Não existe história sem perdas. Não falo de perdas limitado ao sentido de derrota, pois muitas destas perdas são partes da vida, como dentes de leite que se vão, podendo ser até mesmo vitórias. Falo da perda como algo que se vai, como bagagem perdida no tempo, como algo que muda não só nossa superfície, mas pode trazer peso ou leveza ao interior.
Inocência, credulidade, viço são substituídos por outras características (desejáveis ou não) como experiência, ceticismo e marcas. Se perde e se ganha com o passar dos anos, tornamo-nos pessoas diferentes no processo universal chamado amadurecimento.
Eu sei do que perdi, sei também do que ganhei. Sei do que queria ter mantido, sei do que desejaria nunca ter ganhado. Sei do que nunca desejarei ganhar e sei do que lutaria até a morte para recuperar. Em vão. Sei quem me roubou ou acrescentou, como sei de quem roubei e acrescentei.
Hoje, mais homem feito do que ontem, mas menos do que amanhã, sei que é do resultado dessas perdas e ganhos que sai uma pessoa que tem pela frente desafios, sonhos, projetos e relacionamentos, ou seja, tem uma vida.
De cuja parte fazem as perdas.

Um comentário:
faço minhas as suas palavras.
nunca mais encontraremos a mesma pessoa que nós mesmos éramos ontem.
o tempo leva.
os sorrisos amortecem.
as marcas transformam.
e no final, na verdade mesmo, o que acaba importando é como reagimos em cada uma das situações que vão aparecendo, porque mudar, meu amigo, isso é inevitável.
fica na paz.
beijos.
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