Pra início de conversa, fui mais por my D, porque ia ser um show fofo, como é o filme "once", mas olha, foi além das minhas expectativas.
Quem abriu foram os "varandistas", que é a Maria Gadu mais uns caras, fazendo um show banquinho e violão que não se sustentou mais que a meia hora que rolou. A som livre tá bancando e ao que parece tá hypado no circuitinho dos novos atores globais.
Agora, vamos ao SS. Tem que se elogiar a potência de voz do Glen Hansard. O cara começa o show cantando no gogó e com o violão desplugado e todo vivo rio escuta perfeitamente. O cara é muito carismático, mostra gostar do que faz e cria um contraste muito interessante com a Marketa Irglova, que é muito tímida e é a responsável por todos os momentos intimistas do show. Mas os dois foram muitos simpáticos, falando bastante em português até.
O show teve as músicas do filme, umas duas do the frames, uma cover do Van Morrison, uma música instrumental celta pelo violinista da banda, usando violino e samplers.
Pontos altos: a história que Marketa conta de como todos ficaram com a língua dormente quando comeram castanha de cajú "in natura" aqui no Rio, a história de Glen dando de presente de natal uma cova para a sua namorada gótica. O bis com Caetano (curucucu paloma, por Marketa) e Kraftwerk (the model, por Glen) em rítmo de bolero e eles pensando que estavam tocando samba, chamaram umas meninas pra dançar no palco, que rebocaram a tímida Marketa pra roda.
Depois, num momento jabá, chamaram os tais dos varandistas de volta pra cantar umas músicas na base do violão desplugado e sem microfone.
Bom show!
Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!
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