Nunca tive um ano como este que passou e, espero que não o tenha mais, sou da linha do Cazuza, que queria “a sorte de um amor tranqüilo”. Foi um ano de opostos vividos e sentidos.
Foi o ano que parei tudo para me (re)conhecer melhor, nunca estive tão introspectivo nestes últimos anos, ao mesmo tempo, nunca me expus tanto, como esse blog tão bem atesta.
Nunca fui tão sincero, sendo tão dissimulado no que escrevo, como prova disso, alguém que me conhece me disse que não entendia nada do que estava escrito aqui, porque queria ler as entrelinhas. Aos que aqui vêm, as linhas. As entrelinhas, estas são de minha exclusividade, os que tentaram, quebraram a cara.
Mas não houve maior oposto do que o que vivi amando. Deixei de ser algo escondido, secreto, marginal, para ser admirado, apreciado, desejado, mostrado. Vivi da traição à descoberta, da (inter?)dependência à parceria.
Do patético ao sublime.
Entendi que principados e potestades existem de forma muito palpáveis: pessoas e lugares. E que estes se atraem e se combinam. Aprendi que sim, existe um remanescente fiel, que não se corrompe e sempre acredita.
Hoje, eu chego a este dia, sabendo que o amor não é esta força que tudo pode, tudo muda.
Hoje eu sou alguém que viu o quanto a vontade (boa ou má) pode fazer, que é esta a que tem força pra mudar algo.
Hoje eu sei que os amores possíveis são os melhores, são os reais.
Hoje eu sei que reciprocidade não é luxo, é obrigação, bem como a fidelidade.
Hoje eu aprendi que apesar dessa sensação que a festa sempre acaba, não devo falar disso enquanto ela rola. Quem sabe dessa vez ela nunca acaba?
Pois é, quem sabe 2006 não se resume a uma grande festa?
Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!
quarta-feira, janeiro 11, 2006
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2 comentários:
Festa essa que eu já estou me convidando, e nao me vem com essa história de convite contado, avisar em cima da hora que eu dou o meu jeito. Agora se eu entrar de penetra, ora, mas ora muito para o Pr nao perguntar se alguém sabe de alguma coisa, pq a gente nao sabe mas inventa.
Saudades, beijos
da Terra da Bunda Fria
HEHEHHEHEHE
Você sabe que ele não pergunta, né? Ainda mais porque eu vou me certificar disso.
Aliás, quem disse que você seria penetra? Seria uma honra tê-la aqui, moça!
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