Talvez mais importante que ser a série com mais temporadas na história da TV, de terem até hoje boa audiência, de ser disputada por famosos ansiosos por fazer uma participação, são os momentos hilários que marcam a nossa vida, por parecerem-se tanto com a minha, a sua, qualquer família saudavelmente disfuncional.
Referências que não são a verdade, mas baseadas nela. Marcos pra que eu lembre da minha vida no futuro e não me esqueça... de nada!
quinta-feira, abril 19, 2007
Há exatos 20 anos atrás!
Talvez mais importante que ser a série com mais temporadas na história da TV, de terem até hoje boa audiência, de ser disputada por famosos ansiosos por fazer uma participação, são os momentos hilários que marcam a nossa vida, por parecerem-se tanto com a minha, a sua, qualquer família saudavelmente disfuncional.
terça-feira, abril 17, 2007
segunda-feira, abril 16, 2007
Direitos pessoais
de deixar as meias jogadas ao pé da cama
de deixar a louça pra lavar de um dia para o outro
de não se importar com um problema
de tomar um banho demorado
de não tomar banho
de querer fugir
de dizer verdades
de desabafar
de se calar
de não dar satisfações
de comer um pão enquanto volta da padaria
de tomar um iogurte dentro do mercado
de ter gostos bregas
de ter medo
de ser irresponsável
de se queimar muito na praia
de marcar um gol contra
de ser safadinho(a)
de ser disciplinado
de ser chamado à atenção
de ser o centro das atenções
de ser herói ou vilão
de receber elogios ou broncas
de dizer não a alguém ou de ouvir este não
de amar
de se apaixonar
de ser amado
de querer muito acertar
de não poder errar
de não se preocupar
Pelo menos uma vez na vida!
Se todos fossem assim, saberíamos perdoar e ser perdoados.
Saberíamos viver.
Espaço aberto pra você listar seus próprios direitos pessoais nos comentários.
sábado, abril 14, 2007
Neo-hippie malhação - The soundtrack!
Ontem, convidado e financiado fui conferir o pré-hype chamado o “Teatro mágico” em sua primeira apresentação por aqui, no teatro odisséia.
A banda/performance já é a favorita dos alunos de sócio/filo/antropologia nesse período de entressafra Los hermânica. Basicamente as novas gerações dos eternos órfãos de Raulzito e Legião.
Musicalmente falando OTM é a mistura de Charlie Brown + Los Hermanos + Dave Mathews (ou Jack Johnson ou qualquer branquelo baladeiro afim) + samplers. Instrumental mediano, ninguém se destaca, mas não compromete. As mudanças de ritmo em suas intermináveis músicas me faziam pensar que estava a ouvir à trilha sonora de um seriado adolescente descolado e neo-hippie, tal era a profusão de sandálias baixas, camisas indianas, chapéus, cabelos milimetricamente dessarrumados e barbas por fazer (obrigado, minhas acompanhantes consultoras de moda).
Antes do show, duas barraquinhas a vender todo o farto merchandising da banda, inclusive narizes de palhaços, sim, pois OTM se apresenta como uma trupe circense. Na hora do show, me posicionei, por pura falta de espaço, colado ao balcão do bar. Pela graça divina, o melhor lugar pra ver o show. Não, eu não bebi pra gostar dele, vocês entenderão.
Fiquei impressionado com o público que nunca tinha os visto pessoalmente, mas sabia cantar as letras de todas as músicas, além de ter decorado as muitas falas do cantor/mestre de picadeiro.
Então OTM é bom? Pelo contrário! Tudo ali é milimetricamente calculado e faz parte de uma extensa reciclagem de tudo que pode agradar aos jovens tendo um quê de contestador, sem o ser na realidade. A figura anárquica do palhaço, que, desde Chaplin, trouxe a si arraigada a crítica social, a profusão de ritmos e estilos intercalando estrangeirismos com brasilidades, as performances em paralelo pra tirar o foco, os trechos de músicas de outros (New Order, Dave Mathews e, é claro, Los Hermanos) entremeadas às próprias.
Mas o que incomoda é que OTM se leva a sério, e muito! Acham realmente que fazem diferença pelo simples fato das sacações que têm (citadas acima) agradarem a uma primeira e desarmada impressão. Cantam com fé, com o coração, mas na verdade é uma coleção de lugares comuns e clichês pra revoldescolados de botique. Na terceira música do show, segue o diálogo.
Barwoman: moço, que horas são?
Eu: meia noite e quinze.
Barwoman: vai ser uma longa noite!
Músicas sobre a “poesia das coisas simples do dia a dia”, como, por exemplo, o feijão com o arroz como metáfora para o viver em sociedade, música engraçada sobre a empregada (com direito a sampler de uma fala da tal) pra se ter desculpa pra falar da exclusão social. O conceito repetido ad nauseum de que “todos devem ser um, assim como todos estão em um”, ou “os opostos se distraem e os dispostos se atraem”, arrematado pela frase feita de amor mais piegas de todos os tempos: “te amarei apenas enquanto eu respirar” são ditas como se fossem verdades profundíssimas e inéditas.
Se OTM não achasse que isso é sério, é pra valer, ou pelo menos, deixasse que o público chegasse às conclusões. Mas não! Ele conclui pra você! Portam-se como bastiões de correção e integridade, disparando discursos contra a indústria da música e contra os tempos modernos, incentivando a proliferação de saraus (aaaaaaaaaaaaaaargh!) e aquele conceito “novo e fofo” da “paz e amor”.
Você quer saber de quem OTM chupou isso tudo? Desse cara aqui. Simplesmente a figura mais chata e pretensiosa da música brasileira! Desafio a qualquer um aqui a saber o nome de 5 músicas dele e cantar uma inteira.
Barwoman: moço, e agora, que horas são?
Eu: uma e quinze.
Barwoman: caraça! O tempo não passa!
Essa entende de música!
Vai passar, barwoman! Vai passar!
quinta-feira, abril 12, 2007
quarta-feira, abril 11, 2007
Das Perdas
Não existe história sem perdas. Não falo de perdas limitado ao sentido de derrota, pois muitas destas perdas são partes da vida, como dentes de leite que se vão, podendo ser até mesmo vitórias. Falo da perda como algo que se vai, como bagagem perdida no tempo, como algo que muda não só nossa superfície, mas pode trazer peso ou leveza ao interior.
Inocência, credulidade, viço são substituídos por outras características (desejáveis ou não) como experiência, ceticismo e marcas. Se perde e se ganha com o passar dos anos, tornamo-nos pessoas diferentes no processo universal chamado amadurecimento.
Eu sei do que perdi, sei também do que ganhei. Sei do que queria ter mantido, sei do que desejaria nunca ter ganhado. Sei do que nunca desejarei ganhar e sei do que lutaria até a morte para recuperar. Em vão. Sei quem me roubou ou acrescentou, como sei de quem roubei e acrescentei.
Hoje, mais homem feito do que ontem, mas menos do que amanhã, sei que é do resultado dessas perdas e ganhos que sai uma pessoa que tem pela frente desafios, sonhos, projetos e relacionamentos, ou seja, tem uma vida.
De cuja parte fazem as perdas.
terça-feira, abril 10, 2007
Suddenly Everything Has Changed
Música dos Flaming Lips, pelo Postal Service.
Putting all the vegetables away
That you bought at the grocery store today
And it goes fast
You think of the past
Suddenly everything has changed
Driving home, the sky accelerates
And the clouds all form a geometric shape
And it goes fast
You think of the past
Suddenly everything has changed
Putting all the clothes you’ve washed away
And as you’re folding up the shirts you hesitate
Then it goes fast
You think of the past
And suddenly everything has changed
Valeu, Sr.F!
sexta-feira, abril 06, 2007
segunda-feira, abril 02, 2007
Sorrir

Valiosos são aqueles que sabem alegrar
Que transformam meu semblante triste
Num radiante sorriso
Um sorriso que me escapa
Sem ser escape dessa vida
Um sorriso que me toma
E me leva a abrir meu coração
Um sorriso que me edifica
Ensinando lições profundas num segundo
Sábios são aqueles que riem
Diante dos problemas
Por maior que sejam
Não os levam a sério
E declaram desafiadoramente que vencerão
Num contrato de fé, lavrado com um sorriso




