenos Aires"), mas na verdade não é o que espera do um país que detém a hegemonia mundial, supremacia econômica e militar.
Os americanos se defendem. "Estes resultados não medem o quanto os americanos são idiotas ('dumb', em inglês), mas servem para entender a penetração efetiva da cultura pop -- justifica o professor Robert Thompson, do Bleier Centre for Television and Popular Culture em Syracuse, Nova York, que serviu de consultor para os pesquisadores da Zogby nesta pesquisa.
- Será?
Para quem tiver curiosidade, anexei o resultado do relatório de pesquisa divulgado pela Zogbi International.
Link da matéria: http://oglobo.globo.com/blogs/paralelos/
segunda-feira, agosto 14, 2006
Link legal

www.pandora.com
Já pensou em uma rádio online especialmente criada para o seu gosto musical? Pois bem, este site é exatamente isso e muito fácil de usar.
Indique a banda que você mais goste, ou cujo gênero você quer ouvir e ele cria uma rádio respeitando as características musicais deste artista. O melhor é que ela diz porque tal artista está na playlist e você pode interagir, elogiando e descartando a escolha da rádio, o que pode fazer com que determinado artista apareça mais ou menos vezes.
Depois de algumas músicas, ela pede que você registre, coisa mole, mas ela pede seu ZIP code, pois só funciona pros EUA, use o código 00000, que tudo funciona tranquilo. Outra coisa, há duas opções de rádio: com comerciais, mas gratúita pra você e sem comerciais, sob uma assinatura. Em banda larga tá funcionando que é uma beleza.
Post escrito ao som da Jeff Buckley radio.
sexta-feira, agosto 11, 2006
quarta-feira, agosto 09, 2006
segunda-feira, agosto 07, 2006
Orgulho besta
Você tanto fez/Que me chamou a atenção
Nem precisava gritar/nunca te ignorei
Pra que tanto barulho?/pra que tanto esforço e empenho?/pra me deixar triste?
É!/triste sim!/como muitas vezes fiquei com você
Como muitas vezes reclamei/gritei/até judiei de você/pra ver se aprendia
E eu/triste!/triste!/triste!/só fiz lamentar pela tua vida/esses anos todos
Ontem/você me pediu pra te ver/e acabou
Que meu olhar foi mais fundo/do que queria
Olha só!/até quem não te gosta/tenta te entender
Pode até não ser as certas/mas você tem respostas
Mas por que descontar Nele?/qué que Ele te fez?
Que passo é esse?/contrário ao da fé?
Pra que/me chamar/se agora/eu só posso é ver
É por que/nesta altura do campeonato/você descobriu
Que agora/só lamento/quando olho/pra você?
Nem precisava gritar/nunca te ignorei
Pra que tanto barulho?/pra que tanto esforço e empenho?/pra me deixar triste?
É!/triste sim!/como muitas vezes fiquei com você
Como muitas vezes reclamei/gritei/até judiei de você/pra ver se aprendia
E eu/triste!/triste!/triste!/só fiz lamentar pela tua vida/esses anos todos
Ontem/você me pediu pra te ver/e acabou
Que meu olhar foi mais fundo/do que queria
Olha só!/até quem não te gosta/tenta te entender
Pode até não ser as certas/mas você tem respostas
Mas por que descontar Nele?/qué que Ele te fez?
Que passo é esse?/contrário ao da fé?
Pra que/me chamar/se agora/eu só posso é ver
É por que/nesta altura do campeonato/você descobriu
Que agora/só lamento/quando olho/pra você?
segunda-feira, julho 31, 2006
Hoje eu li...
Rio tem o céu mais azul do mundo.
Apesar do dia cinzento, de chuva e frio, uma excelente notícia pra esse fim de julho.
Apesar do dia cinzento, de chuva e frio, uma excelente notícia pra esse fim de julho.
segunda-feira, julho 24, 2006
Superman: o messias?
Esse post trata do filme Superman: o retorno, ainda em cartaz. Se você ainda não viu, vai aproveitar muito mais o post depois de vê-lo, porque eu vou estragar abaixo várias das surpresas do filme.A tarefa proposta ao diretor Bryan Singer não era das mais fáceis: continuar a saga do Superman no cinema, a partir dos filmes que realmente importaram e definiram o personagem pra telona – Superman, o filme e Superman II – dirigidos respectivamente por Richard Donner e Richard Lester.
Para a época, esses dois filmes apresentaram um salto enorme em torno dos efeitos especiais, quando se prometia que “acreditaríamos que um homem pode voar”. Afinal, todos conhecem o super, sabem da sua quase onipotência, um ser particamente sem defeitos a serviço da Terra. Mais do que tornar tal personagem interessante, mostrar por quais métodos ele consegue tais feitos era, na época, um tremendo desafio.
Mas você deve ter visto, no mínimo nas antigas sessões da tarde que Donner, bem acompanhado por Brando, Hackman e principalmente Reeves, foram bem sucedidos na empreitada. Na abordagem dos filmes, Superman nunca deixa, apesar de ser criado na Terra, de ser um alienígena. Apesar de amar e sentir sensações como a maioria de nós sente, sabia que o legado que seu pai kriptoniano lhe deixara era justamente de ser a força motriz para a proteção e o bom desenvolvimento da nossa raça, chegando, quem sabe, a reproduzir aqui o paraíso que era Kripton.
É também a partir deste conceito de ser um alienígena que “Superman, o retorno” trabalha, agora voltado ao fato deste se ser a menor das minorias, ser – ironicamente - um solitário, um marginalizado, característica esta que todos viveram nem que seja uma vez na vida. Gays (como o diretor), negros, muçulmanos, cristãos (dependendo da localização geográfica), gordinhos, feinhos, ou até os mais perfeitos, no caso, até o mais perfeito.
Singer parte da lembrança do pai de Kal-El, Jor-El: de que ele, o Superman seria diferente e, portanto solitário, mas que lembrasse sempre que sua vida é a continuidade daqueles que viveram antes dele. A frase: “o pai torna-se o filho, e o filho torna-se o pai” remonta claramente a afirmativa que, se existe alguém que lhe entende, é aquele que lhe criou, que lhe viu crescer, que sabe de onde vem e para onde provavelmente irá, pois de alguma forma está do seu lado.
Mas o que difere muito mais “Superman, o retorno”, de um típico filme de ação, é que roteiro e direção conseguem transmitir, além desse libelo sobre a solidão, uma forte imagem messiânica associada ao personagem.
Esta característica não é nova. Os criadores do Superman: Jerry Siegel e Joe Shuster, judeus, abertamente associam à imagem do herói ao messias hebraico, ainda por vir segundo a fé que praticavam. Um indivíduo maior que leis, governos e até da moral, em prol do bem maior, dos oprimidos. É um herói muito pouco misericordioso, mas extremamente justo.
Como na evolução bíblica do velho para o novo testamento, do Deus justo para o Deus misericordioso, do messias governante para o sacrificial, ou seja, cristão, a imagem messiânica ligada ao Superman também transformou-se com o tempo. O que me deixou curioso é a quantidade de relações com a figura de Jesus presentes no filme. Coincidência ou não, vamos a elas, sempre “linkando” com as passagens bíblicas correspondentes.
A própria frase: “o pai torna-se o filho, e o filho torna-se o pai”, ganha um sentido messiânico no contexto da trindade divina (Deus Pai, o filho e o Espírito Santo são um) e da intensidade da comunhão que existia entre Jesus e Deus.
A batalha final com Luthor possui várias semelhanças com a via crucis.
O local da batalha é a ilha formada pelos cristais de Kripton, onde estava a presença de seu pai. O martírio de Jesus se dá em Jerusalém, local do templo judaico, onde residia a presença de Deus, seu Pai. Quando Jesus vai a Jerusalém na sua última e fatídica viagem, não faz nenhuma demonstração pública de seu poder, pelo contrário, passa por um momento de grande angústia no Jardim do Getsemani. Ao chegar a ilha, Superman se sente debilitado, o que proporciona seu espancamento, parte comum do martírio dos dois.
Ao final do espancamento, Luthor desfere seu golpe de misericórdia: crava um pedaço de kriptonita no Superman. O detalhe é o local onde ela é cravada, no lado do corpo, como se tem o cuidado de ser relatado até pelos médicos mais tarde no filme.
Superman é jogado no mar, o que remete à figura do batismo, que na cultura da época de Jesus era realmente um mergulho nas águas e não a sua aspersão como, por exemplo, a igreja católica o pratica. Batismo simplesmente significa mergulho em grego. A figura do batismo tem seu significado: quando mergulha-se, morre-se para o mundo, quando emerge-se, nasce para Deus. O detalhe é que Superman não emerge por conta própria, ele é retirado por Lois Lane, ou seja, seus feitos a partir dali estão ligados à sua “morte”.
Com o pouco de força que lhe resta, Superman se dirige ao sol (figura divina de muitas religiões), sua fonte de energia. É hora de um último sacrifício: remover toda a ilha, formada pelos cristais de Kripton, do nosso mundo, como se crê que, somente em sua morte, Jesus trouxe o perdão para todos os pecados, tomando-os sobre si como uma punição imerecida. Ao fim da tarefa, ele jaz na estratosfera, na "coincidente" posição da cruz.

Sendo inteligentes para não chegar ao ponto de serem chamados de hereges por parte dos fanáticos com tantas coincidências, os roteiristas fazem com que Superman se recobre do coma em dois dias (o médico faz questão de dizer a Lois que ele está ali há um dia), ao contrário de Jesus, que ressuscita três dias após a Sua morte. Mas mesmo ali há uma coincidência: seu quarto é guardado por guardas, mas é uma mulher (a enfermeira) que descobre que o quarto está vazio.
A maioria das coincidências é sutil, acredito que muitas nem são propositais e de forma alguma tiram o valor do filme, pelo contrário, aproximam o Superman da figura mais querida da história humana e mostra o forte lado sacrificial e, portanto, solitário do herói ou do messias.
Afinal, ser responsável, por um mundo todo que sequer lhe conhece realmente e para com o qual é impossível de fato conviver é, acima de tudo, um ato de amor. E é essa a “coincidência” mais preciosa entre a história do Superman, o retorno e a de Jesus: são duas histórias de amor – pela vida, pelo mundo, por mim e por você.
O Caminho da Fé

Certos posts te botam contra a parede para serem escritos.
Explico: no fim do ano passado presenciei uma situação que chegou a me inspirar a escrever o post que agora escrevo. Não o escrevi pela mais pura preguiça, pois para mim seria complexo colocar um tema tão abstrato como a fé em letras. Só que ontem eu soube da mesma situação que ocorrera no passado e me vi de novo impelido a escrever. Bom, hoje estou tentando.
Como você lida com seus problemas? Claro, claro, você busca solucioná-los. Mas, deixe-me fazer outra pergunta: que tipo de solução você procura? Sim, porque há problemas que apresentam várias soluções: práticas ou complexas, rápidas ou demoradas, cômodas ou trabalhosas...
Considere que você tenha um problema grave, não “de vida ou morte” grave, mas grave pra você, pois enquanto não o resolve, sabe que não dá pra descansar, pra ter paz, que sua vida não está completa ate então, muitas vezes isto te domina, passa a ser o seu assunto em voga, aquele que toma o tempo das conversas com os amigos, psicólogo, pai, mãe, cachorro...
Quando da primeira vez que quis escrever sobre a fé, no fim de 2005, o que me inspirara era justamente a história de duas pessoas que lidaram de forma diferente perante o mesmíssimo problema. Uma resolveu da forma mais prática possível e acabou descobrindo que a solução tornou-se um novo problema, talvez ainda maior. A outra, descartou a solução fácil, sofrendo por mais um tempo com os custos pessoais e até sociais de continuar tendo o problema. Preferiu continuar com este até que, pela fé, a solução ideal surgisse.
E ela surgiu, e hoje, a solução é apenas uma solução, mas que diferença ela faz! É fonte de alegria e paz.
Quando se quer falar de fé, teólogos, filósofos e analistas estendem-se a tentar conceituá-la. O cabedal de informações sobre a fé é extenso, justamente porque, ao que parece, quanto mais se a estuda, mais humanamente estranha ela parece.
A fé surge quando não há lógica presente, quando não existem sequer indícios, quanto menos provas de que algo pode acontecer. Para muitos a fé é sacrificial, quando na verdade é desafiadora. Em primeiro lugar, ela te desafia a acreditar, depois te desafia a preparar-se para a solução ou a bênção. O que põe por terra o conceito de que a fé é algo passivo, algo intrínseco, relegado à solidão dos quartos ou práticas religiosas. Se você tem fé que a solução ideal vem, deve já viver como uma pessoa capacitada para desfrutá-la, o que muitas vezes implicará em mudanças pessoais. Ou seja, a fé implica em aperfeiçoamento. Você pode até sofrer no exercício desta, mas já sai uma pessoa melhor durante este processo.
Jesus utilizou-se da parábola dos caminhos/portas estreito e largo como imagem desta dualidade da fé. O estreito é mais desgastante, sem dúvida, mas é aquele que é recompensador no final, apesar de no início ser o menos convidativo. Enquanto o largo, o mais fácil de ser percorrido, não tem em seu fim um destino dos mais agradáveis. Uma coerente alegoria do exercício da fé.
Mas sem sombra de dúvida, a fé é um canal. Mais importante que tê-la é saber onde depositá-la. Por muitas vezes depositamos a nossa fé em pessoas ou instituições que muitas vezes falham. São estas desilusões advindas de experiências como estas que nos impedem de aceitar os novos desafios da fé. Quando a solução definitiva seja mais do que talvez voltar a praticar a fé, seja direcioná-la corretamente.
Foto tirada por My Dearest
E mais: o que o faz feliz?
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