Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!

terça-feira, março 28, 2006

“Deus é tão bom que me assusta”

E eu me peguei me falando essa frase, aos prantos e sem pensar, em pleno enterro, para P, uma dos vários amigos que, graças a Deus estavam lá. Pra situar, isto se refere ao post abaixo.

Mas como bom, se era uma história com doença, dor, separação e, no fim, morte?

Por duas coisas.

Primeiro, porque era o clímax da história de duas vidas com um sentido claro pra vida, coisa que faz muita gente boa se questionar e gastar horas a fio em psicanálise, igrejas, botecos e tal. Quando você sabe exatamente porque você vive e como fazer pra responder estes porquês, a vida fica assim, feliz e boa, porque finalmente faz sentido.

Segundo. Bom, antes do segundo, um parêntese.

É claro que os que vêm aqui, os que me conhecem, sabem da minha fé. Sabem que eu creio que apenas Jesus, ninguém mais, é capaz de dar o céu à alguém. Não creio em merecimento, não creio em justiça divina. Pelo contrário, creio na soberania de um Deus cheio de graça, misericórdia e amor, que veio a este mundo na forma de um homem que, Ele sim, poderia pagar os meus pecados. Jesus.

Nunca usei este espaço pra pregar a minha fé. Se a minha vida aqui exposta não é capaz disso, melhor não falar nada. Fé não se conclui, se experimenta, é um passo, nada racional às vezes, mas fundamental, quando posta na Pessoa certa, para trazer a certeza de uma vida eterna na presença de Deus.

E é esta, sim, esta, a segunda coisa. Porque a história não acabou, ela continuará lá perto de Deus, ela terá seus dias, anos e séculos, numa intensidade e integralidade que o tempo não irá importar, pois assim é a eternidade.

E daí eu leio isso...

“Outra coisa...
Se o C ficasse vivo, íamos sempre ter algo além do amor que iria nos prender. Ele por agradecimento por eu ter ficado ao lado dele durante o tempo da doença, e eu porque passei por tudo isso e depois que ele se curasse, não o largaria.
Isso sempre me preocupou enquanto ele era vivo.
É uma parada muito delicada. se formos pensar, entrei no namoro sabendo da doença e logo ja começamos a luta. Quando ele me disse que tinha cancer pelo msn, eu nem o conhecia, e naquele momento eu senti algo diferente (Espirito Santo) mandando eu falar de Deus para aquele menino que eu nem sabia que ja conhecia a Jesus.
E no fim, quem estaria sendo salva era eu mesma.
Você não tem noção de como a morte dele tem sido aceita por mim. Eu penso nele morto, e me vem uma paz em saber que ele está bem, ao lado de Deus, e que eu fiquei aqui bem também, com os cuidados do mesmo Deus.”

Dá pra entender por que Deus é tão bom que assusta?

Não? Muitas vezes nem eu entendo, apenas O louvo.

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