Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!

quarta-feira, novembro 16, 2005

Who watches the watchmen?


Quem vigia as sentinelas?



O moto da série de HQ Watchmen, de Allan Moore, trata de uma realidade da guerra fria, onde super – heróis eram armas de destruição em massa, grandes poderes destinados a manter a ordem, mas, que na verdade, causavam um medo ainda maior por serem incontroláveis pelo poder que possuíam.

Manter a ordem, hoje e sempre tem sido uma necessidade social, o que me espanta é a evidência dos mecanismos criados para este fim, verdadeiras sentinelas: CPIs, auditorias, imprensa, comissões de ética...

De maneira nenhuma sou contra a existência destes, mas quem garante o limite entre a denúncia fundamentada e a leviana? Quem é capaz de distinguir entre investigação e denuncismo? Quem vigia a sentinela em tempos em que a população / platéia está tão “ávida por sangue”, por anos e anos de injustiça e corrupção generalizada, ou por um moralismo hipócrita, em que alguns valores são apaixonadamente defendidos enquanto outros, tão importantes quanto, são solenemente postos de lado?

Quem são os vigilantes? São sempre pessoas idôneas e imparciais? Possuem sempre o distanciamento ético necessário ao tratar de assuntos pertinentes?

Muitas vezes não.

O que observo hoje é o exercício da vigilância baseado no antagonismo (dentre estes a oposição política), no sensacionalismo visando à publicidade e, é claro, nos rancores que se originam sabe lá o porquê.

Que bom que temos as sentinelas! Antes, aqui no Brasil, sequer as tínhamos, mas agora, quem prepara e escolhe as sentinelas? E ainda, quem vigia as sentinelas?

Será que chegou o tempo em que, todos nós, teremos medos das sentinelas?

Lucky shot

Enseada de Botafogo, vista do Parque das Ruínas
Santa Tereza, Rio de Janeiro, RJ
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quarta-feira, novembro 09, 2005

Terceiro reencontro – oito meses

Como toda história de amor, a de J e B começou pequena, quase sem querer. De amigos a namorados e agora, algo maior. Interessante que, na época que a paixão mais aflora, a distância, que já não era pequena, ficou ainda maior, e olha, é preciso amar muito pra agüentar essa distância toda!

Mas o que importa é que eles se reencontraram e um reencontro cheio de surpresas esse está sendo. A distância, menor, ainda vai existir por algum tempo.

Mas vai valer a pena!

Segundo reencontro – dez anos

Confesso que fui contrariado pra este encontro. Reencontrar minha turma de faculdade seria, mais uma vez, conviver com uma profusão de conversas de duplo sentido, tomando cuidado com os verbos dar, tomar, pegar e por aí vai.

O local não poderia ser pior, uma churrascaria, ou seja, quase não teria como me mover pra conversar com o maior número possível.

Mas dez anos mudam as pessoas. Cabelos brancos, quando estão na cabeça, filhos, barriguinhas proeminentes...

Foi uma tarde agradável demais, vi a saudade sincera dos amigos, olhei a minha direita e vi “no baixo bebê” uma nova geração que vai crescer já amiga. Pouco lembramos do passado, o presente tava muito legal pra ser descartado.

Ah sim! Como my Dearest muito bem ressaltou, todas as meninas estão ótimas! A gravidez lhes caiu muito bem!

Primeiro reencontro – nove anos

Sem querer, esbarrei em E e LC, dois irmãos famosos pela simpatia e pelo talento musical. Antes eram uma dupla, mas hoje, são seis de uma família das mais talentosas que eu já vi.

Empolgadamente falaram do que acontece hoje, das bênçãos, das conquistas, mas a conversa descambou pro passado, quando a vida destes e de mais uma centena de adolescentes foi confiada a mim. Tempos bons, quando a vida era muito mais simples e prazerosa.

Ao final da conversa, trava-se o diálogo.

E – Te, quero te dizer algo.
Te – Fala.
E – Cara, eu quero te agradecer por tudo que você fez pela gente, a gente chegou aqui hoje porque começou com você.

Em seguida me abraçou. Segurando as lágrimas, só pude dizer.

Te – E, não precisa me agradecer, apenas ore por mim.

Corujisse

Minha sobrinha P, 7 anos, com o auxílio do word, se aventurou na poesia. Finalmente alguém com talento na família!

Amizade

Amizade é tudo
Amor, alegria, felicidade e companhia
Sem amizade não dá pra viver
E isso a gente nunca aprende na TV

Poesia

Poesia é magia, com tristeza, com alegria
se não existisse a poesia
Não existiria a alegria
Alegria é amor
Alegria é pureza
Alegria é felicidade
Alegria não é tristeza

Pra que complicar, não é mesmo?

Olá, sr banco!

Lembra de mim? Sou aquele que há 4 meses atrás esperava, sentado no senhor, por uma menina que começou a namorar.

Como? Sim, ainda namoro ela sim.

Até por isso que eu tô aqui, pois é, fazem 4 meses exatamente hoje, estamos muito bem. Passamos por bons momentos, tentaram nos derrubar, mas ficamos ainda mais fortes.

Hoje posso dizer que não tem mais muita coisa pra gente descobrir um do outro, mas nem isso fez a vida ficar mais chata. Ainda é muito bom conversar com ela todo dia, ficar deitado do lado dela, despreocupado da vida, olhando na imensidão daqueles olhos negros.

Sim, uma vida bem tranqüila, na verdade, isso é o que me faz mais feliz na nossa relação, temos algo que muitos procuram, mas poucos têm: a paz. Espero que seja pra sempre!

Bom, é isso, senhor banco, qualquer dia a gente se esbarra.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Lucky shot


Detalhe de uma ilha defronte ao Pontal do Atalaia
Arraial do Cabo - RJ
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terça-feira, novembro 01, 2005

Tolerância

Domingo passado uma calorosa discussão tomou conta do horário da sobremesa. O tema? Poderia dizer assim: conseqüências do domínio da mágoa ou do vislumbre da injustiça.

Apesar destes tempos de vigilância aqui no blog, a conversa não girou em torno de mim, mas de pessoas amadas, muito doídas por coisas que ocorreram faz tempo. E aí é que está o problema.

Pra ser mais específico, me incomodou o erro alheio gerar um erro de quem me importo. Mesmo um comentário impensado, duro e doído, mas impensado mesmo assim, traz conseqüências, pois além de eu ouvir, Ele ouviu e Ele sempre ouve e lamenta.

A conversa correu na linha “um erro não justifica um outro”, contra “omissão é cumplicidade”, até que meu pai, que lavava a louça, vem à sala e pede que leiamos o seguinte texto.

II Coríntios 11

1 Quisera eu me suportásseis um pouco mais na minha loucura. Suportai-me, pois.
2 Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo.

3 Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo.

4 Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se aceitais espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não tendes abraçado, a esse, de boa mente, o tolerais.

5 Porque suponho em nada ter sido inferior a esses tais apóstolos.

6 E, embora seja falto no falar, não o sou no conhecimento; mas, em tudo e por todos os modos, vos temos feito conhecer isto.

7 Cometi eu, porventura, algum pecado pelo fato de viver humildemente, para que fôsseis vós exaltados, visto que gratuitamente vos anunciei o evangelho de Deus?

8 Despojei outras igrejas, recebendo salário, para vos poder servir,

9 e, estando entre vós, ao passar privações, não me fiz pesado a ninguém; pois os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram o que me faltava; e, em tudo, me guardei e me guardarei de vos ser pesado.

10 A verdade de Cristo está em mim; por isso, não me será tirada esta glória nas regiões da Acaia.

11 Por que razão? É porque não vos amo? Deus o sabe.
12 Mas o que faço e farei é para cortar ocasião àqueles que a buscam com o intuito de serem considerados iguais a nós, naquilo em que se gloriam.

13 Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo.

14 E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz.

15 Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras.

16 Outra vez digo: ninguém me considere insensato; todavia, se o pensais, recebei-me como insensato, para que também me glorie um pouco.

17 O que falo, não o falo segundo o Senhor, e sim como por loucura, nesta confiança de gloriar-me.

18 E, posto que muitos se gloriam segundo a carne, também eu me gloriarei.

19 Porque, sendo vós sensatos, de boa mente tolerais os insensatos.

20 Tolerais quem vos escravize, quem vos devore, quem vos detenha, quem se exalte, quem vos esbofeteie no rosto.

21 Ingloriamente o confesso, como se fôramos fracos. Mas, naquilo em que qualquer tem ousadia (com insensatez o afirmo), também eu a tenho.
22 São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São da descendência de Abraão? Também eu.

23 São ministros de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes.

24 Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um;

25 fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar;

26 em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos;

27 em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez.

28 Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas.

29 Quem enfraquece, que também eu não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu não me inflame?

30 Se tenho de gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza.

31 O Deus e Pai do Senhor Jesus, que é eternamente bendito, sabe que não minto.
32 Em Damasco, o governador preposto do rei Aretas montou guarda na cidade dos damascenos, para me prender;

33 mas, num grande cesto, me desceram por uma janela da muralha abaixo, e assim me livrei das suas mãos.


Meu principal debatedor se prendeu ao meio do texto, eu nas pontas, quando Paulo desenvolve o conceito da tolerância.

É a tolerância que não nos deixa confundir desvios de caráter com mal – caratismo, doença com má fé, acidentes com premeditação, atitudes com a pessoa. Em suma, nos faz pensar, não reagir, apesar da dor e da revolta, apesar do senso de justiça.

Mais tarde, falo com meu pai.

- Muito bom aquele texto que o senhor indicou, resolveu a discussão.
-É mesmo? Depois eu leio pra ver.
-Como assim?!! O senhor não conhecia o texto?
-Não. Deus me mandou falar pra vocês lerem enquanto eu lavava a louça e vocês discutiam.
-Caramba, pai! Vai ler agora o texto!!!

Deus é muito bom!

Chega novembro e com ele a justiça

Não é mesmo?